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Review | Romancing SaGa –Minstrel Song– Remastered

Pablo Camargo 16/12/2022

Desenvolvedora: Square Enix, Bullets
Publicadora: Square Enix
Data de lançamento: 01 de Dezembro, 2022
Preço: R$ 133,90
Formato: Digital

Análise feita no Nintendo Switch com chave fornecida gentilmente pela Square Enix.

Revisão: Paulo Cézar

Originalmente um título de Super Famicon, Romancing SaGa foi um dos diversos JRPGs que a Square Enix levou para o console nos anos 90, e certamente um dos mais únicos de sua leva, destacando-se principalmente seu conceito de uma exploração e trama não linear com a escolha de um entre 8 protagonistas e diversos personagens recrutáveis durante a aventura.  

Posteriormente, em 2005, o jogo recebeu um remake para o Playstation 2 com o subtítulo Minstrel Song, homenageando o bardo que sempre está nos bares contando histórias e tocando músicas para o jogador. Nesta versão tivemos a mudança para modelos 3D para os personagens e o mundo, alguns redesigns, e a adição e remoção de alguns personagens recrutáveis, mas ainda com o sistema não linear do jogo original.  

E é esta versão que acabara de receber uma remasterização para as plataformas modernas que será nosso tópico de análise da vez, com gráficos em alta definição, mais conteúdo e melhorias de qualidade de vida como a opção de acelerar o jogo, escolher a velocidade com que o tempo se passa, e até um New Game + que pode ser uma das adições mais úteis ao título. 

Escolhendo um ponto de partida

Esta aventura se passa na terra de Mardias que é subdividida em 11 territórios diferentes, que dentro de si possuem cidades, pequenas vilas, ou áreas mais perigosas como florestas e planícies. O principal ponto de destaque de Romancing SaGa é a liberdade que o jogo dá ao jogador na maneira em que pode explorar este território de uma forma quase que totalmente livre.  

Ao começar a aventura, vamos passar pela escolha de um personagem principal, podendo-se escolher um entre 8 aventureiros, cada um com uma classe própria para combate e skills e uma trama própria para iniciar sua jornada elo mundo. Entre nossas opções de líder temos: Albert, um filho de um nobre; A nômade Aisha; um aventureiro chamado Gray; Claudia, uma ranger; O ladrão Jamil; Sif a bárbara; O pirata Hawke; e a dançarina viajante Barbara. 

Depois de escolher um dos personagens, no meu caso tendo sido Hawke, passaremos por um capítulo inicial um pouco mais linear pro personagem escolhido, até que um acontecimento obrigue nosso protagonista a sair pelo mundo para explorar; E outro ponto importante de sua escolha de personagem é justamente as áreas iniciais que você já terá aberta no mapa após a introdução, que pode trazer um pouco mais de dificuldade ou tranquilidade para o início de sua aventura.  

Livre para explorar como quiser…

Acho importante destacar a exploração do jogo pois este é definitivamente seu ponto mais forte. Após o jogo largar nossas mãos após o capítulo inicial estamos livres para fazer praticamente tudo que quisermos, não temos um caminho estabelecido do início ao fim como na maioria dos JRPGs que estamos acostumados, pelo contrário, Romancing SaGa traz uma experiência totalmente livre ao jogador, que pode escolher ir para qualquer ponto do mapa a qualquer hora, trazendo consigo uma imersão bem única ao título. 

Com nosso protagonista temos que ir numa jornada pelo mundo de Mardias, e nosso principal objetivo é simplesmente explorar: descobrir novos locais, adentrar em cavernas a procura de tesouros, e sempre ir falando com NPCs e visitando bares para descobrir quests novas, desde missões simples como derrotar monstros que estão infestando grutas por perto da cidade, ou algo mais específico como subir uma montanha para encontrar uma criatura alada anciã e provar nossa coragem. E nada aqui é dado de mão beijada, dependendo sempre da exploração do jogador para encontrar novas missões e conseguir concluí-las, assim conseguindo mais recursos e acesso a equipamentos melhores. 

