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Exclusivos, sim ou não? Entenda a importância dos jogos exclusivos | Especial Coelho no Japão

Thomas Mertens 01/11/2022

Este artigo é uma parceria do NintendoBoy com o canal Coelho no Japão, e uma adaptação do vídeo “Sem Console Wars: A Importância dos Jogos Exclusivos na indústria dos videogames” com comentários do nosso redator Thomas Mertens; assista ao material original aqui.

Mais uma vez, vamos além da toca do coelho, seguindo na nossa parceria com o canal Coelho no Japão! Só recapitulando, a partir das ideias expostas no vídeo, vamos tentar ir um pouquinho além e discutir o que mais isso pode significar! Então pra hoje temos a importância dos jogos exclusivos para todo o mercado!

Leia também:

Os jogos de Nicho são piores que os mais Populares? | Especial Coelho no Japão

Quando eu penso em exclusivos, alguns títulos especiais me vem à mente: The Legend of Zelda, Pokémon, God of War e a franquia Halo. Tudo bem que agora GoW não é mais um exclusivo do PlayStation, tendo a sua última entrada lançada para PC – o que o torna um console-exclusive -, mas isso é ponto fora da curva, e como o Coelho mesmo mencionou, são poucos títulos que passarão por este processo.

E qual o ponto positivo disso: Então, no meu caso, eu realmente comprei o Nintendo 3DS por causa de Pokémon X e Y, e o PSP por causa de Kingdom Hearts Birth by Sleep, ou seja, de fato os jogos que vendem os consoles. Claro, pra que eu vou querer comprar outro console diferente se não têm um estímulo para tal?

Colocando em vista do mercado de agora, pensando que não existam jogos exclusivos, o melhor console automaticamente se torna o Xbox (e o PC) devido ao GamePass, que me entrega a biblioteca absurdamente vasta de third parties com um custo pequeno e qualidade de hardware excelente. Ok, o Nintendo Switch e o Steam Deck são portáteis, mas ainda assim é algo a se pesar.

Legal, agora concordamos que o console TAMBÉM se torna atraente devido a sua biblioteca. Isso é bom para o mercado, pois competição leva a melhorias, que leva ao nosso querer mais, e assim por diante. Claro que sempre vamos ter aqueles que são “o mesmo jogo”, tipo eFootball (antigo PES) e FIFA, Forza e Gran Turismo, CoD e Battlefield, e até Mario e Sonic se forçarmos a barra devido ao passado. Constantemente esses pares progridem, recebem novos títulos melhorados, e cada um explorando o que é o seu ponto forte. para que assim possam de minimamente distintos um do outro.

Infelizmente, esse pensamento acaba levando ao console war que nós temos hoje em dia, e de fato, é inegável que cada uma das integrantes das grande tríplice videogamística têm seus estilos muito próprios, que acabam sendo a direção pra onde você vai mirar quando procura um console. Os exclusivos da Nintendo são muito mais “família”, casuais e digamos, focados na diversão, enquanto os da Sony são muito mais story driven, e entregam mais exploração. Mas claro que isso não impede o movimento contrário: Crash Bandicoot é da Sony e é totalmente focado no gameplay, e ainda é exclusivo. Entende onde quero chegar?

– Falando em Console War, temos um artigo bastante interessante aprofundando mais este tema.

Console war: humanizando produtos e objetificando pessoas

Na verdade o que mais me chamou atenção no vídeo do Coelho foi o questionamento “será que existiriam essas franquias famosas se elas não fossem exclusivas?” E realmente, do ponto de vista todo de como o mercado funciona etc e tal, provavelmente os jogos não seriam tão bons, não convenceram a comprá-los mais do que os outros. Claro que os devs e publishers ainda têm sua fatia de lucro e isso já ia levar a uma concorrência natural das coisas, afinal o ser humano é assim por natureza, mas colocar mais um ingrediente na mistura catalisa o processo todo.

Além disso, de fato nós não estamos mais num mundo onde a única opção de oferta é o jogo em si. Agora temos também a opção de oferecer extras! Por exemplo, um jogo que seja multiplataforma mas que determinada expansão só exista para um console? Ou mesmo a questão dos achievements que não existem iguais em todos os consoles, ou mesmo cuja jogabilidade seja diferente. É muito mais fácil usar controles de movimentos no Nintendo Switch do que é num Xbox, e se isso for uma função útil no jogo, não essencial, apenas útil, já vai abrir uma gama nova desde o speedrunner até o jogador casual que gosta do jogo por uma determinada razão que só funciona naquela plataforma. 

No fim das contas, considerando tudo que foi exposto, a exclusividade pode ser uma questão de oportunidade, quando apenas uma empresa decidiu dar suporte ao título, ou quando essa empresa vê com tão bons olhos que quer o título só para si. Já passa um pouquinho do que apenas dinheiro, mas para a representação de mercado e a visão de público. O valor percebido é completamente diferente, e a gente sabe disso. Um jogo de 300 pratas no Nintendo Switch não é visto da mesma forma que um de 300 pratas no PS5. Ou seja, tudo volta ao ponto de vista da competição, mas não aquela viciosa e agressiva, mas uma saudável que traz frutos para todos os lados, sejam novas tecnologias ou novos títulos mesmo, seja você dono do console que for.

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