Desenvolvedora:
Publicadora:
Lançamento:
Preço:
Formato:
Gênero:
Plataformas:
Groove Box Japan
FURYU Corporation
12 de novembro, 2025
R$ 134,99
Digital
Ação | Esporte
Nintendo Switch, PC
Desenvolvedora: Groove Box Japan
Publicadora: FURYU Corporation
Gênero: Ação | Esporte
Data de lançamento: 12 de novembro, 2025
Preço: R$ 134,99
Formato: Digital
Plataformas: Nintendo Switch, PC
Análise feita no Nintendo Switch com cópia fornecida gentilmente pela FURYU Corporation.
Revisão: Lucas Barreto
Há pouco mais de um ano atrás, BEYBLADE X XONE era lançado — primeiro jogo da franquia na era atual da série — e com ele, diversas reações mistas. Os jogos baseados em Beyblade nunca receberam um investimento absurdo como o pilar principal da franquia da Takara Tomy, mas há pelo menos alguns memoráveis entre aqueles que gostam das quatro gerações lançadas até então (Bakuten Shoot, Metal Fight, Burst e, atualmente, X).
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Na gigantesca maioria das vezes, estes jogos abordavam o próprio universo do anime de seu período, nunca tentando fugir muito dessa premissa — o que não se faz muito diferente em Evobattle. Com uma parcela minúscula destes títulos sendo localizada para o público ocidental, o segundo jogo da era “X” segue um padrão de trazer uma localização em inglês para todos logo após Xone ter feito isto é algo positivo para nós, que gostamos destes jogos extremamente nichados.
Por fim, em meio ao estrondoso sucesso que Beyblade X vem fazendo tanto entre o público japonês como pelo resto do mundo todo, vamos avaliar com calma sobre como BEYBLADE X EVOBATTLE se sai como uma continuação do anterior, tal qual como poderíamos enxergar este título colocando em perspectiva a atual era de Beyblade — onde acabamos de ter o primeiro Campeonato Mundial e a grande ênfase por parte da Takara Tomy no marketing de diminuir a imagem de Beyblade de um brinquedo, colocando-o como um esporte competitivo com o termo “Gear Sports”.
O sonho de virar um Blader Profissional
O anime de Beyblade X (que também é o universo deste jogo) possui um aspecto que o diverge bastante de vários de seus antecessores — principalmente os dois primeiros (Bakuten Shoot e Metal Fight).
Dentre muitos, o principal e mais relevante é como não há o foco em que Beyblade seja um anime de vender monstrinhos como era nos anos 1990-2000 com a ascensão da primeira geração de Pokémon e diversas franquias similares. Beyblade X possui um cenário onde Beyblade é um jogo competitivo onde não se pode competir em campeonatos oficiais por livre e espontânea vontade, sendo necessário provar seu talento, montar uma equipe e conseguir patrocinadores para que se possa competir na icônica Torre X — tal qual diversos esportes da vida real.
Em meio à alta competitividade de todos os times desta Torre (que são personagens oriundos do anime), e assim como BEYBLADE X XONE, está entrada conta uma história paralela ao anime sobre um grupo de amigos que participa de um torneio para tentar entrar no meio profissional de Beyblade. Uma maneira simples de elaborar seria:
LBEYBLADE X XONE é uma história paralela à primeira Temporada do anime (que foi finalizada no ano passado) enquanto BEYBLADE X EVOBATTLE uma continuação direta desta história paralela — que se passa ao mesmo tempo que a segunda temporada do anime, finalizada recentemente.

Controlamos Line Shindo, garoto que costuma ter a inocência de um protagonista de um anime deste gênero (tal qual Tyson tinha nos primórdios, ou como seu nome original, Takao). Estamos a participar de um torneio pelas Cyclop Industries que oferecerá aos melhores competidores a oportunidade de ingressar em uma equipe profissional e competir na Torre X. Seguindo a mesma estrutura de storytelling que a do jogo anterior, possuímos diversos personagens que são tanto rivais quanto amigos e diversas interações opcionais para conhecê-los melhor, assim tornando palpável para o jogador tanto a relação do elenco quanto como este novos personagens se localizam neste universo pré-existente.
Além disto, uma continuação direta do fator mais interessante do game anterior é a interação de seu personagem e o elenco inédito com os personagens do anime — inclusive os protagonistas. E em relação a este aspecto de Evobattle, o que motivaria alguém que acompanha Beyblade X a querer jogar este jogo seria o fato de que inclui os personagens da recém-terminada segunda temporada do anime e todas as novas Beyblades da mesma que foram lançadas no decorrer deste segundo ano da era atual.

