Desenvolvedora: Nihon Falcom
Publicadora: NIS America
Gênero: RPG de ação
Data de lançamento: 20 de fevereiro, 2026
Preço: R$ 369,99
Formato: Digital/Físico (Game-Key Card)
Plataformas: Nintendo Switch 2, PlayStation 5, PC
Análise feita no Nintendo Switch 2 com cópia fornecida gentilmente pela NIS America.
Revisão: Manuela Feitosa
Pode não parecer, mas minha história com a série Ys é algo que eu às vezes lembro até hoje: Eu havia adquirido o Ys VIII: Lacrimosa of Dana em uma promoção do Steam anos atrás, e desde então, eu passei a amar essa série. Quando Ys X: Nordics havia lançado no Japão, foi um dos poucos jogos que adquiri em japonês pela PlayStation Store. Mas a NIS America esteve bem disposta e hoje, nós finalmente estamos pé a pé com os lançamentos no Japão, tanto na série Ys quanto em Trails.
Ys X: Proud Nordics procura ser a experiência definitiva de Ys X: Nordics, de 2023. Mas será que esse “Proud” é algo que a Nihon Falcom pode se orgulhar, ou acaba que esse jogo não chega a ser lá essas coisas?
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Rumo a Celceta… ou não!

Apesar de ter esse X (10 em romano) no seu nome, a história de Ys X: Proud Nordics se passa pouco tempo depois dos eventos em Ys I e II. Nosso protagonista, Adol Christin, está em um barco rumo a Celceta. No caminho, ele passa pelo Golfo de Obelia, localizado ao norte de Ispani. Porém, no meio de sua jornada, a tribo dos Normans, liderada por Karja Balta, acaba parando o navio por tentar driblar o pedágio, e isso os força a parar em uma cidade costeira até que outro barco consiga levá-los para Celceta.
Enquanto eles esperam, Adol e Dogi aprendem sobre um rumor onde as ilhas do Golfo de Obelia possuem uma lenda titulada o “Trono do Rei Marinho”, onde em uma dessas ilhas há um trono capaz de realizar o desejo de qualquer um que sente nele. Claro que nosso menino Adol decide imediatamente procurar mais detalhes sobre essa lenda, e potencialmente achar o trono. Logo após aprender dessa lenda, Adol se encontra com Karja novamente, e ele acaba aprendendo um poder chamado de Mana. Isso causa com que os dois fiquem “unidos bem seremos” sem uma maneira de se separar, e mesmo a protestos de Karja, os dois se juntam nessa aventura.

Logo após isso eles aprendem sobre os Griegers, uma tribo que é supostamente imortal a armas comuns, e só o poder de Mana, algo que apenas Karja e Adol possuem, tem o poder de machucá-los. Eles acabam atacando a vila onde eles ficavam, e misteriosamente, todos que estavam lá acabam sumindo. O começo de Ys X: Proud Nordics pode ser bem verboso, por assim dizer. Parece que até o capítulo 3, pelo menos, você ainda fica numa espécie de tutorial, até que o jogo finalmente se abre para você. Teve muitos momentos que eu só ficava na cama deixando o Auto Mode rodando, com os personagens falando. Isso não é tão estranho nos jogos da Falcom, mas ficar constantemente andando três passos só para assistir uma cutscene perde um pouco a graça após um tempo, se me permite dizer.
Porém, tem um elogio que Ys X: Proud Nordics merece ter, e é o fato de que a NIS America e seu time de tradução fizeram um excelente trabalho com a tradução desse jogo. A história tem esse aspecto inspirado na mitologia nórdica, e eles entenderam isso, e os personagens todos utilizam símbolos e nomes que se assemelham à mitologia, mas mudando um pouco o nome, coisa que a série já é costumeira de fazer (exemplo: Ispani é claramente inspirada na Espanha, mas não usam o nome “Espanha”). Quando a Karja xinga o famoso “kuso” em japonês, eles traduziram para “Skítr”, uma palavra antiga do nórdico. Foi um longo caminho, mas finalmente a NISA não está mais naquela era do Ys VIII.
Uma nova ilha para explorar

