Desenvolvedora: Nintendo
Publicadora: Nintendo
Data de lançamento: 30 de junho, 2023
Preço: R$ 149,00
Formato: Digital
Análise feita no Nintendo Switch com cópia fornecida gentilmente pela Nintendo.
Revisão: Marcos Vinícius
Tarefa simples: volte no tempo para 2017, ano de lançamento do Nintendo Switch, e faça a seguinte pergunta para qualquer pessoa que tenha o console: “qual é o grande jogo de lançamento dessa revolucionária máquina da Nintendo?”
99% das pessoas vão obviamente responder: The Legend of Zelda: Breath of the Wild, os outros 1% dirá, é claro, Snipperclips. A ironia é o jogo “tech-demo” esquecido 1-2 Switch. Feito para demonstrar como as novas funcionalidades do console podem ser perfeitas para uma festa, o jogo acabou fracassando em cumprir sua proposta por uma série de motivos. Comparado a jogos como Wii Sports e Nintendo Land, que tinham o mesmo objetivo, 1-2 Switch é raso e pouco surpreendente, é o tipo de experiência que se você jogar mais de 1 semana já vai ser muito. Para piorar a situação, o jogo foi comercializado a preço cheio e a Nintendo não fez nenhum bundle em que o game acompanhava o console.
Dentro de todo esse contexto, acho absolutamente bizarro esse jogo receber uma sequência seis anos depois! Porém, por mais bizarro que seja, não deixa de dar uma curiosidade para saber exatamente o que a Nintendo colocou aqui, né? Então, sem mais delongas, vou te contar sobre a minha experiência com Everybody 1-2 Switch!.
Sem (tanta) enrolação

Com todo respeito ao jogo e seus desenvolvedores, esse não é o tipo de review em que preciso dedicar alguns parágrafos para explicar a narrativa, estética e premissa do jogo. Everybody 1-2 Switch! é um party game e seu objetivo é fazer um grupo de amigos começar a se divertir o mais rápido possível e, nesse quesito, não dá para dizer que o jogo faz um trabalho ruim.
Ao abrir o jogo e escolher o modo principal, em poucos minutos você já está jogando algum mini game que parece ter saído de uma mesa redonda de ideias malucas da Nintendo, alguns até tem cara de “isso foi uma ideia recusada em algum outro game e acabou aparecendo aqui”. Mas não é tão instantâneo assim, o jogo investe um pouquinho na sua apresentação, com esse homem-cavalo da capa falando sem parar a todo momento.

Ele age basicamente como o animador de uma festa, aproveitando qualquer oportunidade para fazer o pessoal falar “1, 2, SWITCH!” e bem… levando em conta que o jogo não está localizado para a nossa língua, quando você está com um grupo de amigos, todos vão só ficar aguardando o bendito cavalo parar de falar para entrar logo na parte dos mini games.
Uma seleção decente de mini games

Dependendo da quantidade de pessoas, alguns jogos são mais divertidos que outros. A exemplo, no mini game em que você precisa fazer movimentos no ritmo certo para atrair a atenção de alienígenas, é muito mais divertido em um grupo grande, onde se instala um verdadeiro caos com todos fazendo movimentos malucos para a televisão. Isso também é válido para “relay race”, mini-game de corrida onde o jogador precisa passar o bastão para o próximo corredor do seu time.
Por outro lado, vários outros games funcionam perfeitamente com 2 pessoas. Em “hip bunny” há uma competição de “bundadas” à distância para ver quem derruba o colega primeiro, em “red light, green light” o objetivo é correr para perto da árvore toda que o garotinho não estiver olhando e um dos que achei mais criativos, “joy-con hide-and-seek” um jogador precisa esconder o controle Joy-Con, enquanto o outro precisa achar onde está o controle pela vibração.

O destaque sem sombra de dúvidas vai para a criatividade em usar o hardware do Switch de maneiras inesperadas, o que já era um dos objetivos do primeiro jogo. Acho que a grande novidade aqui é o uso do celular como controle para o jogo, que abre espaços para o mini game “color shoot”, em que o jogador precisa achar algo do mundo real com a cor solicitada, usando a câmera do celular.
Talvez essa fuga do comum seja meu elemento favorito do jogo, gosto muito de quando a Nintendo, mesmo sendo uma empresa consolidada, com muitas franquias consolidadas, inventa esse tipo de loucura, mesmo que o resultado final passe longe de ser uma revolução no mundo dos games.
Agora, preciso ser sincero com vocês, apesar de curtir muito a proposta que a Nintendo colocou no seu marketing de até 100 pessoas jogando ao mesmo tempo, não tive essa experiência para confirmar se funciona mesmo. No máximo joguei com 4 pessoas. O que posso dizer é que a ideia de fazer com que o celular se torne um controle para o game é genial e facilita muito que o jogo seja uma boa opção para festas, não precisa ser 100 pessoas, mas imagina 10, 15 pessoas jogando ao mesmo tempo? Com certeza vai gerar uma experiência única. Espero que um dia eu consiga reunir toda essa turma para jogar.

Não impressiona, mas também não ofende
Everybody 1-2 Switch! é claramente uma expansão da ideia do 1-2 Switch original, porém, o jogo me incomoda muito menos. Além de ter muito mais conteúdo, tirando aquela cara de tech demo do original, o jogo também vem custando por volta da metade do valor do seu irmão mais velho, no Brasil equivalente a R$ 150.
Não é uma revolução no mundo do party games e não convence ninguém de que todas as funcionalidades “ocultas” dos Joy-Cons são sensacionais (para essa finalidade, o Nintendo Labo continua sendo bem mais surpreendente na minha opinião), mas, cumpre o seu papel como um party game, que você vai abrir 1 ou no máximo 2 vezes por mês quando alguns amigos seus aparecerem na sua casa.
Prós:
- Mini-games variados e irreverentes;
- Boa opção para grupo de amigos;
- Uso criativo dos Joy-Cons.
Contras:
- Horase, o cavalo apresentador, fala demais;
- Jogo não chega a impressionar.
Nota Final
7
- RetroBoy | Fire Emblem: The Blazing Blade - 31/12/2025
- Review | Storm Lancers – Nintendo Switch 2 Edition - 21/12/2025
- Review | Assassin’s Creed Shadows - 01/12/2025
