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Review | Process of Elimination

Sendo uma nova visão sobre o clássico gênero de ADV de investigação, Process of Elimination não é o mais inovador dos casos de detetive, mas traz um sistema elementar à sua experiência: sua jogabilidade tática.
Vítor M. Costa 11/04/2023
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Vítor M. Costa
Vítor M. Costa
Doutorando em Filosofia que passa seu tempo livre com piano, livros e jogos (principalmente RPGs). No Twitter, também conhecido como Vivi. Interessa-se especialmente por produções de maior apelo artístico e/ou narrativo e mecânicas de puzzle, stealth, estratégia e RPG. Seu histórico de análises pode ser conferido no OpenCritic; suas reflexões sobre a arte e a ciência dos jogos, em thegamelogicist.medium.com e na SUPERJUMP (ambos em inglês), ou em seu podcast: MetaQuestCast.
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Desenvolvedora: Nippon Ichi Software
Publicadora: NIS America
Data de lançamento: 11 de Abril, 2023
Preço: R$ 209,99
Formato: Digital/Físico

Análise feita no Nintendo Switch com cópia gentilmente cedida pela NIS America.

Revisão: Davi Sousa

Desenvolvido e publicado pela Nippon Ichi Software, Process of Elimination (ou Tantei Bokumetsu) é um jogo com uma narrativa de visual novel e gameplay em tática de investigação criminal, com elementos de RPG e jogo de tabuleiro. A história gira em torno de detetives em um jogo de sobrevivência em que é preciso a cada capítulo encontrar a tempo os indícios de algum assassinato e inferir como o crime se deu.

Um jogo de sobrevivência com um exótico time de detetives

Se você já jogou Danganronpa ou algum outro adventure influenciado por ele, não irá estranhar o estilo narrativo de Process of Elimination, mas caso esteja esperando uma trama de investigação mais pé-no-chão, você não encontrará o que procura neste game. Claramente é um título que não poupa clichês e exageros em seu texto, desde a escrita dos personagens até o argumento narrativo, e há pouco de seu material que resulta em algo convincente ou intrigante, mesmo quando a história tenta se mostrar dramática.

O jogador segue Wato Hojo, um jovem assistente de detetive da Gunjoji Detective Agency que se junta à prestigiada Detective Alliance, composta por 100 detetives que buscam parar uma entidade chamada The Quartering Duke. No passado, o rapaz foi uma de 16 crianças que foram levadas a uma prisão subterrânea e usadas em um jogo macabro e mortal com audiência ao vivo. Agora ele procura evitar que outras tragédias como essa se repitam.

Ao se ver perdido em uma ilha, o protagonista torna-se o detetive de número #100 da Aliança e logo recebe um apelido próprio, uma vez que os membros do grupo evitam revelar seus nomes reais. Cada detetive é conhecido por alguma característica saliente de sua personalidade ou aparência. Exemplos são os personagens Workaholic e Armor; o primeiro é extremamente diligente com seu trabalho e o segundo literalmente utiliza uma robusta armadura dos pés à cabeça. Enquanto alguém meramente medíocre, Wato Hojo é batizado de Incompetent.

Nessa ilha, os detetives descobrem que um de seus membros foi assassinado e desconfiam que podem estar sendo vítimas de The Quartering Duke, um assassino em série que já eliminou centenas de pessoas. Eles não demoram também a suspeitar que o assassino está entre eles; ou seja, trata-se de alguém infiltrado dentro da Detective Alliance. Inicialmente, isso gera suspeitas entre o grupo, mas outros assassinatos ocorrem e logo fica claro que é melhor todos trabalharem juntos até que alguém consiga descobrir o responsável.

Como fãs de anime facilmente perceberão, a premissa da trama não é nada original, e devo dizer que também não é muito bem conduzida. Para começar, o texto é excessivamente repetitivo e extenso com inferências óbvias, pensamentos desnecessários e diálogos clichês que tentam em vão estender o clima dramático de uma cena ou fazer piadas gastas e baratas com base nas personalidades e aparências dos personagens.

