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Tecendo a própria sorte: O que Fire Emblem Fortune’s Weave pode aprender com os Fire Emblem do Switch?

Vinicius Madeira 10/01/2026

Revisão: Davi Sousa

Durante os últimos anos, estivemos acompanhando um fortalecimento de diversas franquias exclusivas de consoles Nintendo. Algumas que já não eram tão nichadas, como Animal Crossing, e outras que realmente conseguiram se superar no Nintendo Switch, como Xenoblade Chronicles. No entanto, uma franquia que havia se consolidado no 3DS e, ao fazer o pulo para o Nintendo Switch, conseguiu manter uma popularidade e crescer ela, foi justamente Fire Emblem, a série de RPGs de estratégia feitos pela Intelligent Systems.

Não entrarei em muitos detalhes agora, mas apenas que Fire Emblem já era “famoso” de forma limitada no 3DS, e o Nintendo Switch apenas impulsionou essa fama. Até hoje, Fire Emblem: Three Houses permanece como um dos RPGs de estratégia mais vendidos do planeta. Então, para a não surpresa de muitos, mas tristeza de alguns (sim, estou olhando para vocês que reclamaram no final de uma Nintendo Direct), Fire Emblem continuará, agora com seu 18º jogo da linha principal.

Fire Emblem: Fortune’s Weave é um jogo sobre o qual ainda não sabemos muito. Apesar de termos uma noção breve da história e do fato que se encaixa em uma cronologia junto a Fire Emblem: Three Houses, o resto do jogo em si ainda é um mistério para a audiência. Logo, pretenderemos trabalhar nesse mistério para discutir um aspecto do jogo que pode ser analisado com mais cautela em seu trailer, e não é a sua história, mas sim a sua gameplay e estrutura geral, seja uma estrutura narrativa ou algo que fortaleça um loop de gameplay.

Por isso, nesse texto, vamos ver o que Fortune’s Weave pode aprender dos pontos fortes e fracos de seus dois antecessores, Fire Emblem: Three Houses e Fire Emblem: Engage; como ele pode se sobressair onde um errou; e o que ele pode aprender onde um acertou. Este texto não servirá para diminuir nenhum dos dois jogos – por mais que eu seja o autoproclamado “Hater No 1 de Three Houses” – e, como dito anteriormente, será meramente especulativo do que gostaríamos de ver, como fãs da franquia, no jogo novo.

O que sabemos sobre Fortune’s Weave?

Apesar de só termos um trailer para analisar o jogo, nós temos uma enorme vantagem em relação a ele: muito do que vemos aqui, não é algo “novo”. Quando Three Houses lançou o seu primeiro trailer, durante a E3 de 2018, algumas das mecânicas mostradas e ambientação geral do jogo eram novidades para todos; no entanto, isso se perde em Fortune’s Weave justamente por termos essa vantagem de já saber o que podemos esperar.

Tendo isso em mente, já queria tirar da fila as mecânicas e aspectos de gameplay que temos confirmados para Fortune’s Weave, e o que não vimos, mas podemos esperar por serem padrões da franquia:

Sistema de Crests

Assim como funcionavam em Three Houses, os Crests estão de volta. Eles são habilidades passivas que podem ser acionadas de forma aleatória, com alguns personagens tendo Crests fixos ao longo da gameplay. Durante o trailer de Fortune’s Weave, vemos o personagem Cai com um símbolo em sua interface de combate; este símbolo é o Crest of Aubin – o mesmo utilizado por Yuri em Fire Emblem: Three Houses e sua DLC, Cindered Shadows.


Combat Arts

Originalmente introduzidas em Fire Emblem Echoes: Shadows of Valentia, as Combat Arts são as habilidades que determinados personagens podem utilizar com certas armas, e em Three Houses, tais habilidades vinham com o custo da durabilidade da arma utilizada. Apesar de não vermos as Combat Arts em ação no trailer de Fortune’s Weave, podemos imaginar que funcione de um jeito semelhante a Three Houses.


Gambits & Batalhões

Mais um aspecto de gameplay originário de Three Houses, os batalhões são uma mecânica de contrato onde o jogador pode atribuir batalhões de combate ou suporte a um personagem, com os Gambits sendo a ativação da habilidade deste batalhão. Durante o trailer vemos a personagem Theodora utilizando um Gambit para incapacitar um oponente, com um ataque semelhante ao que tínhamos em Three Houses.


Facções e/ou Afiliações

Embora não um seja um aspecto diretamente ligado a um Fire Emblem específico, Fortune’s Weave traz uma mecânica de afiliação muito próxima ao que tínhamos nas múltiplas rotas de Three Houses, onde personagens de nações diferentes tinham bandeiras diferentes em sua interface de combate. Durante o trailer, vemos a gameplay de combate de quatro personagens diferentes, Cai, Leda, Dietrich e Theodora todos possuem bandeiras diferentes em suas interfaces, podendo indicar uma variação de rotas.


