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Review | No Sleep For Kaname Date – From AI: THE SOMNIUM FILES

João Costa 17/07/2025

Desenvolvedora:
Publicadora:
Lançamento:
Preço:
Formato:

Gênero:
Plataformas:

Spike Chunsoft
Spike Chunsoft
25 de julho, 2025
R$ 199,00
Físico/Digital
Aventura de investigação| Quebra-cabeças
Nintendo Switch, Nintendo Switch 2, PC

Desenvolvedora: Spike Chunsoft
Publicadora: Spike Chunsoft
Gênero: Aventura de investigação| Quebra-cabeças
Data de lançamento: 25 de julho, 2025
Preço: R$ 199,00
Formato: Físico/Digital
Plataformas: Nintendo Switch, Nintendo Switch 2, PC

Review feita no Nintendo Switch com cópia fornecida gentilmente pela Spike Chunsoft.

Revisão: Davi Dumont Farace

No Sleep For Kaname Date – From AI: THE SOMNIUM FILES é a terceira entrada na série de investigação futurista da Spike Chunsoft, trazendo Kamane Date de volta ao protagonismo. Ele foi o personagem principal do primeiro AI: THE SOMNIUM FILES, mas virou coadjuvante na sequência nirvanA Initiative. O pontapé inicial deste projeto parece ter sido seu retorno, o que resulta em uma aventura nostálgica e ao menos tempo limitada por se passar entre o primeiro e segundo jogo. É claro, em relação à gameplay, existem surpresas positivas visando justificar a produção.

Leia também:

Em uma narrativa que desafia a diferença entre real e ficção, AI: THE SOMNIUM FILES — nirvanA Initiative apresenta um mistério dividido entre duas partes. Passado e futuro, resolução e tragédia; uma brilhante Aventura que brilha em sua composição robusta.


A história acompanha Date resolvendo um caso misterioso para resgatar Iris, uma idol de internet raptada para fazer parte de um perigoso jogo de fuga. Pilares dos jogos anteriores retornam como segmentos de investigação para coletar informações e momentos onde o jogador entra nos sonhos de pessoas de interesse, mas com a adição de secções de fuga para sair de locais perigosos. Tais locais seguem o conceito de Escape Rooms, muito abordadas no entretenimento, as quais refletem trabalhos anteriores de Kotaro Uchikoshi, o supervisor de No Sleep For Kamane Date.

Antes de desenvolver esta análise, acho que vale um pouco de contexto sobre a franquia de alguém que jogou ambos e tem muito apego a eles. Os protagonistas estão associados a um esquadrão chamado ABIS focado em usar o cérebro de alvos para obter informações. Date, por exemplo, tem uma assistente conhecida como Aiba, a qual fica em um de seus olhos. Ela também assume forma humanoide ao adentrar no sonho dos alvos, tudo possibilitado por uma máquina futurista que visa acessar a mente de um determinado alvo. Por se tratarem de sonhos, as ambientações e regras desses locais costumam ser bem variadas e até possibilitam boas reflexões sobre visões de mundo e traumas.

A meu ver, o grande chamariz dessa série sempre foi esses momentos, conectado a uma história intrigante com uma reviravolta que explode cabeças em seu desenvolvimento. São tramas humanas, apesar disso, de estudo de personagem e para quem curte psicologia como eu, um prato cheio sobre como nos relacionamos em sociedade. É aquele tipo de experiência com potencial de ficar com você após jogar.

Admito que apesar de achar o Date carismático, gosto da proposta do segundo jogo em te oferecer dois protagonistas, um deles sendo Mizuki, a filha adotiva do personagem desenvolvida no título original. Foi ousado e eficaz. Então, apesar de amar a série com todas as minhas forças, fiquei com certo receio desse novo projeto julgando sua premissa de fanservice. Em história, eu infelizmente estava certo, no gameplay, nem tanto.

História cheia de fanservice

Como já antecipei, No Sleep For Kamane Date se passa entre o primeiro e segundo jogo, até servindo como uma ponte entre os dois. A princípio, os desenvolvedores buscavam acessibilidade para quem não jogou nenhum deles, porém, logo fica evidente, como esperado, que o público-alvo recai sobre fãs que fecharam ao menos o primeiro título; o segundo é um adicional. Mas diria que esse novo jogo até ajuda em estabelecer melhor personagens que terão mais importância na sequência.

Vou dar um exemplo: o sequestro de Iris é uma referência ao fato dela adorar teorias da conspiração, estando bem ligado a um dos finais mais curiosos do jogo original. Ela basicamente acha que alienígenas a levaram, enquanto Date tem sonhos estranhos apresentando uma nave espacial abduzindo sua amiga. Eu morri de rir com isso, mas é aquilo, vai parecer só algo aleatório sem o contexto devido.