De todos os aspectos textuais, o que há de mais interessante é a construção de certos mistérios. Algumas vezes, há projetos até interessantes em torno de como certos assassinatos ocorreram; por outro lado, a forma como os mistérios são resolvidos frequentemente é apelativa e superficial. O desfecho da história também não ajuda, pois tanto o vilão como cada um dos personagens é extremamente previsível e caricato, e raramente o roteiro consegue aproveitar isso para fazer qualquer reflexão mais elaborada que justifique tamanha simplificação de papéis.

Uma gameplay com ideias interessantes, mas bem pouco desenvolvidas

O ponto forte de Process of Elimination parece estar em sua proposta única de gameplay: uma inusitada combinação de visual novel de investigação com tática em tabuleiro. Entretanto, a dinâmica de jogo infelizmente não só é subdesenvolvida como também é pouco presente no meio de seções enormes de leitura em estilo VN. Penso que faltou uma melhor articulação entre esses dois estilos de jogabilidade, embora eu reconheça que não é uma tarefa fácil alternar entre investigação adventure e jogo tático.

De modo geral, os capítulos se desenrolam em três partes. Primeiramente, há uma longa exposição de visual novel para dar ao jogador o contexto de um assassinato; em seguida, o jogador é colocado em um tabuleiro que lembra um jogo de detetive com cômodos nos quais os personagens se tornam peças que podem andar um número determinado de células ou casas, a depender de seus atributos. Cada peça possui atributos que determinam também aspectos da jogabilidade, como o alcance da observação para procurar de indícios a serem examinados e a eficácia de análise e inferência a partir desses indícios.

O sistema do jogo é um tanto diferente para compreender de início, mas logo se torna intuitivo e prático — só é uma pena que não haja tantas partidas para seus mecanismos serem devidamente desenvolvidos. Tudo funciona por turnos, e há uma quantidade limitada deles para resolver o puzzle do assassinato; caso o jogador não consiga durante esse prazo, ocorre um massacre e o resultaldo é um game over.

De modo geral, não há adversário: o jogo é uma batalha contra o tempo. Em cada turno, é possível mover as unidades que estão verdes; as unidades vermelhas irão ser movimentadas automaticamente, são personagens que estão agindo por conta própria. Essas cores podem mudar no decorrer da partida, conforme sua estratégia. Ao selecionar um personagem jogável, é possível utilizá-lo para se movimentar, observar indícios no cenário, analisar evidências (após tê-las colhido por observação) ou executar “ataques” (inferências) contra pontos específicos do tabuleiro.

Os pontos que precisam ser atingidos por seus personagens são desbloqueados à medida que você consegue provas suficientes para identificá-los. Cada um desses pontos possui uma quantidade de “vida”, por assim dizer, e cada ataque/inferência tira deles um pouco dessa resistência com o passar dos turnos. O dano pode ser amplificado ao colocarmos uma unidade como assistência ao lado daquela que está atacando/inferindo o alvo, causando um efeito de Boost.

Com o passar dos capítulos, o level design vai se tornando mais complexo, podendo haver armadilhas no cenário, por exemplo, mas o desafio tático é quase nulo, sendo extremamente fácil saber o que fazer. Contudo, o jogador precisará cada vez mais otimizar sua estratégia dentro do tempo limite. Antes de tudo, é preciso ficar atento às habilidades de cada personagem: alguns possuem alto atributo de análise, mas são pouco úteis para observação, enquanto que outros são especialmente úteis para inferência.

Passado o período de gameplay tática de tabuleiro, a terceira etapa de cada capítulo tipicamente envolve escolhas de diálogo através das quais o jogador possui algumas oportunidades para tentar desvendar o mistério do assassinato. Semelhante ao jogo de detetive, é preciso saber onde ocorreu o assassinato, quem o praticou e como ele ocorreu. Essa seção é marcada por uma mescla de raciocínios óbvios, hipóteses inusitadas e um desfecho que tensiona a relação entre os personagens e leva a trama ao capítulo seguinte.

