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Review | Labyrinth of Zangetsu

Guilherme Varoto 29/04/2023

Desenvolvedora: Acquire, KaeruPanda Inc.
Publicadora: PQube
Data de lançamento: 20 de abril, 2023
Preço: R$ 160,52
Formato: Digital/Físico

Análise feita no Nintendo Switch com chave fornecida gentilmente pela PQube.

Revisão: Lucas Barreto

Labyrinth of Zangetsu é um reflexo de como os RPGs mudaram com o passar dos anos, separando-se em vários gêneros de jogo diferentes. Tanto nos jogos eletrônicos quanto nos jogos de mesa, houve uma grande bifurcação entre RPGs focados na narrativa, e como o jogador interage com ela, e os focados em suas mecânicas, enfatizando a exploração. Em uma visão de popularidade, os jogos de narrativa se saíram melhor, mas ainda há um público para jogos de exploração de masmorra, e é este o público que Labyrinth of Zangetsu quer atrair.

De todas as formas possíveis, o título da análise quer ser um jogo antes de qualquer história, sendo ela apenas um pretexto para criar o grupo de seis personagens e começar a exploração. Caso o jogador não tenha nenhum conhecimento prévio de jogos como Dungeons & Dragons, a experiência poderá ser confusa e frustrante, já para aqueles que o conhecem: apenas frustrante.

Que comecem as rolagens

Logo em seus primeiros minutos, as falhas começam a surgir. A criação de personagem é filtrada entre raça, classe e tendência. As raças definem o atributo base inicial do personagem; as classes são a especialização de como o personagem será, sendo limitadas por raça e atributo; já a tendência serve para um pequeno buff negligenciável, magias e skills.

A relação entre raças e classes é mais ou menos intuitiva a depender da raça, mas já na criação de personagens somos apresentados ao sistema de rolagem principal do jogo: para se ter o atributo necessário dos status das classes, tudo depende de uma rolagem de dados. Por mais que jogador possa escolher rolar novamente quantas vezes quiser seu resultado, esta mecânica representa um pequeno prelúdio do que está por vir. Enfim, após passar bons minutos rolando os atributos para finalmente adquirir todas as classes que deseja, é possível escolher a formação dos seis membros do seu grupo, e o tutorial começa.

O jogador controla toda a party com um único ponto de vista, explorando os labirintos fechados onde se pode topar com inimigos, além dos raros pontos de interação do cenário. Os combates se comportam como um JRPG tradicional: cada personagem escolhe uma ação e elas acontecem em uma ordem aleatória baseada em números externos e dos próprios personagens. Esse é todo o loop de gameplay, e alterações nele são raras.

O jogador pode tentar se esgueirar e evitar combates com inimigos, mas isso serve mais para dizer que existe a possibilidade que qualquer outra coisa, já que evitar inimigos não é recomendável. Labyrinth of Zangetsu é um jogo de números e extensos grindings, afinal de contas, e não se preocupe caso se esqueça desse elemento: o jogo irá lembrá-lo. Depois de todo combate, o jogador será recompensado com um baú, mas não é preciso apenas abrir o baú e receber os espólios, será necessário uma rolagem de dados para descobrir se há armadilhas e uma rolagem de dados para cada armadilha, e apenas assim o baú poderá ser aberto.

Esse processo acontece com todos os baús durante toda a duração do jogo, e a única maneira de evitar isso é com magias, que tem usos limitados por masmorra. Não se esqueça, Labyrinth of Zangetsu é um jogo de números, então evite deixar o dinheiro para trás, já que ele é usado para conseguir equipamentos sem precisar grindar por horas ou para ressuscitar seus personagens mortos.

Apesar de não ser um jogo longo, é exaustivo, e para suprir seu curto tempo de duração ele consome cada minuto. Para subir de nível é necessário retornar para sua base, onde os atributos que irão subir de nível serão rolados, e alguns podem até diminuir. Para que novos inimigos sejam gerados na masmorra é necessário entrar e sair, e a masmorra nunca muda, tornando-se portanto um passeio otimizado de vai e volta.

A aplicação da tinta

Um dos atrativos iniciais de Labyrinth of Zangetsu é seu visual inspirado em pinturas orientais. Fortes pinceladas e contornos pretos que conseguem mascarar os modelos minimalistas dos mapas. Quando entramos em combate que se é possível notar os poucos problemas em como ele foi aplicado.

Os inimigos seguem o design monocromático, mas alguns designs podem acabar se mesclando no cenário, por vezes sequer deixando claro o que eles são. Outros sequer parecem que pertencem ao jogo. Em geral, a apresentação ainda é a melhor parte do jogo, e é a única responsável por engajar os jogadores, já que a pouca narrativa não é capaz de prendê-lo, mas tais problemas distraem.

Também não há muito para se falar da música. Ela usa de instrumentos e composições para simular um clássico japonês de samurais, e ela consegue fazer isso bem o suficiente, mas nenhuma trilha acaba se tornando memorável o suficiente ou criando sua própria identidade, e é muito entristecedor sentir que a obra mais do que cavou essa cova.

Conclusão

Apesar de uma direção de arte muito forte, Labyrinth of Zangetsu não oferece muito além disso. Colocando-o ao lado de outros RPG Dungeon Crawling que sairam recentemente, acaba sendo tão arcaico e repetitivo em sua estrutura que não se destaca, valendo mais à pena retornar ou a velhas aventuras ou encontrar outros mundos de samurais e tinta.

Cada mecânica parece querer desperdiçar o tempo do jogador, e a narrativa propositalmente ausente não apresenta, aqui, algo para aqueles que procuram entrar no gênero de Dungeon Crawling. E certamente não irá agradar aqueles que procuram narrativas épicas em seus RPGs. Para os fãs do gênero, é recomendável aguardar por outros lançamentos.

Labyrinth of Zangetsu apresentou uma pintura que à distância parecia bela, mas ao se aproximar apresenta as pinceladas falhas que a compõe.

Prós

  • Estilo de arte excelente;
  • Sistemas de combate simples de entender.

Contras:

  • Jogo pesado no grind de recursos;
  • Muitas mecânicas de RNG que mais desaceleram do que engajam;
  • A mínima história presente é apresentada de maneira sem graça e não engaja;
  • Pouco conteúdo fora da campanha principal.

Nota Final:

4

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