A LEVEL-5 reviveu Fantasy Life mais de uma década após o primeiro título para o 3DS. Apesar de um desenvolvimento problematico que acarretou na saída de Keiji Inafune da companhia, FANTASY LIFE i: The Girl Who Steals Time no fim foi um grande sucesso pela crítica e também comercialmente, cruzando a marca de um milhão de cópias vendidas em um curtíssimo período de tempo.
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Em entrevista para um talk show especial apresentado pelo canal Denfaminicogamer [via Automaton], o CEO da LEVEL-5, Akihiro Hino, conta como as mudanças implementadas em The Girl Who Steals Time após a saída de Inafune foram cruciais para o sucesso do jogo, onde ele cita que, o grande ponto de virada ocorreu há apenas um ano quando sua equipe tomou a difícil decisão de refazer grandes partes do jogo, incluindo a implementação da exploração de mundo aberto.
Durante a conversa, Hino fala como a jogabilidade de The Girl Who Steals Time parecia muito “sufocante“, a ponto de fazer você querer largar o controle rapidamente. Ele descreve a abordagem inicial como “tentar estender o tempo de jogo em detrimento de tornar as coisas estressantes“, especialmente em termos da limitação da movimentação e também do mapa, que antes não era de exploração de mundo aberto. Inclusive, Hiro conta que a implementação do Open-World foi feita em apenas dois meses.
A equipe de Hino implementou um layout de mapa de mundo aberto com a intenção de “remover completamente tudo o que tornava o jogo estressante” — neste aspecto, ele está se referindo a movimentação e deslocamento. O CEO da LEVEL-5 ainda complementa:
Na versão final do jogo, você pode cortar uma árvore, subir em algum lugar alto, cortar árvores enquanto estiver lá em cima, descer de volta, correr por aí – e só de realizar essas ações simples você já se sente bem e confortável.

