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Desventuras com o Nintendo Switch

Wendel Barbosa 12/06/2025

Revisão: Davi Dumont Farace

Acompanhei com grande entusiasmo o lançamento do primeiro Nintendo Switch, em 2017. Lembro de ficar correndo atrás de lives, no YouTube, da galera – seja da imprensa ou criadores de conteúdo – mostrando as funcionalidades e novidades do novo console. Naquele momento era a única forma de curtir o videogame. O anúncio de Metroid Prime 4, em especial, me fez ter ainda mais vontade de ter o novo console da Nintendo. Eu simplesmente amo a franquia da caçadora de recompensas. Em novembro daquele mesmo ano, enfim, consegui comprar o Switch e aí começou a agonia da espera da entrega.

Correios: amor e ódio

Antes de mais nada gostaria de frisar que sou totalmente a favor de manter os Correios como uma empresa estatal. Privatização não significa melhoria nos serviços prestados. Apenas que o país está deixando de lucrar em determinados setores. Se o serviço não funciona como deve, o que temos que fazer é cobrar e não seguir a visão rasa de que o problema está na gerência do Estado. Enfim! Todo dia abria o site do correio para rastrear a encomenda. Até que o pior aconteceu. Ela chegou no pior centro de distribuição dos correios da face da Terra: O CDD de Bangu (cariocas sabem o que estou dizendo). As encomendas que lá chegam parecem ser engolidas por um buraco negro e nunca mais são vistas pelos destinatários.

Tarde de 09 de novembro de 2017. Inventei uma desculpa qualquer e saí mais cedo do trabalho, com apenas uma única missão em mente: resgatar o meu Nintendo Switch, naquele portal do inferno disfarçado de CDD. A sensação foi de estar esperando quase um dia inteiro. Enfim, um funcionário veio me atender e disse que a encomenda em questão não estava no centro de distribuição. Desânimo e desespero me tomou. Sem acreditar naquilo, continuei por lá. E nisso, do nada, um outro funcionário apareceu. O abordei, sem tentar assustá-lo, expliquei toda a minha situação e desespero. Dez minutos depois ele volta, com um pacote meio aberto e a caixa um pouco amassada. Mas, era o meu Nintendo Switch. Finalmente venci a batalha! Coloquei o console no carro, quase como um bebê. Só faltou o cinto de segurança.

Chegando em casa abri de vez o pacote. Comprei junto o cartucho do The Legend of Zelda: Breath of the Wild. Alegria me tomou por completo. Dólar mais baixo, menos dívidas, comprei mais dois jogos: Super Mario Odyssey e Mario Kart 8 Deluxe. No percurso passei a escrever sobre minhas experiências com os videogames. E cá estou!

Pai gamer

Minha filha, na época, estava próximo de completar quatro anos de idade. Então, não entendia nada do que estava acontecendo. Minha preocupação era evitar que ela pegasse o Nintendo Switch e o danificasse de alguma forma. Mas, pouco a pouco, conforme foi crescendo, a incentivei a jogar títulos diversos no console. Se há mais de trinta anos foi um famiclone da CCE, de nome Turbo Game, que me inseriu no mundo dos videogames, foi o Nintendo Switch que apresentou esse mesmo mundo mágico para a minha menina. Correr sem objetivo algum pelos mais diversos mundos de Super Mario Odyssey, ou jogar, de forma despreocupada, um campeonato de Mario Kart. Na pandemia do COVID-19, Animal Crossing New Horizons era um verdadeiro evento diário aqui em casa. 

E assim os anos foram passando…

Oito anos depois, em abril deste ano, a Nintendo finalmente apresentou com toda pompa o sucessor do fenômeno conhecido como Nintendo Switch. Mostrei pra minha filha o trailer de Mario Kart World. Pré-adolescente agora, não me deu muita ideia. Mas, na semana de lançamento passou a demonstrar certo entusiasmo. Buscando vídeos no YouTube, tal qual eu fiz, em 2017, para saber mais sobre o jogo. 

No dia anterior ao lançamento, o administrador do Nintendo Boy, Marcos, me mandou uma mensagem perguntando se tinha interesse em Street Fighter 6. Pra quem não me conhece, jogos de luta e Metroidvanias são uma constante em minha vida. E Street Fighter 2 foi o meu primeiro jogo de videogame. Respondi que queria muito poder pegar, mas que estavam difíceis as coisas em casa. Prontamente, ele respondeu que eu não iria querer perder a chance de economizar R$ 500,00 em jogo. 

O amaldiçoado do Marcos mais o FOMO me deram o empurrão que faltava. E na manhã da quinta-feira, até o Daniel body builder das promoções da Nintendo eu incomodei no Whatsapp. Às 09h, fugi para uma sala vazia, no trabalho, e comprei o Nintendo Switch 2, com prestações que só serão sanadas quando minha filha se formar na faculdade. No dia do lançamento do console, fui buscar minha menina na escola. Conversando no carro ela me vira e diz: “amanhã que vai lançar o Switch 2, né pai?”. Virei pra ela e falei: “não filha, é hoje…”. Depois de um breve silêncio, emendei: “Amanhã é o dia que vai chegar o nosso”. A alegria tomou conta tanto daquela mocinha de onze anos quanto do marmanjo de mais de quarenta.

A agonia da espera

Sexta-feira, dia 06 de junho de 2025. Agora não mais sob a batuta dos Correios, mas sim do Mercado Livre, era o dia agendado da entrega do novo console em minha residência. Nas sextas, no entanto, eu só chego em casa depois das 21h. Por morar em condomínio, passei a palavra-chave para o porteiro e fiquei de longe acompanhando as atualizações da entrega. Às 17:30h saí da segunda escola do dia. Passei rapidamente em casa antes de ir para a terceira e última. Chegando na portaria do condomínio, o porteiro nos para e entrega a tão aguardada encomenda. Pela primeira vez, quase que no dia 1, eu consegui colocar as mãos num console novo. Entreguei o videogame nas mãos da minha filha e disse que quando chegasse do trabalho abriríamos o pacote juntos.

Chegando na escola, a coordenadora perguntou se poderia adiantar uma turma, já que um professor faltou. E que sairia mais cedo de lá por conta disso. Mentalizei um “amém”. Perguntei para a minha esposa se a nossa filha estava ansiosa para abrir o pacote. A resposta foi um áudio da baixinha dizendo que respeitava a minha decisão de só abrir quando eu estivesse em casa. Por volta das 20:30h, peguei o meu carro e voltei, ansioso, para casa. Coisa de vinte minutos depois, estava em casa. E, finalmente, pude abrir o pacote, com minha filha – que estava tão aflita quanto eu. Transferência de dados e configuração inicial concluída, baixamos o Mario Kart World. O download, porém, demorou mais do que esperávamos. No dia seguinte, porém, minha menina experimentou – diferente de 2017 – o novo console da Nintendo antes de mim. 

Construindo novas memórias

Eu simplesmente não consigo imaginar minha vida sem videogame. Pode parecer bobo, infantil, fútil, mas é algo que caminha junto comigo há muitos anos. E agora parece caminhar junto com minha filha. Que os próximos anos mantenham acesa essa chama, a revelia dos exorbitantes valores que o nosso hobby passou a ter dentro do mundo capitalista. Enfim, que novas e instigantes experiências e memórias sejam construídas. “Bora jogar!”

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Professor de História e entusiasta de joguinhos eletrônicos desde 1984.
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Tags: Mario MarioKart nintendo NintendoSwitch2 SuperMario switch

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