Review | Koumajou Remilia II: Stranger’s Requiem

Desenvolvedora: Frontier Aja
Publicadora: CFK
Data de lançamento: 14 de dezembro, 2023
Preço: R$ 149,00
Formato: Digital

Análise feita no Nintendo Switch com chave fornecida gentilmente pela CFK.

Revisão: Marcos Vinícius

Koumajou Remilia II: Stranger’s Requiem é a sequência da aventura que mistura as garotas mágicas do universo de Touhou com a temática gótica da série Castlevania. Com uma nova protagonista e muitos desafios, o título tenta fazer uma estreia memorável no ocidente.

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Voltando ao mundo de Touhou gótico

Koumajou Remilia II: Stranger’s Requiem assim como seu antecessor, é um spin-off de Touhou, utilizando as personagens e lore da série de uma nova forma. O jogo acontece após o primeiro Koumajou Remilia, mas dessa vez com uma nova protagonista em ação.

A aventura segue Sakuya Izayoi, empregada da vilã Remilia e uma das chefes do jogo anterior. Após sair para fazer compras para sua mestra, a empregada percebe que sua patroa sumiu e que as coisas não parecem está muito bem. Após a intervenção de Yakumo Yukari, outra vilã de Touhou, Sakuya descobre que sua mestra pode estar envolvida em um plot para impedir que a primavera chegue ao vale de Gensokyo, local onde as aventuras de Touhou acontece.

Querendo descobrir mais sobre o que está acontecendo, Sakuya parte em uma aventura, que a leva ao misterioso Castelo Scarlet Devil. Além de enfrentar youkais, a empregada também encara outras garotas do universo Touhou, incluindo Reimu Hakurei, a protagonista do título anterior.

Assim como Koumajou Remilia, este título é bastante inspirado pela série Castlevania, especialmente Rondo of Blood e Symphony of the Night. Existem várias referências a série da Konami, incluindo uma quase recriação exata da primeira vez que Alucard se encontra com Richter em Symphony of the Night, com as protagonistas dos dois títulos recriando a cena.

Explorando o castelo escarlate

Continuando com o que o primeiro Koumajou Remila introduziu, Stranger’s Requiem possui jogabilidade 2D reminiscente dos clássicos títulos da série Castlevania. Sakuya ataca com uma espada e pode utilizar duas sub-armas, facas e um relógio de bolso que para o tempo por alguns segundos. A empregada também pode pular, flutuar no ar por alguns segundos e utilizar um backdash para escapar de ataques. Ela também tem uma barra de magia, que é utilizada para planar e usar um ataque especial com sua espada, realizado com um único toque de botão.

Conforme Sakuya avança na aventura, outras personagens se juntam à empregada em sua jornada. Estas personagens funcionam como sub-armas, com cada uma possuindo um ataque pode ajudar a empregada a derrotar inimigos. Ao começar um estágio, o jogador pode escolher até 3 sub-armas para utilizar durante a fase. Assim como em Castlevania, as sub-armas utilizam “munição”, que aqui toma a forma de almas conseguidas ao destruir objetos e inimigos.

Além da jogabilidade, o estilo de jogo é outro ponto bastante similar aos Castlevania clássicos. Dificuldade alta, segredos que podem ser descobertos ao quebrar paredes e apenas uma única forma de se curar, com comida encontrada nos cenários, se misturam para trazer um estilo de jogabilidade clássico que foi deixado para trás pela saga vampirística.

A influência Touhou está presente aqui também, com inimigos possuindo ataques remanescentes de shmup’s e chefes com padrões de ataques. A alta dificuldade e necessidade de reflexos rápidos, ainda mais com a alta quantidade de inimigos na tela, ajudam a fazer o jogador relembrar que este é o spin-off de uma série de “jogos de navinha”.

Garotas góticas

Sendo uma paródia da série Castlevania, Koumajou Remilia II: Stranger’s Requiem possui um estilo de arte bem semelhante a série da Konami. Com uma temática gótica, cores mais escuras, belas artes que lembram as criadas por Aya Kojima, e sprites bem detalhadas, o visual se adapta bem ao mundo de Touhou e chega realmente ser algo bem similar a clássica saga dos vampiros.

Sendo um relançamento, a nova versão de Koumajou Remilia II: Stranger’s Requiem atualiza os visuais e a resolução do título, deixando-o mais bonito. Apesar de ser a primeira vez que o título é lançado neste lado do mundo, nem tudo foi totalmente traduzido, com a animação de abertura ainda possuindo texto em japonês.

Infelizmente, apesar de ter se inspirado visualmente em Castlevania, Koumajou Remilia II: Stranger’s Requiem, acaba por ignorar um dos principais elementos que são essenciais para um bom jogo 2D de plataforma, o level design. Com 8 estágios, a aventura passa por alguns locais semelhantes ao jogo passado, mas conforme vamos chegando ao seu final, o level design começa a sofrer com muitos inimigos na tela, plataformas em locais ruins e estranhas decisões sobre design e elementos visuais na tela.

A música segue um estilo rock misturado com o estilo Touhou. São boas melodias, que combinam bem com as garotas e com o universo de jogo. Apesar de possuir legendas em inglês e francês, existe apenas dublagem em japonês, com muitas dubladoras estreando na série aqui. Por fim, esta é a primeira vez que o game aparece em um console. A adaptação funcionou bem no Switch, ao menos na parte dos controles. Na performance, o título roda bem, mas assim como foi o caso com o primeiro Koumajou Remilia, notei alguns slowdowns aleatórios durante a jogatina.

Uma empregada dedicada a sua mestra

Koumajou Remilia II: Stranger’s Requiem é um curto jogo de ação, divertido e desafiador, que vai agradar bastante aqueles que gostam de desafios. Ele não oferece muitos extras, mas os duelos com os chefes incentivam o domínio das habilidades de Sakuya e a melhorar seus reflexos. Existem pequenos problemas de performance e a curta duração pode ser um incômodo para quem deseja algo mais robusto.

Prós

  • Boa jogabilidade;
  • Estilo artístico muito bonito;
  • Novos poderes da Sakuya são divertidos de se utilizar.

Contras:

  • Campanha curta;
  • Dificuldade pode ser bem desafiadora;
  • Level Design dos últimos estágio é bem chato visualmente;
  • Erro esquisito que faz com que o jogo sofra de lag em certos momentos.

Nota Final:

7,5

Erick Figueiredo