Também nos bares, é onde mais encontraremos novos aliados para nossa jornada, podemos estar sempre recrutando novos guerreiros até formar uma party de 5, sendo então preciso pedir ao bardo para expulsar um deles caso queira fazer uma nova adição, e é necessário fazer o maior número de recrutamentos possíveis pois novos aliados significam acesso a novas áreas acessíveis no mapa, trazendo consigo uma maior quantidade de quests, lojas e dungeons que podemos acessar. Então sempre tenha um slot dedicado a essa rotação de personagens ou algum membro da equipe que seja fácil de reencontrar quando necessário. 

Toda essa liberdade cria uma imersão bem especial para a experiência, já que não há nenhuma mensagem indicando o que devemos fazer, realmente temos um sentimento de aventura muito pessoal, em que não estamos apenas vendo um personagem explorando o mundo e descobrindo segredos, mas ativamente estamos fazendo o mesmo. É sempre uma reação legal encontrar um tesouro pela primeira vez, chegar em uma cidade nova e ver as quests do local com os problemas que os cidadãos estão enfrentando, ou então revisitar algum local já conhecido e se deparar com um evento totalmente inesperado acontecendo devido ao momento do jogo em que chegamos lá. 

Mas à um preço

Mas esse sistema não linear vem a um custo, a coisa mais importante a se saber durante esta jornada é que os eventos do jogo possuem tempo limite para serem feitos. Ao abrir o menu temos acesso a um relógio que mostra quantos passos dos 22 ERs se passaram enquanto estávamos batalhando e realizando missões. Algumas quests só serão possíveis de se iniciar e/ou finalizar até certa parte do ponteiro, podendo ser expiradas antes mesmo do seu descobrimento devido ao vasto mundo, e então trazendo a perda de missões com importantes recompensas e/ou informações chave da lore, que agora só poderão ser obtidas numa nova run. 

Felizmente a edição remasterizada permite escolher uma opção em que o tempo passa de forma mais devagar, além de contar com uma função New Game+ para fazermos novas runs sem a perda de todas as recompensas que obtivemos previamente, assim aliviando um pouco da tensão mental de se tentar fazer tudo que queremos e nos prepararmos para o endgame numa run perfeita.  

Outro ponto negativado pela tamanha independência do jogador é a trama que por motivos óbvios se torna pouco marcante, e os personagens não memoráveis, apenas sendo arquétipos para seus designs e classes de combate. Até há uma lore profunda e bem montada nos diálogos com NPCs e nos contos passados pelo bardo, mas nada que nos agarra tanto quanto o gameplay. 

Uma longa jornada de aprendizado

Indo para uma outra área do jogo agora, o sistema de combate também não é de um padrão convencional que costumamos ver no gênero, primeiro de tudo não temos um sistema de level up e experiência, similar como ocorre em Final Fantasy II, ao fim de cada batalha os personagens terão seus stats aumentados com base no decorrer da luta, e quanto mais se fortalecem, mais fortes os monstros que encontram ficam.  

Não há encontros aleatórios, vemos criaturas pelo mapa que tentam nos perseguir quando nos notam, então resta a nós tentar escapar do embate ou ir ao seu encontro, mas sempre lembrando que fazer todas as lutas que aparecem não é o recomendado, evitando assim um aumento muito grande nas forças inimigas e que se gaste muito tempo com lutas desnecessárias, o jogo até fornece itens como bombas de fumaça que podem ser repostas nos hotéis para escapar facilmente de duelos. Porém devo destacar que é um pouco irritante o número de inimigos próximos um do outro, trazendo uma chain de encontros que às vezes não é possível escapar.