Bestas Demoníacas

Não exatamente uma mecânica, mas um dos aspectos “originais” (porque convenhamos, animais gigantes, especialmente dracônicos, não são novidade para Fire Emblem) de Three Houses volta em Fortune’s Weave: as Demonic Beasts! Durante o trailer, vemos Leda usar um tipo de canção em uma espécie de alaúde para invocar uma besta demoníaca, se isso for verdade, ainda que temporariamente, vai ser a primeira vez que temos uma personagem que ativamente invoca esses seres do lado do protagonista, e não do lado do vilão.


Por enquanto essas são as mecânicas e aspectos de jogabilidade que tínhamos em jogos passados, majoritariamente Three Houses que vimos voltando para Fortune’s Weave, mas o jogo também possui conteúdos inéditos. Além das óbvias classes novas que vemos no trailer, o jogo conta com habilidades únicas de personagens chamadas “Blaze Arts”, que funcionam de forma semelhante às Combat Arts de Three Houses e Echoes, mas ao invés de consumir a durabilidade de uma arma, consomem o HP do personagem.

Dá para notar que mesmo do pouco que dá para ver do jogo em apenas um trailer, fica claro que Three Houses é o que ele acaba puxando mais aspectos; no entanto isso não é indicativo de uma repetição de padrões, pois a Intelligent Systems é uma empresa que constantemente surpreende ao fazer aquilo que ninguém espera. Um dos aspectos mais preocupantes, por minha parte, por exemplo, foi respondido em um comentário de divulgação do próprio jogo…

Chega de Fodlán!

Um dos aspectos de Fire Emblem: Three Houses que eu mais gostaria de me livrar um pouco após dois jogos seguidos e muitos alts de Heroes a explorando é, o próprio continente em si. Fodlán é uma terra rica em história e possui suas manchas de sangue na mesma, mas tivemos dois jogos diferentes para explorar essas repercussões e, no fim, eu gostaria de ver a história se expandindo além das fronteiras de Fodlán.

Mas, apesar de não termos a confirmação disso, parece que a IntSys ouviu o meu pedido, pois a princípio, o jogo não se passará em Fodlán, e sim em uma terra de outro nome. A parte inicial do jogo, ou pelo menos o que parece ser o início com os “Jogos Heróicos” se passará em uma terra chamada Dagsion, enquanto outras nações também existem nesse mundo e são citadas por nome, como Salamis (nome japonês, pode mudar na localização), a terra de Theodora.

Isso é apenas um desejo da minha parte, mas se Fortune’s Weave for mesmo uma sequência ou uma espécie de universo alternativo à Fodlán de Three Houses – com alguns jogadores até teorizando ser uma prequel – eu gostaria de ver terras que são diretamente mencionadas em Three Houses, mas que não passamos tanto tempo com. Me deixem explorar mapas próprios de Sreng, me aventurar por Dagda ou até acabar com o racismo em Duscur, se os descendentes da Ingrid ainda estiverem vivos.

Um arquiteto de mapas

Das múltiplas críticas que você pode ouvir de Fire Emblem: Three Houses, ditas pelos seus maiores fãs e também maiores críticos é que, o design de mapas do jogo, algo que deveria ser importante quando estamos falando de um aspecto que você vai passar uns bons minutos encarando, é um tanto “pobre”. Não me leve a mal, Three Houses está longe de ser o pior Fire Emblem em termos de designs de mapas, mas certamente é decepcionante considerando que seu antecessor, Echoes, tinha mapas excelentes.

Puxando um pouco o saco de Engage, o sucessor de Three Houses e 17º Fire Emblem mainline, o jogo tinha mapas únicos que podiam ser rejogados constantemente pelo jogador, seja nas sessões de “treino” ou em skirmishes, mas as gimmicks de um mapa geralmente sumiam após o uso dele na história. Uma mistura entre ambos aspectos de Echoes e Engage seria a balança perfeita para Fortune’s Weave, e no trailer, apesar de não vermos muito dos mapas, vemos que a travessia dos mesmos pode ser feita de formas mais únicas agora, como até teleporte, no caso de Dietrich.

E por isso, minha esperança é que o jogo tome proveito das múltiplas maneiras de aproveitar a movimentação no mapa e construa algo único. Mas novamente, do pouco que vimos do design de mapas, evoca pouco da sensação de Three Houses, e um dos motivos disso é provavelmente por causa de uma ausência em particular que pode fazer esse jogo cair ou triunfar, tanto em aspectos gerais de gameplay, quanto em seus visuais.

