Desenvolvedora:
Publicadora:
Lançamento:
Preço:
Formato:
Gênero:
Plataformas:
Nintendo
Nintendo
02 de outubro, 2025
R$ 399,00
Físico/Digital
Plataforma 3D | Coletânea
Nintendo Switch
Desenvolvedora: Nintendo
Publicadora: Nintendo
Gênero: Plataforma 3D | Coletânea
Data de lançamento: 02 de outubro, 2025
Preço: R$ 399,00
Formato: Físico/Digital
Plataformas: Nintendo Switch
Análise feita no Nintendo Switch com cópia fornecida pela Nintendo.
Revisão: Davi Sousa
Os já clássicos considero por muitos os melhores jogos 3D de Mario ganham a merecida remasterização para Switch!
Originalmente lançados no Wii em 2007 e 2010, respectivamente — ou seja, mais de 15 anos guardados na gaveta —, Super Mario Galaxy e Super Mario Galaxy 2 são relançados individualmente com uma série de melhorias, conteúdo extra e QoL, especialmente para os mais novinhos, sendo possivelmente um caminho melhor para introduzi-los do que o atual campeão do console, Super Mario Odyssey. Ah, assim como todos os jogos de Mario recentes, esse também veio em português brasileiro.
Senta que lá vem história
Como sempre, começo com meu paragrafo de roteiro, narrativa etc., mas esse vai ser muito curto, porque afinal, é Mario.
Bowser sequestra mais uma vez a princesa Peach, dessa vez utilizando o poder das estrelas e Maxi Estrelas para, em Super Mario Galaxy (1) alimentar suas máquinas maléficas, e, em sua sequência, ficar gigante. Daí, Mario vai atrás dele ajudado pelas Lumas e sua líder Rosalina (no primeiro jogo) e Luba (no segundo), através do espaço, galáxias e planetas para recuperar Estrelas, enfraquecendo o vilão enquanto recupera a energia das Lumas.
Além disso, é Mario, gente. Todo mundo sabe a manha: fase por fase, estrela secreta, aí quando juntar o bastante desafia o castelo, muda de mundo e recomeça.

Como sobrou espaço, vamos recapitular a história da franquia Mario em 3D. Claro que o mais icônico é Super Mario 64, do Nintendo 64 (duh), lançado em 1996, inaugurando o sucesso que o bigodudo pode alcançar em um mundo tridimensional, mexendo a câmera, saltos e acrobacias. Embora ainda seja uma franquia predominantemente 2D, alguns outros títulos foram ganhando destaque, como Super Mario Sunshine, embora ele eu veja como um spin-off dos moldes de Mario. Mas só no Wii que realmente foi dado o amor que merece com os Super Mario Galaxy.

Assim, mesmo estando há tanto tempo guardado, Super Mario Galaxy nunca foi esquecido, e suas influências nos Marios 3D subsequentes são notáveis, inclusive repetindo algumas fases aqui e ali. Rosalina se tornou personagem recorrente de outros jogos do italiano encanador, Mario Party, Mario Kart etc., e, claro, recebendo seu sucessor espiritual Super Mario Odyssey, que trabalha com temáticas MUITO parecidas. Então, legal de ter sido portado em resolução full HD e 4K. Foi um título bem-vindo que não merecia mesmo ficar preso no Wii.
Re-inovando ou reciclando inovação
O Wii em si já trouxe mudanças interessantes, com seus controles separados (novo padrão atual, quem diria), apontar para a tela para selecionar coisas, e até acelerômetro, controlando o jogo por movimento. Geralmente essas funcionalidades são esquecidas ao longo da vida do console, e os jogos voltam a ser para apertar botões, mas Super Mario Galaxy fez questão de usar tudo que estava disponível, o que de certa forma foi trazido para o Switch (pelo bem ou pelo mal). Vamos falar delas uma por uma, okay?
Antes de mais nada, embora seja possível, Super Mario Galaxy NÃO foi feito nem refeito para jogar no modo portátil. Jogue-o na TV, com um Joy-Con em cada mão. Confia em mim, é claro que foi pensado pra ser assim. Continue lendo, que você vai entender.

