Skip to content
  • Twitter
  • Facebook
  • Instagram
  • Youtube
  • Spotify
NintendoBoy

NintendoBoy

Niche Games on Nintendo Consoles

  • Notícias
    • Indústria
      • Nintendo Switch
    • Entretenimento
    • Nintendo 3DS
    • Wii U
    • Mobile
  • Artigos
    • Entrevistas
  • Review
    • Preview
  • Guias
  • Listas
  • RetroBoy
    • ArchiveBoy
  • TCG
  • Entretenimento
    • Filmes
    • Anime
  • Redação
    • FALE CONOSCO
    • Portfólio
  • Review

Review | Kirby Air Riders

Diego Gomes 30/11/2025

Desenvolvedora:
Publicadora:
Lançamento:
Preço:
Formato:

Gênero:
Plataformas:

Bandai Namco, Sora Ltd

Nintendo
20 de novembro, 2025
R$ 439,90
Físico/Digital
Corrida | Ação
Nintendo Switch 2

Desenvolvedora: Bandai Namco, Sora Ltd
Publicadora: Nintendo
Gênero: Corrida | Ação
Data de lançamento: 20 de novembro, 2025
Preço: R$ 439,90
Formato: Físico/Digital
Plataformas: Nintendo Switch 2

Análise feita no Nintendo Switch 2 com cópia fornecida gentilmente pela Nintendo.

Revisão: Manuela Feitosa

Que baita ano pra jogos de corrida, hein? Após os excelentes Mario Kart World e Sonic Racing: CrossWorlds —e também o Garfield Kart 2, pros mais íntimos—, pensar que ainda haveria mais um grande lançamento do gênero parecia algo fora de cogitação. É aí que contra todas as expectativas, Kirby Air Riders, uma sequência do clássico cult spin-off de corrida do Kirby lá do GameCube é anunciado.

Agora, apesar de eu não ser um grande fã do Kirby Air Ride original, participando da fandom de Kirby eu notei que a existência de uma sequência pra ele era meio que um “sonho” entre os fãs, então acabei ficando interessado quando vi que este sonho iria se tornar realidade, e com ninguém menos que o lendário Masahiro Sakurai como diretor!


Então, com isso em mente, como Kirby Air Riders se compara com as empreitadas de corrida desse ano de Mario e Sonic? E mais importante que isso: com todo o peso da expectativa dos fãs em suas costas, será que a equipe do Sakurai conseguiu atender todos os desejos dos fãs?

Pé na Tábua!

Kirby Air Riders é dividido em quatro modos separados: Rali Rasante, Vista Aérea, Prova Urbana e Pé na Estrada. Vamos na ordem.

A começar pelo Rali Rasante, esse é o modo padrão de corrida que o jogo tem a oferecer. É aqui onde você vai escolher um personagem, sua máquina, uma pista, as regras da corrida e tirar um racha com as CPUs, ou com seus amigos, seja localmente ou online. As corridas são bem simples, e os controles certamente influenciam para isso: tudo na jogabilidade pode ser feito se utilizando de apenas dois botões do controle!

Sua máquina acelera sozinho e com o analógico você logicamente pode controlar a direção dela, mas com exceção do botão Y, todos os outros botões do controle fazem as exatas mesmas ações!

Se estiver numa curva mais estreita e achar que apenas o controle analógico não vai dar conta dela, você pode apertar algum dos botões pra desacelerar sua máquina e carregar um “turbo”, que recupera sua velocidade assim que o botão é solto. Já caso esteja próximo de um inimigo, usando o mesmo botão você pode sugá-lo e até mesmo copiar sua habilidade, como se fosse um jogo tradicional do Kirby mesmo!

O negócio aqui é que atacar inimigos nas corridas te deixa mais rápido, então isso é parte essencial de alcançar a vitória. Alternativamente, você pode girar o analógico, que também fará uma ação de ataque um pouco menos poderosa. 

Quanto ao botão Y, ele fica reservado para as habilidades especiais de cada personagem que você carrega ao derrotar inimigos. Cada um tem sua própria: Kirby saca uma espada gigante e começa a atacar tudo em sua frente, Meta Knight começa a voar rapidamente, Rick simplesmente abandona sua máquina e começa a correr como se não houvesse amanhã, e por aí vai. Claro, além dos personagens terem seus próprios especiais e atributos, as máquinas também tem!