Novos personagens são introduzidos é claro, includindo Akemi, uma reptiliana que apresenta os jogos de fuga. Ela vai narrando o que está acontecendo e provocando o jogador há todo instante. Sim, quando falo de réptil, tem relação com as teorias malucas que vemos por aí, o jogo está cheio disso. São paralelos curiosos e criativos, algo similar ao segundo jogo lançado, mas aqui muito mais ligados ao humor, não creio que despontem em algo tão interessante.

Outra personagem nova é Hina, uma assistente da organização em que Date trabalha. Seguir em uma personalidade animada e a dinâmica entre os dois é boa, porém seu desenvolvimento acontece mais para frente da trama, o qual seria um spoiler. Posso dizer que são boas adições e o enredo consegue fazer bom uso de ambas. Creio que são os principais atrativos, me levando, porém, a alguns problemas.

Como esse jogo se passa entre os dois últimos, vários personagens retornam; alguns até tem um pouco mais de desenvolvimento, enquanto outros soam mais como uma caricatura. Existem várias situações que poderiam ser facilmente cortadas, julgando o propósito de apenas fanservice. Isso não é bem dosado, então em algumas horas, eu já estava um pouco cansado de reencontrar certos rostos. Sim, o início do jogo foi divertido, mas ter uma parte inteira de investigação que só parece estar lá para alguns personagens darem um “oi” foi algo frustrante.

Não me entenda mal, existem bons momentos, principalmente com Date e outros personagens que curtimos, não vou estragar as surpresas. Só que a dimensão emocional responsável por os tornar especiais, não é tão forte. Existem até passagens que me parecem ser o próprio jogo tendo consciência disso, dessa natureza “filler” carregada por ele. É bom ver essa galera reunida de novo, mas a dinâmica dos novatos de No Sleep For Kamane Date foi o que me prendeu nesse jogo com um sentimento de que quando fica mais interessante, o título acaba.

Pilares de gameplay ainda estão aqui, mas falta frescor

Como mencionado antes, o jogo tem três segmentos de gameplay principais: investigação, mundo dos sonhos e fugas. Os primeiros dois vindo dos títulos anteriores retêm o aprimoramento já conhecido, com poucas novidades para ser honesto. A investigação continua trazendo perspectiva em primeira pessoa focada principalmente em diálogos e observação de cenários. Ainda existem momentos de quick time events para momentos de ação, mas eles foram reduzidos consideravelmente, julgando serem uma das maiores críticas dos títulos anteriores.

Alguns recursos de investigação do segundo jogo também retornam como a possibilidade de ver pensamentos de personagens mesmo na exploração, mas a maioria das vezes que você os usa, o foco é no humor, contrastando bastante com a aplicação narrativa vista antes. Ao meu ver são as partes do jogo que parecem menos inspiradas.

No entando, os segmentos dos sonhos ainda são bons possuindo tempo limitado com cada ação contando minutos preciosos que podem te penalizar nas soluções de enigmas. Uma das novidades é que o jogador não sabe a mente de quem ele está acessando por uma questão da história, então existe um mistério até nisso.

Em relação à gameplay, poucas novidades, mas a dinâmica consegue deixar as situações mais intrigantes. A lógica no entanto, ainda sem mantém em você ir liberando cadeados mentais do alvo afim de descobrir mais sobre a mente dele e partes importantes da investigação. É como se você mergulhasse cada vez mais fundo, vendo partes as quais o alvo prefere manter escondidas.

A mecânica de itens de tempo também marca seu retorno, possibilitanto a redução dos minutos gastos por ação após os usar. É funcional, mas tirando esse fator, as adições são escassas. Você passa menos tempo no mundo dos sonhos, e a quantidade de fases é menor. Uma das mais interessantes está no final, pela brincadeira de lógica proposta, além de sua força narrativa. Ainda sim, não creio que os temas se sustentem tão bem como os vistos antes na maior parte do tempo. As primeiras duas fases do mundo dos sonhos até são repetidas entre si com uma série de variações, mas fica uma sensação de mais do mesmo.

Zero Escape, é você?

A principal diferença desse projeto ficou mesmo para as fugas. O jogador precisa escapar de salas, pegando itens, os combinando e até prestando atenção em diversos elementos do cenário. O nível de complexidade é mais elevado para um jogo da série, se assemelhando à pegada da franquia Zero Escape dirigida também por Uchikoshi.

Admito que essa retomada me pegou de surpresa, julgando ser dissonante da experiência de um AI, mas ao mesmo tempo enriqueceu e justificou esse projeto aos meus olhos. Imaginando esse cenário, até existem opções de dificuldade separadas para cada um dos três momentos de gameplay mencionados, então caso esse aspecto não te agrade, é possível focar em outras partes do jogo em relação ao desafio.

Inclusive, outra adição boa é a possibilidade de trocar de personagens no meio dessas fugas, isso indrozuz alguns que nunca foram jogáveis na franquia até então. Eles costuam estar em salas separadas, então cada um tem acesso a partes diferentes dos locais, possibilitando maior variedade e escala nas puzzles à serem resolvidas.

