Desenvolvedora:
Publicadora:
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Preço:
Formato:
Gênero:
Plataformas:
ACQUIRE
PQube
18 de setembro, 2025
R$ 173,99
Físico/Digital
RPG Dungeon Crawler
Nintendo Switch, PlayStation 5, PC
Desenvolvedora: ACQUIRE
Publicadora: PQube
Gênero: RPG Dungeon Crawler
Data de lançamento: 18 de setembro, 2025
Preço: R$ 173,99
Formato: Físico/Digital
Plataformas: Nintendo Switch, PlayStation 5, PC
Análise feita no Nintendo Switch com cópia fornecida gentilmente pela PQube
Revisão: Manuela Feitosa
Class of Heroes 3 Remaster é uma nova edição do terceiro jogo da franquia de dungeon RPGs, tendo uma história um tanto peculiar por trás do seu lançamento. Anteriormente, o jogo não havia sido lançado no Ocidente, tendo sido anunciado por uma publisher de nicho que desapareceu do dia para noite antes da conclusão da sua produção. Agora, finalmente, é possível jogá-lo em inglês pela primeira vez.
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Uma classe de aventureiros

Class of Heroes é uma série de RPGs em que o jogador assume o controle de um grupo de estudantes. Nesse mundo de fantasia, raças variadas coexistem e a escola é uma forma de produzir grandes aventureiros adaptados para lidar com jornadas bem perigosas.
Um dos diferenciais de Class of Heroes 3 é a possibilidade inicial de escolher a escola em que estudamos. Além de uma variação estética nos uniformes dos personagens, essa decisão inicial influencia a gameplay, definindo em que região do mundo estamos e quais labirintos estão mais próximos do nosso ponto inicial.

Cada raça possui uma tendência específica na alocação inicial dos atributos, como força, magia ou agilidade, sendo assim mais recomendável combiná-las com certas classes. Há também opções exclusivas e algumas que só serão desbloqueadas jogando mais.
É possível criar equipes de seis personagens, que podem ser posicionados na vanguarda ou na retaguarda. Quem fica atrás está mais protegido, mas precisará usar armas de longo alcance e magias para atingir os inimigos, também podendo focar em cura e outras formas de auxílio à equipe.

Como é tradicional desse tipo de jogo, podemos alocar pontos extras para os atributos. Essa quantidade adicional é gerada aleatoriamente, podendo variar bastante de acordo com a sorte do jogador, indo de valores de um único dígito a benefícios em casas de trinta e quarenta e tantos pontos, por exemplo, gerando grandes discrepâncias de poder.
Um ponto negativo do processo é a falta de clareza na apresentação das habilidades e magias das classes. Embora seja possível ver uma lista com todo o “currículo”, o menu não especifica os requisitos de como elas serão liberadas, deixando o processo menos conveniente.
Conbate em turnos e o poder da amizade e do ódio

Em termos de combate, temos batalhas baseadas em turnos em que o jogador escolhe as ações de todos os personagens antes de dar início à próxima rodada. A ação de cada aliado e inimigo é executada de acordo com sua agilidade. Além do ataque básico, podemos nos defender, usar habilidades e magias que consomem MP ou ativar os efeitos de itens.
Um detalhe curioso é que alguns golpes especiais também podem surgir a partir de um sistema de relacionamentos. A ideia é que o próprio jogador crie o seu cânone de como os personagens se relacionam, definindo amores e ódios da equipe. Personagens que se gostam ou se odeiam podem ter golpes combinados que são ativados em conjunto consumindo energia de ambos ou ter habilidades secundárias que ativam aleatoriamente para ajudar o seu parceiro.

Todo relacionamento de amor precisa necessariamente da geração de um ódio correspondente. Esse sistema é intencionalmente obscuro em seus funcionamentos, valendo a pena explorar as possibilidades, mas é importante ter cuidado para não abusar e acabar enfraquecendo a equipe em vez de melhorando suas opções estratégicas.
QV que poderia ser mais polida

No geral, quanto mais o jogador avança e alcança mais recursos, mais o jogo vai mostrando muito conteúdo para explorar. Porém, a jornada depende de bastante esforço do jogador e é difícil falar que a qualidade geral de aprendizado e usabilidade esteja modernizada o suficiente. O jogo já assume que o jogador entende o gênero o suficiente para entender como algumas coisas funcionam.
Porém, para além desse limite intencional, o jogo ainda continua tendo um menu de missões com descrições ridiculamente incompetentes. É fácil o jogador ficar desnorteado e precisar voltar a conversar com um NPC para ter noção do que deve fazer, já que tem vezes em que não temos detalhes como quais itens são necessários encontrar ou uma noção do quanto já progredimos na missão.
Pelo menos, é possível salvar em qualquer lugar do mapa e continuar a aventura sem percalços. Da mesma forma, após comprar um mapa da localidade que está explorando e preenchê-lo, o jogador consegue rapidamente viajar até pontos já vistos de forma automática marcando no mapa.
Uma adição bem vinda à biblioteca do Switch

Class of Heroes 3 Remaster é um bom dungeon RPG recheado de opções para os jogadores mais dedicados ao gênero. A experiência ainda tem detalhes que podem incomodar quem busca um jogo um pouco mais confortável, mas é uma opção muito bem vinda ao Switch.
Prós:
- Grande variedade de opções para montar a equipe;
- A escolha de colégio altera significativamente a gameplay;
- É possível salvar em qualquer lugar e usar o mapa para explorar os labirintos de forma ágil.
Contras:
- Detalhes importantes como a progressão das classes não são apresentados ao jogador de forma clara;
- Menu de missões com poucas informações pode dificultar o avanço em alguns momentos.
Nota
7,5
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