O combate a primeira vista tem o mesmo funcionamento que uma simples batalha de turnos de um RPG comum, porém deve-se atentar que dentro dele há muitas mecânicas para ficar de olho. Cada personagem vai ter um nível de proficiência com uma das armas do jogo, ditados pela sua classe (Pirata/Mercante/Ladrão, etc), e o nível de habilidade dele com a arma pode ser aumentado durante a jogatina, possibilitando aprender novos ataques especiais com estas armas. E quanto mais usamos uma arma com um personagem, ele randomicamente vai tendo novas ideias de ataques que pode utilizar com ela, liberando novos especiais de uma forma progressiva e aleatória. 

E para tirar total proveito de todos ataques de nossa party temos que entender também os sistemas de durabilidade de armas (DP), que com certos ataques vão se desgastando, podendo ser perdidas se não forem reparadas antes de chegar em 0, e nos Battle Points (BP) que funcionam como uma espécie de “mana” para ataques especiais, e que são recarregadas em certas quantias a cada turno. 

Também temos diversas outras mecânicas de combate que podem ser utilizadas mas que dependem um pouquinho mais da senhora sorte para serem ativadas, como ataques combinados quando se foca especiais de vários personagens em um inimigo, Surges, Reversals, e as já citadas descobertas de especiais novos. E ainda podemos posicionar os nossos personagens de forma mais próxima ou afastada dos oponentes, determinando o quanto serão focados por eles, e a efetividade de algumas armas que se dão melhor em curto ou longo alcance.

E para melhorar nossos personagens temos que administrar muito bem os recursos do jogo, Gold e Jewels, ambos podem ser adquiridos em pequenas quantidades nas lutas, mas onde realmente conseguimos bastante deles é pela exploração, achando em baús de tesouros, e cumprindo quests que podem dar uma quantidade exorbitante que até dá medo de gastar tudo de uma vez, porém, confie em mim, você vai gastar tudo bem rápido. 

Dinheiro é usado principalmente para, adivinhem, comprar itens, poções, skills, magias, e principalmente armaduras e armas novas, mas como o recurso é bem limitado, o ideal é não sair comprando tudo que aparece pela frente, mas sim guardar suas economias para os melhores equipamentos possíveis e que serão úteis já sendo pensados em uma build final para seus personagens, não gaste dinheiro com uma bota mais fraca e barata quando já sabe o local para comprar uma mais útil. 

E o segundo recurso, as joias, são utilizadas para melhorar o nível de suas classes, aumentando consigo todas skills nelas inclusa, porém, é bom saber previamente que ao chegar no nível 3 com qualquer classe, desbloqueamos a opção de usar as joias para upar apenas as habilidades individuais do personagem, sem necessidade do resto do pacote da classe, e até podendo escolher skills de fora de sua proficiência inicial, assim podendo-se gastar menos do recurso e focar no que realmente será útil para você. E aumentar as skills é de extrema importância, pois elas não só melhoram seu desempenho no combate com melhoria na proficiência de armas e magias, mas também estão ligadas a exploração, podendo utilizar skills de travessias como Jump, ou então para furtividade, evitando que inimigos te notem tão facilmente. É muito importante administrar bem o uso de suas joias para melhor sua party tanto para o combate quanto para sua experiência na exploração ser o melhor possível.

Toda essa mistura de mecânicas, melhorias e RNG traz uma profundidade bem complexa para o sistema para o que poderia cair nas simplicidades do combate de turno, contudo, apesar de exigir um bom esforço do jogador para entender como tudo se relaciona, traz uma ótima sensação de recompensa compreender tudo e então dominar os combates que vem pela frente, conseguindo manipular certos efeitos especiais e combos para danos muito maiores que o comum. 

Encontros impiedosos

Infelizmente, por mais que o combate seja muito bem montado, eu tenho uma queixa muito forte para como os bosses são executados. Enquanto todos encontros comuns são baseados em seus stats e o quanto você os aumentou, sempre trazendo batalhas justas, a dificuldade dependendo mais da sua sorte com os inimigos que apareceram, os chefes de fim de quests sempre possuem a mesma força, e uma força descomunal. Apesar de sim trazerem um nível de desafio muito bom, eles também colocam na mesa uma grande sensação de desbalanceamento na dificuldade do jogo, todo chefe é um novo “quebra-cabeça” complexo em que precisamos descobrir quando vai ser o momento ideal de enfrentá-lo, tendo de adivinhar se já temos equipamentos fortes o bastante para tal e se serão adequados para o combate com as habilidades do chefe em específico. 