Algumas máquinas são muito boas em fazer curvas, mas não tão rápidas; já outras são extremamente velozes mas não tem tanta capacidade de voo assim, e por aí vai.

E isso meio que é tudo. Como eu disse, é um jogo simples onde tudo pode ser feito se utilizando de apenas dois botões no controle, o que transforma Kirby Air Riders num game muito fácil de se aprender a jogar, mas bem difícil de se conquistar.

O resultado é um jogo caótico e divertido, com o foco adicional em atacar seus adversários, em mais de um momento me deixou em dúvida se eu estava jogando um jogo de corrida ou de luta: toda partida é extremamente veloz, frenética e imprevisível, mas sempre divertido e dependendo puramente da sua habilidade para conquistar a vitória, você realmente não pode vacilar: cada segundo é valioso, e a cada segundo você toma micro decisões que vão influenciar no resultado final. Sua atenção máxima é requerida a todo momento do jogo, e isso é uma das melhores coisas que eu poderia dizer sobre um jogo de corrida.

O segundo modo é o Vista Aérea, que… bem, se trata apenas de uma corrida com a vista aérea, se o nome já não tinha deixado claro. Esse é o mais fraquinho entre eles, tanto que eu nem sei muito o que dizer: é basicamente o Rali Rasante só que um tanto mais lento e com um ponto de vista diferente.

Não é tão frenético, a câmera não é tão dinâmica quanto no Rali Rasante, e o resultado acaba por ser um modo que, sinceramente, não me conquistou muito. Se no Rali Rasante você precisa de sua atenção máxima a 100% do tempo, aqui nem tanto: juro que teve uma corrida onde meu controle desligou, eu passei ela inteira sem encostar num único botão e mesmo assim acabei vencendo.

O terceiro modo é a Prova Urbana, e pra mim esse é o grande destaque do jogo: aqui você será jogado num grande mapa aberto junto de outros 15 jogadores, e o seu objetivo é basicamente ir coletando itens que vão mudar os status da sua máquina, como aumentar a velocidade máxima, o turbo, o peso, vôo, etc.

Você tem 5 minutos para “construir” sua própria máquina, e quando esse tempo se esgotar, todos os 15 jogadores participarão de um evento aleatório com suas próprias máquinas! Qual evento vai ser? Bem, isso varia e você só vai descobrir ao fim da partida! Pode ser uma corrida, um desafio de vôo, uma luta contra chefe, ou até um PvP generalizado onde você tem que destruir as máquinas dos seus adversários. 

Além disso, durante os 5 minutos onde você está construindo sua máquina no mundo aberto, é possível interagir com outros jogadores! Você pode roubar itens, destruir a máquina deles, entre uma variedade de outras coisas. A Prova Urbana pra mim é, de longe, o modo mais divertido de se jogar com amigos, muito pela imprevisibilidade e caos que possui.

Construir uma boa máquina e vencer com ela é satisfatório, tanto quanto construir uma máquina HORROROSA e ser destruído pelos seus oponentes é bem engraçado.

O último modo é o Pé na Estrada, que serve como modo single player do jogo. Sim, temos um modo história. O Pé na Estrada conta a história de Zorah, uma máquina dotada de vontade própria que caiu dos céus no planeta Pop e tem o desejo de ser livre para vagar pelo mundo, mas é incapaz.

Eu não quero descrever muita coisa sobre a história, pois ela tem umas revelações e implicações bem legais para os fãs mais árduos de Kirby, mas acho que vale a pena destacar que ela é totalmente narrada em português brasileiro! E mais que isso, o narrador é ninguém mais ninguém menos que o Carlos Seidl, que pra quem não sabe, é a voz brasileira do formoso Seu Madruga. Ouvir o Seu Madruga narrando meu jogo do Kirby foi um baita de um jumpscare, mas um bem agradável. Não preciso nem dizer que ele fez um trabalho fenomenal, né?

Mas falando sobre a campanha em si, aqui você está dirigindo em uma estrada reta, e em alguns momentos vai poder escolher um dentre três desafios: similar à Prova Urbana, esses desafios podem variar de objetivo, desde uma corrida de Rali Rasante até lutas contra chefes, corridas de Vista Aérea, lutas contra chefe, e por aí vai.