Controle de apontar: no Wii, tínhamos o infravermelho, e o próprio Wii Remote servia de “varinha mágica”, que apontávamos pra tela, e o cursor se movia de acordo, utilizado para selecionar coisas na tela, coletar estrelitas, atrapalhar inimigos e interagir com algumas estrelas especiais para nos levitar por aí. No Switch, no entanto, essa função existe, mas o controle foi transferido para o acelerômetro e giroscópio quando no modo semi-portátil, e também para a tela de toque quando em modo portátil (o movimento ainda funciona, inclusive, mas você inclina o console todo, e fica menos confortável e preciso).
Infelizmente, não ficou tão bom, pois muitas vezes perde-se a referência e temos que recentralizar a todo tempo. No touch, a tela é meio grande para usar sem soltar os controles, mas eu fico realmente feliz que usem tudo o que o Switch oferece (sim, Pokémon, estou falando com você!). O chato é que esse é o único modo de fazer certas coisas.

Segundo minhas pesquisas, no Nintendo Switch 2 o acelerômetro e giroscópio são bem mais consistentes e estáveis que no original, o que melhora muito a experiência. Ah sim, legal falar também que o Joy-Con Mouse do Switch 2 vai servir pra isso, mas só no modo multiplayer, que é… bom, meio bobo. Sabe quando você dava o controle desconectado pro seu irmão jogar? pois é, o Player 2 só consegue usar as funções de apontar pra tela, ou seja, coletar estrelitas e moedas e atirar em alguns inimigos para “stuná-los.” É uma mini-ajuda que é completamente dispensável.

Super Mario Galaxy × Super Mario Galaxy 2
Bom, eu joguei esses jogos há 15 anos pela primeira vez, e acho que não voltei neles depois de zerar uma ou duas vezes, mas se tem algo que eu me lembro é que eu achava Super Mario Galaxy 2 melhor em algumas várias coisas, mas ele nunca superou o primeiro no meu coração por algum motivo que não conseguia lembrar.
Com as remasterizações, eu percebi em não muito tempo: não tem a Rosalina! Isso é absurdo demais, pois acaba com metade da personalidade do jogo. Veja, no primeiro Super Mario Galaxy, resgatamos estrelas para restaurar a fonte de energia do Observatório da Rosalina, onde ela vive com suas Lumas em paz, protegendo o universo de possíveis perigos. A cada estrela que recuperamos, a nave ganha mais brilho, recupera novos setores, permite mais atividades. Você sente uma missão extra ali, que é bonita e divertida.

Já em Super Mario Galaxy 2, a história meio que é rebobinada, e em vez de Rosalina num grande observatório, temos Luba, que no fim das contas é só uma Luma maiorzinha em um planetinha com a forma da cara do Mario, tentando resgatar suas Lumas que caíram da nave quando Bowser roubou as estrelas. É realmente bem menos interessante, além da personalidade de Luba ser meio irritante, enquanto Rosalina é uma verdadeira dama.
Mas claro que tivemos melhorias também em Super Mario Galaxy 2, e a principal delas é o Yoshi dando as caras! Todo mundo gosta do Yoshi, não tem jeito, e aqui é respeitado o modo de sempre: ele é nosso parceiro, que serve de montaria e pode comer quase qualquer coisa! (sim, também dá pra pular dele em um super salto abandonando a criaturinha, mas isso é errado).
Além da língua, que é necessária para passar de algumas fases, e tem novas formas de interação, Yoshi também ganhou o poder de reagir a determinadas frutas, ganhando poderes especiais temporários. A fruta azul, por exemplo, o transforma em um balão, enquanto a pimenta o faz correr rápido, e por aí vai. São sempre fases muito divertidas, entretanto.