Armas triangulares

Algo que poderíamos chamar de um “padrão” da franquia Fire Emblem é a sua tituar Weapon Triangle, um sistema de pedra – papel – tesoura introduzido em Fire Emblem 4 (Genealogy of the Holy War) que funciona de um jeito bem simples:

  • Lança ganha da espada;
  • Espada ganha do machado;
  • Machado ganha da lança.
O uso mais recente da mecânica, em Fire Emblem Engage adicionou também uma fraqueza a tomos, arcos e adagas através de artes marcias.

Esta mecânica esteve presente em todos os jogos da franquia com a exceção de Three Houses, que não a incluiu para dar um senso mais realista em combates (mesmo que na vida real realmente exista uma desvantagem e vantagem com determinadas armas brancas). Ironicamente, no entanto, essa mecânica estava presente no spin-off de Three Houses, o Fire Emblem Warriors: Three Hopes, então é pelo menos um jogo da “saga Fodlán” que usa o triângulo.

Apesar de Fortune’s Weave não demonstrar em seus trailers um uso do triângulo de armas, certos destaques na barra de dano durante as poucas cenas de combate nos deixam esperançosos que ele estará presente de alguma forma. Minha esperança particular é que o jogo tenha uma espécie de skill que simule o sistema de Break e Smash de Fire Emblem Engage, que em minha opinião, faz o melhor uso do sistema triangular em um jogo moderno; mas isso, novamente, é apenas um desejo egoísta de minha parte.

Mas faço uma pergunta a todos: onde será que as metralhadoras se encaixam em um triângulo de armas?

The End of Warriors – You’re (Not) the Fire Emblem

Uma pequena curiosidade para os que desconhecem um pouco do histórico da franquia Fire Emblem, mas para a geração do Nintendo Switch eles sempre tiveram duas ideias para jogos principais: um jogo mais sério, que seguiria uma storyline semelhante a Genealogy of the Holy War, ao menos em temas de guerras e conflitos entre amigos, e um mais leve, para comemorar os 30 anos da franquia. Ambos projetos foram idealizados juntos, mas começaram desenvolvimento em pontos separados, e foram feitos por equipes diferentes, se não der para perceber pelos créditos de cada jogo.

Enquanto Fire Emblem Engage foi feito pela própria equipe da Intelligent Systems, Three Houses foi desenvolvido em uma parceria quase que imparcial da KOEI TECMO, com a equipe responsável pelos jogos Romance of the Three Kingdoms cuidando do jogo, já que estão familiarizados com jogos de estratégia.

Para acrescentar ainda mais, o jogo foi feito em um orçamento pequeno, algo de costume para a franquia, e a engine utilizada no jogo é a mesma dos jogos Warriors da KOEI TECMO e ω-Force.

O DNA “Warriors” presente em Three Houses fica evidente na mecânica de batalhões, que aparecem no mapa em zoom.

Apesar de não parecer que Fortune’s Weave está sendo feito em um orçamento muito maior do que Three Houses ou Engage, pois apresenta alguns problemas visuais em seu trailer, o jogo parece estar rodando numa engine mais familiar da própria Intelligent Systems, o que me leva a crer que o envolvimento da KOEI nesse jogo ou foi nulo, ou apena mínimo. Uma pena para os dois ou três jogadores que gostavam de dar zoom no mapa de Three Houses, mas acredito que o jogo já não tem mais a Engine que fazia isso possível.

So(this) is the end

[ Desculpem, não pude traduzir a piada ]

Esse acabou sendo um texto mais curto do que eu esperava, mas não dá para exigir muito quando parte da escrita é especulativa, e a outra parte são alguns membros do site desejando veementemente que um jogo que nem lançou siga conforme a visão deles. Queria acrescentar minhas visões finais em relação ao jogo, não apenas pelo hype do mesmo, mas como um fã da franquia Fire Emblem.

Para os membros do site eu posso parecer chato com Three Houses por ser um jogo que eu acabo criticando muito, mas as minhas críticas vêm de um bom lugar, pois é um jogo que eu consegui usufruir bastante por apenas 650h da minha vida. Embora o título de “Hater nº 1 de Three Houses” seja um tanto apelativo, eu realmente espero que Fortune’s Weave aprenda com os acertos do jogo, mas também com os seus erros.

No fim do dia, tem diversos fãs de Fire Emblem em nosso site, e mesmo que um ou outro tenha problemas com a história apresentada em certos jogos (cof, cof, toupeiras dubstep), é inegável que nos divertimos os jogando, tendo discussões em cima deles, e claro, falando do quanto amamos nossos personagens. Pelo menos no caso da maioria é assim, o Marcostoso só quer saber das alts. bonitinhas dos jogos Gacha dele.

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Vinicius Madeira
Estudante de jornalismo com uma paixão enorme pela cultura do Japão e os jogos, em especial, os RPGs que o povo de lá produz. Sou redator e minhas Franquias favoritas incluem gigantes como Xenoblade Chronicles, Zelda e Mega Man.
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