Vencer a corrida te recompensa com dinheiro e um ponto de status para a sua máquina, que você vai construir durante toda a campanha. Ao longo do caminho você também vai adquirir novas máquinas, encontrar lojas para gastar seu dinheiro com itens, e até encontrar alguns itens e eventos especiais, como baús de tesouro que te dão mais pontos de status, por exemplo. 

A qualquer momento da campanha você pode trocar de máquina, e isso cria uma dinâmica interessante onde, enquanto uma máquina específica pode não ser muito boa para um evento, outra que você já tem pode ser! Então se cria essa dinâmica onde suas decisões IMPORTAM: desde o evento que você decide jogar, até a máquina que você escolhe, ou os status que você está construindo… tudo importa, e tudo pode deixar a sua vida mais fácil ou mais difícil nesse modo. 

No total, você vai passar por 10 “estradas” durante uma jogatina da campanha, totalizando em mais ou menos uma duas horas de jogatina. Mas vale mencionar que o Fator Replay é um dos pontos fortes desse modo: o jogo tem estradas alternativas que você pode escolher pegar, e até um “Novo Jogo+” com direito à um chefe final secreto caso você decida coletar todas as máquinas do modo. E fazendo tudo isso, eu cheguei facilmente nas 4 horas apenas no modo Pé na Estrada. Pra um spin-off de corrida, eu achei o tempo bem satisfatório.

Num mundo onde Sonic Racing: CrossWorlds é totalmente focado no componente Online e que o Mundo Aberto do Mario Kart World é, no mínimo, decepcionante, ver o Kirby executando um modo single’player de forma tão boa no seu spin-off de corrida foi uma surpresa super agradável, e junto do modo Prova Urbana, esse definitivamente é o grande destaque desse jogo.

Apresentação deliciosa

Com o poder maior do Nintendo Switch 2, era de se esperar que os jogos da Nintendo não só começassem a rodar com uma performance melhor, como também ficassem mais bonitos. E enquanto Kirby Air Riders não é nenhum primor técnico visualmente, a direção de arte carrega, e muito, esse jogo nas costas, pois eu digo com certa tranquilidade que ele é LINDO!

Se você parar para notar nos detalhes talvez você note alguns problemas ou texturas em resolução baixa, mas a questão é que em Kirby Air Riders você nunca tá parado! O jogo é rápido, frenético, cheio de efeitozinho na tela pra dar aquela clássica sensação de velocidade, então você meio que nunca acaba reparando nos “problemas” que o jogo teria caso fosse mais lento. E acreditem em mim, quando Air Riders quer te impressionar, ele consegue: alguns cenários de algumas pistas são simplesmente de tirar o fôlego em movimento.

O mesmo vale pra trilha sonora, que é totalmente orquestrada e que quando combina com o que tá acontecendo nas corridas causa uma sensação que poucos jogos conseguiram me dar até hoje. Kirby Air Riders é simplesmente uma experiência sensorial visual e sonora deliciosa, que em nenhum momento falhou em me deixar frenético durante as corridas. Algumas das músicas estão disponíveis no app Nintendo Music… mas como ninguém usa esse serviço, recomendo ouvirem as músicas no Youtube quando tiverem tempo. Facilmente um dos concorrentes à melhor trilha sonora do ano.

Falta coisa pra fazer

Apesar do modo campanha bom, Kirby Air Riders sofre de um problema bem grave: o que eu acabei de descrever é meio que tudo que o jogo tem.

Agora, se o jogo tivesse uma quantidade satisfatória de personagens e pistas isso não seria um problema, mas infelizmente esse não é o caso: no total são 27 pistas, com 19 delas sendo pro modo Rali Rasante e 9 sendo para o modo Vista Aérea. E pra piorar: das 19 pistas do Rali Rasante, 9 delas são reutilizadas do Kirby Air Ride! Ou seja, apenas 10 das pistas são realmente novas.

Quanto aos personagens, são 21 no total, e é um roster até que satisfatório, mas tem algumas ausências aqui que eu apenas não entendo. Adeline e Ribbon, ambas de Kirby 64: The Crystal Shards por algum motivo não estão presentes como personagens jogáveis, nem o Elfilin ou qualquer membro da Beast Pack de Forgotten Land, inimigos básicos como o Bonkers também não marcam presença, e pra mim tudo isso é meio decepcionante.