E não digo isso como uma crítica pelo jogo ser “difícil demais” nos bosses, apenas traz uma sensação decepcionante conseguir explorar uma dungeon inteira e ao chegar no fim tomar um sacode de seu chefão, tendo que ir embora para farmar novas quests, equipamentos, armas e só depois voltar, tendo que passar novamente por todos os inimigos no caminho para uma revanche, sem certeza nenhuma se ainda estamos prontos e que talvez tenhamos de repetir o processo. As lutas são sim boas e desafiadoras como deveriam ser, mas a falta de conhecimento da real força dos chefes previamente e a repetição do caminho trazem um cansaço que não é muito prazeroso aos encontros. 

Uma boa experiência visual e musical

Um ponto bem positivo do título contudo é sua trilha sonora, as músicas de combate são todas dinâmicas e nos deixam agitados para o embate, as de vilarejos são calmas e gostosas de se ouvir, com todas as faixas adicionando a imersão da experiência. Destaque para a abertura do jogo que é cantada pelo “onipresente” bardo que é belíssima e eu não consigo pular ela nenhuma vez que abro o jogo. 

Visualmente o jogo se se trata de um título do PS2, então podemos notar que sua modelagem é bem datada, porém apesar de simples, há um certo charme único nos modelos “nanicos” dos personagens e monstros do jogo, que são acompanhados de uma pintura cell shadding que fica muito bem encaixada nos designs, entretanto algo que realmente não envelheceu bem foi o trabalho de dublagem que é bem robótico e inatural em quase todas suas execuções. Já os mapas não se destacam tanto, apenas cavernas, florestas ou planícies comuns, geralmente só o clima sendo um bom diferencial para a memória do jogador. 

E como já citado, além de uma melhoria na resolução do título, este remaster trouxe diversas boas mudanças de qualidade de vida ao título, tivemos a adição de alguns novos para se recrutar, o jogo pode ser acelerado para 2 ou 3x sua velocidade padrão, podemos escolher que o tempo passe mais devagar, causando uma menor tensão psicológica na realização de atividades, e um NG+ para retornarmos a novas jogatinas maximizando nosso desempenho. Todas essas mudanças são agradáveis e tornam este complexo título um pouco mais acessível a novos jogadores. 

Definitivamente uma ótima experiência, mas não para todos

Romancing SaGa Minstrel Song Remastered é definitivamente uma experiência muito interessante, porém limitante, é um jogo que exige muita dedicação e predisposição do jogador para aprender suas mecânicas, explorar o mundo e experimentar novas técnicas e builds, coisas que não são todos jogadores que vão ter a paciência necessária. Entretanto, para aqueles que gostam do gênero JRPG não só por suas histórias, mas também por seu gameplay, sistemas de customização e mecânicas complexas, com certeza é um título obrigatório de se conhecer e um ótimo desafio para tentar masterizar.  

Prós

  • Experiência muito imersível;
  • Mecânicas muitos prazerosas de masterizar;
  • Muito espaço para customização;
  • OST marcante.

Contras:

  • Trama e personagens não memoráveis;
  • Dificuldade desbalanceada para os Bosses;
  • Exige muita dedicação do jogador.

Nota Final:

8

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Pablo Camargo
Pablo Camargo
Redator em Nintendo Boy
Estudante, Técnico em Química, e apaixonado por conteúdo de mídia, especialmente jogos da Nintendo e JRPGs, seguidor da religião Xenoblade. Escrevo reviews e faço vídeos analisando jogos e seus principais méritos.
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