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Em 2025, Kazukata Kodaka e Kotaro Uchikoshi lançaram a pedrada chamada The Hundred Line -Last Defense Academy-, um misto de visual novel com RPG estratégico onde quinze estudantes foram incumbidos de defender uma escola contra monstros por 100 dias.
The Hundred Line foi elogiado pela crítica por apresentar uma narrativa intensa repleta de reviravoltas, mas também podemos destacar sua jogabilidade estratégica que traz mecânicas ligadas ao sacrifício de personagens no campo de batalha, enquanto o jogo te “parabeniza” por isso; o que faz lembrar de uma certa franquia de SRPG da Nintendo que, em vez disso, te incentiva a pensar meticulosamente para evitar perdas no campo de batalha.
Em entrevista ao AUTOMATON, Akihiro Togawa, diretor de gameplay de Hundred Line, pode elaborar um pouco mais do planejamento da jogabilidade que sustenta o jogo. Ele conta que quando integrou à equipe, grande parte da história já estava definida, então, ele pensou em criar algo que fosse desafiador para amantes de RPGs de estratégia mas ao mesmo tempo acessível para aqueles que só queria curtir os segmentos de visual novel.
Outro detalhe crucial era que as batalhas de The Hundred Line precisariam estar ligadas ao tema do jogo: o auto-sacrificio. Prtanto, isto levou a Togawa e sua equipe à ideia de que sacrificar aliados durante as batalhas poderia ser a solução para todos os problemas. Ele também traça um paralelo interessante com a mecânica de Permadeath de Fire Emblem, o que colocaria The Hundred Line como uma espécie de anti-Fire Emblem.
Essencialmente, The Hundred Line é um jogo sobre proteger a escola a todo custo. Se você procurar “死守” em um dicionário, verá que significa “defender algo com a determinação de morrer”. No entanto, em The Hundred Line , os personagens lutam com a determinação de morrer, mas mesmo que morram, são ressuscitados na enfermaria. Então, em vez de lutarem com a determinação de morrer, são forçados a continuar defendendo a academia mesmo após a morte. Eu achei que essa era a verdadeira emoção do jogo.
Quando me dei conta de que este é um jogo em que, mesmo que um personagem morra, ele ainda é obrigado a proteger a escola, pensei de repente: “Isso é exatamente o oposto de Fire Emblem”.