O título costuma te dar tempo para pensar, mas na parte final desses trechos, o jogador precisa buscar pelo “terceiro olho”. Mais uma referência a teorias da conspiração, usada para que os personagens encontrem uma forma inusitada de escapar, além das duas opções de maior obviedade. Quando essa busca começa, um tempo aparece e se você não escapar dentro dele, Game Over. É uma forma de dar consequência mantendo a dinâmica da série, já que os segmentos de mundo dos sonhos mencionados antes são todos baseados em ações que consomem tempo. As daqui não tem essa punição até chegar nesse ponto de ruptura. Inteligente.

Outro elemento introduzido aqui é a possibilidade de coletar itens importantes e até os combinar para a criação de novos. Isso também é aplicado mais para frente no jogo na dinâmica de múltiplos personagens, mas tenho a impressão que os enigmas iniciais são mais complicados do que aqueles apresentados na reta final. Isso é uma avaliação bem pessoal e deixando claro que não tenho tanta experiência com jogos focados em charadas para resolver, então a percepção de desafio pode variar.

De qualquer forma, eu gostei dessa tentativa de entregar algo novo, embora não creio que ela será aplicada em futuros jogos, já que visa um público diferente. Tanto que existem várias dicas para o jogador, o que não sei se agradam aqueles que poderiam comprar esse jogo visando esse aspecto. Como está ficou bom, poderiam ter mais recursos, mas o aspecto mais negativo está atrelado ao enredo mais fraco citado antes.

Evoluções gráficas pequenas, mas ainda um jogo estiloso

Se tratando de parte técnica, joguei a versão do Switch original no 2 via retrocompatibilidade que conta com suporte a comandos de touch, isso dá uma imersão legal nesse estilo de jogo, já que você pode girar os itens nas fugas, além de poder digitar os códigos em teclados de forma mais orgânica. É um diferencial da versão de Nintendo, apesar do título ser perfeitamente jogável apenas por comandos tradicionais.

Visualmente, não houve tanta evolução, mas o título continua tendo uma estética agradável principalmente no modo portátil. Na TV, você vê mais defeitos como texturas em resolução menor, mas nada que quebre a experiência. Assim como visual novels, os personagens costumam ter retratos na tela para expressar suas emoções e eles são bem efetivos.

Eles continuam reaproveitando localidades do jogo original, e como esse é o terceiro, agora puxam do segundo também. Como existe um foco narrativo, nada que atrapalhe, porém poderiam ter mais lugares para visitar. A trilha sonora por sua vez ainda é feita por Keisuke Ito, o compositor veterano da série. Trabalho bem competente nas faixas novas, mas também existe bastante reaproveitamento.

A parte técnica em geral está bem a par, justamente pela manutenção dos nomes da série, mostrando uma boa gestão de talentos por parte da Spike Chunsoft. O problema ao meu ver é a ausência de Uchikoshi como o escritor principal de cenário, ele apenas supervisiona No Sleep for Kamane Date, algo notório quando você compara o enredo dos três jogos. Diria facilmente que é a narrativa mais fraca entre os três.

Surpresas e decepções

Não acho que minha experiência com esse jogo tenha sido ruim, mas me decepcionei considerando os títulos anteriores. Ainda sim, meus sentimentos são um pouco conflitantes, julgando a surpresa positiva apresentada pelos novos segmentos de gameplay focados nas Escape Rooms. São momentos bons, porém não conseguem engradecer a narrativa como um tudo, a qual ao meu ver sempre foi o grande diferencial de AI.

É tão evidente a redução de cuidado no roteiro que até o sistema de rotas é diferente, o jogo possui um final único, tendo apenas variações de finais “meme” fazendo certas escolhas. Os dois anteriores tinham esse lado bem desenvolvido e até incentivavam o jogador à os fazer, era crucial chegar em todos para encontrar o verdadeiro.

Claro, é muito bacana ver os desenvolvedores ousando com as fugas, realmente é o grande destaque do jogo, porém todo o resto está aquém do nível de entrega do original e nirvanA Initiative. Não existe nada que ofenda a franquia, mas sim um respeito do que foi construído, então não considero um projeto ganancioso ou algo do tipo, mas sim uma tentativa de fazer algo novo. É provavelmente um spin-off, ainda que essa informação não fique tão clara.

Se você é fã e já jogou os dois anteriores, vale conferir. Porém para novatos fica mais difícil recomendar.

Prós:

  • Segmentos de fuga são muito criativos;
  • Fanservice é divertido quando funciona;
  • Trilha sonora boa e intimista;
  • Comandos de touch diferenciam a versão de Switch.

Contras:

  • História parece um filler e algumas partes poderiam ser removidas sem compromisso ao enredo;
  • Falta de novidade nos segmentos de gameplay já vistos antes;
  • “Sistema de rotas” inferior.

Nota

7

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Contribuidor em NintendoBoy
Jornalista que ama jogos de videogame desde a infância. Tem um carinho especial por títulos japoneses e toda cultura da região. É dono do canal XAG - XAnimeGamer no Youtube, o qual é dedicado a essas produções.
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