Outra coisa que só se nota por jogar os dois em sequência é que muitas fases são “as mesmas” do primeiro para o segundo. Acho que foi feito de propósito, não sei… talvez para trazer uma nostalgia e reativar sentimentos que estavam guardados do lançamento, ou seja, com 3 anos entre eles. Pra mim, acabou dando uma sensação de repetição, mas acho que foi por isso mesmo.
Outras melhorias e bônus
Toda remasterização ganha conteúdo extra, o mínimo que seja, é uma regra não escrita. Super Mario Galaxy ganhou uma coisa muito bacana: novas páginas na história da Rosalina. Uma bela história, um tanto trágica, inclusive, que ganhou um capítulo extra na versão de Switch, fazendo valer ainda mais seu esforço. Também existe uma versão física do livro para ter em sua coleção pessoal, mas não disponível no Brasil. No site americano da Nintendo, ele custa USD$ 25.

Ganhamos também o modo Orquestra! Super Mario Galaxy sempre foi muito muito elogiado pela sua trilha sonora, que realmente é uma obra de arte emocionante, concreta, e bem amarrada. No menu inicial de cada título, podemos apertar o botão “–” e deixar tocando até como música de fundo de uma recepção (risos).
O modo Assistência foi incluído aqui. Ele te dá mais vida (6 em vez de 3 sem precisar de itens) e também te traz de volta à plataforma caso você caia (o que é algo bem comum). Acho bacana que isso exista para ajudar os jogadores mirins, ou que precisam de um suporte extra, mitigando um pouco uma possível frustração. E mesmo assim, se não é seu caso, ele só não atrapalhará em nada na jogatina. Realmente só benefícios.

Novos amiibo e sua interação com o jogo também estão disponíveis. Pessoalmente, só ligo para colecionar os amiibo bonitos mesmo, e os novos realmente dão um show. Quem sabe um dia eu procuro isso (ou o chefe do site me dá de presente de aniversário).

Imunes ao tempo
Vou fazer a avaliação e comentários considerando o que nos foi fornecido: a coletânea. Mas vou falar também sobre cada jogo individualmente.
Então vamos lá: o primeiro Super Mario Galaxy é ótimo. Incontestável. Vale super a pena, garante muito tempo de diversão e valor de replay. Super Mario Galaxy 2 tem o que comentei de perder um pouco da essência original, mas ainda é ótimo também. Como coletânea: melhor dos mundos, pois jogar os dois na sequência dá uma sensação de que é um único jogo maior.

Mas é melhor que Super Mario Odyssey? Rapaz, essa é a pergunta de um milhão. Vamos lembrar que Mario não é sobre “zerar o jogo”, e claramente não é sobre a narrativa. Então por que jogamos esse tipo de jogo? Vamos lembrar dos antigos, lá de Game Boy mesmo, o tijolão. Era tudo pixelzinho enorme, jogando de lado, uns bichos feios pra caramba, e a princesa nem era a Peach na época. Não tinha estrela secreta, não tinha 3D, não tinha sequer save! E para o contexto da época, achavam super legal mesmo assim.

Sinto que Super Mario Galaxy resgata um pouco mais esse sentimento de jogar para se divertir em cada fase e é isso. É sobre aproveitar o momento e ir uma fase de cada vez, no seu tempo. Já Super Mario Odyssey é mais moderno, tendo muito mais coisas para explorar, as Luas Secretas para encontrar, roupas para desbloquear, lojinha de colecionáveis etc. e tal. São pegadas diferentes, entende?
Para mim, Super Mario Odyssey supera um pouco pelo conteúdo extra de caçar as luas secretas. Mas Super Mario Galaxy é sem dúvida uma pérola no mesmo patamar.
Prós:
- É Mario, não tem como ser ruim;
- Trilha sonora masterpiece;
- Aproveitando todas as funções do Switch;
- Gameplay venceu o teste do tempo, continua divertido e bem-feito;
- Muitas fases originais;
- Novo capítulo do Storybook;
- Disponível em PT-BR.
Contras:
- Algumas fases repetidas;
- Super Mario Galaxy 2 sem Rosalina;
- Acelerômetro e giroscópio podiam ser melhores.
Nota
9
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