Um audiovisual pouco inspirado e interessante como visual novel, mas com um design bacana para as seções de tabuleiro

À primeira vista, Process of Elimination não impressiona em visuais — até pelo contrário: em muitos aspectos, ele parece uma visual novel genérica de investigação com inspirações em outras, como Danganronpa, a começar pelo fato do grupo de personagens ser representado de forma extremamente caricata, com nítidos contrastes complementares de personalidade e aparência. Apesar dessa escolha trazer alguns problemas, suas atuações por voz são consistentes e bem expressivas.

Para além do frequente excesso de conveniência da premissa do roteiro e do desenrolar da trama, o design exagerado de cada personagem não contribui para dar impacto à trama. Ademais, ele torna seus papéis muito previsíveis e simplórios. Felizmente, em alguns momentos esse recurso é usado a favor de “enganar” o jogador ou mesmo servir como elemento de dedução, mas desfavorece o design narrativo nos demais aspectos.

Temos uma cenografia sempre estática, com alguns efeitos. Eu gostei do design elegante dos tabuleiros para as batalhas: ele é bem funcional e prático, e comunica bem as inspirações de gameplay. Contudo, trata-se em outros aspectos essencialmente de uma VN simples com alguns cenários que alternam contextos exteriores da ilha com locais interiores onde se passam os mistérios de assassinato. Frequentemente há ocasiões violentas — afinal, os assassinatos são praticados com requintes de crueldade —; porém, os recortes de imagem censuram partes mutiladas ou outros elementos fortes.

Do ponto de vista musical, a trilha sonora às vezes é um pouco repetitiva, por vezes com soluções genéricas, mas o estilo é razoável e condizente com a extravagância de seus visuais. As peças costumam ser bastante melódicas, com ênfase em teclado e sons sintéticos estridentes e percussivos. A harmonia possui um sutil clima de mistério misturado com um ritmo dançante intenso, quase sempre rápido ou pelo menos com andamento moderado.

Senti falta de faixas que explorassem mais o lado sombrio dos assassinatos e o lado mais reflexivo dos mistérios. Por outro lado, acho que algumas delas fazem um bom trabalho de antecipação melódica para as seções em tabuleiro. Como nesses momentos Wato se vê em uma corrida contra o tempo, o ritmo acelerado e melodicamente destacado torna o jogador desperto e ansioso mesmo que seu tempo passe em turnos. Confira um pouco do estilo musical no trecho de vídeo abaixo:

Uma experiência genérica de investigação e sobrevivência, mas um experimento inicial interessante de tática em tabuleiro

A despeito da mediocridade de seu design narrativo e audiovisual, Process of Elimination possui ideias interessantes de gameplay que merecem ser polidas e mais desenvolvidas em algum título posterior. Fãs de anime com temática de sobrevivência ou de adventure de investigação à moda de Dangaronpa podem gostar desse jogo. Também recomendo-o, mas com várias ressalvas a quem esteja atrás de uma gameplay experimental com mecânicas táticas.

Prós:

  • A proposta do game oferece uma experiência variada entre leitura, raciocínio e tática;
  • Há ideias interessantes de mistura de tática e investigação com elementos de RPG e tabuleiro em dinâmica por turnos;
  • A trilha sonora e o voice acting são razoáveis para a proposta, e há boas ilustrações;
  • O design de tabuleiro para as táticas é elegante e prático.

Contras:

  • Texto muito inchado, repetitivo e simplório;
  • Personagens excessivamente caricatos, exagerados e previsíveis em um roteiro que raramente tira um bom proveito disso para algo interessante;
  • A trama é pouco original, pouco crível e pouco instigante tanto em sua temática de sobrevivência quanto em sua premissa de mistério;
  • A resolução de vários mistérios é frequentemente apelativa, muito conveniente e superficial;
  • Infelizmente sua gameplay que mistura tática com investigação é pouco desafiadora, pouco desenvolvida e também pouco presente na experiência de jogo;
  • Cenografia um tanto genérica.

Nota Final

6,5

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