Dava pra fazer uma seleção de personagens bem maior do que foi feito aqui. Ainda assim, é de se apreciar como todos eles tem suas próprias skins alternativas, com algumas delas até mesmo referenciando personagens passados: Meta Knight, por exemplo, tem skins referenciando Dark Meta Knight e Galacta Knight.

Existe sim uma lista de desafios a serem concluídos, no mesmo estilo daquelas de Smash Bros, e é por aqui que você vai desbloquear novos personagens e pistas, mas em algum ponto eu começo a me perguntar o quão a pena isso vale ser 100% concluído, tendo em vista que pistas e personagens vão se repetir bastante. E pra piorar?

Já foi confirmado pelo próprio Masahiro Sakurai que o jogo não irá receber conteúdo adicional [via Nintendo Life], então o que nós recebemos no lançamento meio que é o que nós teremos pelo resto da vida desse jogo.

Quando eu vi essa notícia sendo tratada como algo bom no Twitter, eu admito que senti estar vivendo num universo alternativo: por um lado, eu entendo o ódio que as pessoas tem de DLC, mas o mesmo tempo… existem jogos que apenas se BENEFICIAM de mais conteúdo ser adicionado, e Kirby Air Riders seria um desses jogos. Fica aqui minha torcida pro Sakurai mudar de ideia sobre isso, algo que eu infelizmente acho bem difícil.

Vale a pena a viagem até PopStar?

Pra sequência de um jogo que eu nunca dei muita bola, Kirby Air Riders me surpreendeu de forma muito positiva. Ele não tenta competir diretamente com Mario Kart World ou Sonic Racing: CrossWorlds, e essa provavelmente é sua maior força. Ao invés de apostar num mundo aberto extenso ou num componente online grandioso, Kirby Air Riders fica mais na dele, com seu single player satisfatório, caos e criatividade.

O Sakurai e sua equipe sabiam exatamente o que queriam fazer, e quando a coisa funciona, ela funciona muito. O problema é que pararam cedo demais: mais modos, mais personagens, mais pistas, a promessa de QUALQUER conteúdo pós-lançamento… tudo isso só ajudaria a sacramentar Kirby Air Riders como algo maior e melhor do que já é. Mas ainda assim, o que foi lançado é especial, e se você não tá procurando por quantidade mas sim qualidade, Kirby Air Riders é uma recomendação extremamente fácil.

Prós:

  • Jogabilidade satisfatória e fácil de aprender;
  • Pistas criativas e bem feitas;
  • Prova urbana é um destaque;
  • Modo campanha satisfatório;
  • Está em português do Brasil, com direito a narração do ator que deu voz ao Seu Madruga, do Chaves;
  • Visualmente belo.

Contras:

  • Modo Vista Aérea é decepcionante;
  • Carece de mais conteúdo.

Nota

8,5

  • Sobre
  • Últimos Posts
Diego Gomes
Siga-me!
Diego Gomes
Apenas um fã de Nintendo e Sonic que gosta de falar sobre jogos. 🙂
Diego Gomes
Siga-me!
Últimos posts por Diego Gomes (exibir todos)
  • Review | Kirby Air Riders - 30/11/2025
  • Review | Plants vs. Zombies: Replanted - 26/11/2025
  • Review | Yooka-Replaylee - 08/10/2025

Post navigation

Previous Lançamentos em Mídia Física da Semana — 1/12 a 5/12 | Metroid Prime 4: Beyond, OCTOPATH TRAVELER 0, e mais
Next Combinando gerenciamento de linha de produção e Life Sim, Little Rocket Lab chega ao Switch 2 e Switch em 10 de dezembro

Relacionado

Review | Neon Clash -Echoes of the Lost-
  • Otome

Review | Neon Clash -Echoes of the Lost-

07/01/2026
Review | Temirana: The Lucky Princess and the Tragic Knights
  • Otome

Review | Temirana: The Lucky Princess and the Tragic Knights

06/01/2026
Review | INAZUMA ELEVEN: Victory Road
  • Review

Review | INAZUMA ELEVEN: Victory Road

31/12/2025
  • Twitter
  • Facebook
  • Instagram
  • Youtube
  • Spotify
Copyright © All rights reserved. | DarkNews by AF themes.