Em Proud Nordics, a partir do Capítulo 5, você poderá liberar um conteúdo novo, com uma ilha inédita, chamada de Öland Island. Lá, eles encontram Canute e Astrid do Reino de Danmerk, que tem um pacto de não agressão mútua com as forças de Balta. Essa ilha é bem parecida com a Waypoint Island que o Adol visita durante certos pontos da história. A medida que você vai progredindo os capítulos, de tempos em tempos você irá adquirir uma missão EX que te deixa progredir mais nessa ilha.
Além disso, foi adicionado uma nova dungeon chamada Muspelheim, onde você tem um tempo limite para derrotar os inimigos. A medida que você vai completando ela, você pode obter recursos raros, que concedem extensões do limite de tempo, reduz a força dos inimigos, dentre outros. Mas assim, tanto ela quanto a Öland Island me parecem ser conteúdo para o final do jogo, e achei triste que não parece afetar tanto assim na história.
Além disso, a Falcom adicionou várias quality of life, e otimizou o Ys X bem para o Nintendo Switch 2. No modo portátil, escolhendo o modo “Performance”, o jogo parece rodar a 120 quadros por segundo, e no modo Quality, o jogo tem uma resolução maior, a custo de uma taxa de quadros menor. Eu só notei que algumas texturas da interface do jogo às vezes parecem que estão bem pixeladas, mas isso foi algo bem de leve. A NIS America comentou que uma day one patch estará disponível, então é capaz que isso que percebi não estará presente.
Adol Christin finalmente passa no teste de habilitação de barco!

Outro aspecto de Ys X: Nordics é o barco. E é aqui que eu insiro aquele meme, pois quem está conduzindo esse barco nada mais é que Adol Christin. Se você jogou Ys VIII: Lacrimosa of Dana, sabe do que eu tô falando. Mas piadas a parte, para progredir na história, é necessário que você utilize esse barco, o Sandras, para ir até as várias ilhas que a história te demanda, e então, derrotar os Griegers e a frota deles.
Enquanto você vai navegando pelo mar, você pode se esbarrar com a Undying Fleet dos Griegers, e utilizando os canhões e munição da Sandras, você pode derrotá-los e ganhar items. Um detalhe adicional que colocaram no Proud Nordics é que há mais Golden Spots, onde derrotar os Griegers desse local irá fazer com que um trecho de vento seja adicionado ao mapa. Esses trechos ajudam muito para chegar no lugar onde você quer, te digo!
Além disso, existem certas ilhas que estão sob o controle dos Griegers, e através de um minigame de Recaptura, você consegue liberar essas ilhas e ganhar uns itens. A partir do Capítulo 4 inclusive, o jogo pipoca side quest para tudo que é lado, e por isso, consigo ver levando várias horas explorando cada cantinho desse mapa, ainda mais com os aprimoramentos que você pode colocar no navio.
Juntos somos imbatíveis!

Se você jogou Ys VIII: Lacrimosa of Dana ou o Ys IX: Monstrum Nox, vai-se lembrar do sistema de party, onde havia vários membros e você podia mudar entre várias composições. Bem, peço que você pegue todo esse conhecimento e jogue pela janela, pois aqui em Ys X: Nordics, o sistema de party não está presente. Ao invés disso, você irá jogar com o Adol e com a Karja. Existem dois modos: Solo e Duo. Você pode trocar entre os dois a qualquer hora, e deixar o outro meio que andando sozinho. Porém, ao pressionar ZR, o jogo te deixa fazer ataques juntos.
Para compensar a falta de um sistema de party, Ys X: Proud Nordics usa uma mecânica chamada de Release Line, onde à medida que você vai aumentando seu nível, você vai liberando slots onde você pode colocar um item chamado de Mana Seeds (Sementes de Mana, em tradução livre). Elas são divididas em várias categorias, e cada uma delas te dá um buff específico. Eu sei o que você está pensando: Nossa, isso parece muito o sistema de Orbment do Trails! E realmente, é bem similar, mas com um toque um pouco diferente.
Além disso, quanto mais você utiliza certas skills, você pode ganhar Mastery com elas, fazendo com que elas fiquem mais fortes. No geral, eu achei esse sistema decente, mas talvez porque meus primeiros jogos de Ys foram o VIII e o IX, eu meio que não consegui me acostumar bem com isso. Eu adorava ter vários party members, e apesar de eu entender o motivo da Falcom de fazer isso, eu particularmente espero que o próximo Ys volte ao sistema de party.
A versão definitiva de Ys X: Nordics (para quem não adquiriu)
Ys X: Proud Nordics é definitivamente a versão definitiva de Ys X: Nordics. Se você ainda não adquiriu o jogo, é altamente recomendado você pegar, já que ela introduz conteúdo novo que traz mais para o jogo. Mas aí que mora o problema: O conteúdo extra é tão pouco e tão opicional, que praticamente não existe um grande motivo para você comprar, a menos que você queira uma versão feita para o Switch 2, ou caso você não tenha tido a chance de jogar o jogo ainda.
Prós:
- Uma história cheia de lore, com ainda mais conteúdo extra;
- Ótimo desempenho no Nintendo Switch 2;
- Melhorias técnicas e de quality of life em relação ao Ys X original, incluindo opção para rodá-lo a incríveis 120 FPS.
Contras:
- Não tem muita coisa aqui que justifique a compra caso você já tenha o Ys X: Nordics original.
- O começo da história é um pouco lento até a ação começar.
Nota
9