Este é o grande ponto forte tanto de Xone como deste novo título, o fato de poder interagir com o elenco do anime a as diversas referências que só quem o assiste irá entender, o que, por sua vez, também é um problema. Para quem assiste ao desenho em japonês regularmente, esta interação viva com os novos personagens e a possibilidade de batalhar com os mesmos é uma das coisas mais legais que o jogo pode oferecer.
No entanto, alguém que jogou Beyblade na infância ou é novo na série se sentirá completamente deslocado ao experimentar o título. Não consigo compreender o porquê da FURYU focar o jogo em si como um produto apenas para quem gosta do anime ou acompanha Beyblade X por si só. BEYBLADE X XONE, e agora BEYBLADE X EVOBATTLE, almejam ser produtos restritos para quem gosta e já acompanha, não uma entrada para a série por si só.
Como um fã que acompanha o anime e tem uma paixão pelo mesmo, claro que este aspecto foi um prato cheio para mim. No entanto, é necessário reconhecer que isto limita o jogo de abranger e divulgar a franquia para mais pessoa por meio deste título — o que realmente acredito que nunca foi intenção, apesar de eu achar necessário ressaltar e abordar este aspecto novamente.

Tudo isso fica ainda mais evidente ao prosseguir no jogo aos poucos e notar que diversos NPCs novos que vão surgindo são figuras icônicas do cenário japonês de Beyblade X. Os designers de Beyblade X como jogo que nas transmissões oficiais de torneios se auto-intitulam “Master Bladers”, jogadores reconhecidos por vencerem diversos torneios que aconteceram somente lá no japão no decorrer deste ano e até mesmo youtubers e streamers que divulgam Beyblade X por lá.
Levando este padrão em conta, é bem provável que próximo jogo hajam NPCs dos jogadores que ganharam o mundial em suas respectivas categorias (que aconteceu há pouco mais de de um mês atrás). Após esta contextualização sobre todos estes aspectos do jogo, vamos elaborar um pouco melhor sobre o conteúdo do jogo em si: Gameplay, campanha, etc…
Consertando erros do jogo anterior (Sistema de Batalha)
Nenhum outro aspecto importa mais em um jogo de Beyblade do que este aqui — e não investir a maioria do orçamento do game nisto seria estranho. O fato dos personagens interagirem entre si igual a um ADV por meio de imagens estáticas e pequenos trechos dublados não é por acaso. Porém, sinto que muitas decisões de design da batalha de Beyblade do jogo anterior foram uma péssima ideia. Dentre várias coisas, acredito o aspecto da batalha de Xone que fugia muito do que se espera de um jogo de Beyblade é o fato de que os ataques especiais eram um sistema de Pedra-Papel-Tesoura baseado nos tipos de Beyblade existentes e suas vantagens e desvantagens.
Eu não veria esta escolha de design como um problema se a batalha de Xone tivesse sido pensada como uma leitura de uma batalha de Beyblade X completamente turn-based. Entretanto, há um fator que cria este estranhamento. Você não controlava o Beyblade: era até possível dar pairing em meio à frenesi, porém, quando a pressa da batalha simplesmente vira um sistema de dedução do nada, cria-se uma sensação muito estranha no ritmo.

Beyblade X é a geração que mais foca em batalhas frenéticas e muito mais legais de se assistir, com Beyblades correndo pela arenas, pelos trilhos em volta da mesma e executando o famigerado X-Treme Dash, um jogo de deduzir o que a IA do jogo iria escolher (mesmo sendo algo anti-climático). Felizmente repensaram o design das batalhas para este jogo e acredito que este seja um dos únicos pontos que tenho a elogiar completamente em meio a diversos problemas presentes no game.
Apesar do ato de atacar e realizar o pairing continuar como no jogo anterior, o jogo agora abraçou a ideia de ser um RPG de ação por si só — que funciona melhor para Beyblade X em minha opinião. Executar o pairing ou atacar de certas maneiras dependendo do tipo de Beyblade em que você estiver utilizando lhe dá a oportunidade de receber um buff característico do tipo de Beyblade que se está utilizando.

Beyblades sempre possuem 4 tipos que funcionam como um sistema de vantagens de desvantagens tal qual em outras franquias: Ataque, Defesa, Resistência e Equilíbrio.
Ataque costuma causar dano nos oponentes, no entanto esgota seu giro mais rapidamente devido à sua agressividade. Defesa (que possui vantagem natural ao ataque), visa ficar no centro da arena defendendo ataques e é feita para contra-atacar grandes impactos (o que o faz o predador natural das Beyblades de ataque).
No entanto, os tipos resistência são muito focados em girar por muito tempo; porém, são mais frágeis a ataques e podem eclodir ou ser jogados para fora mais facilmente, resultando com que consigam vencer facilmente Beyblade de defesa por não precisarem entrar em contato com o sistema anti-impacto delas, embora também possuam uma certa desvantagem aos tipo ataque devido à sua fragilidade.
Já as do tipo equilíbrio, embora não possuam vantagem ou desvantagens, costumam emular características dos 3 tipos citados anteriormente. E as mecânicas da batalha foram adaptadas conforme as características de uma destas (pairing e ataque). Ao parear ataques oponente com uma Beyblade de defesa, pressionando B na hora certa, é criado um escudo que repele ataques e nos dá mais tempo para recarregar nossos ataques.
A mesma mecânica recompensa de maneira diferente um tipo resistência, já que um pairing acertado nos dá a oportunidade de roubar mais giro de nosso oponente do que o normal. E a forma como o jogo limita abusos é o fato de haver uma barra de ações para ataques normais e contra-ataques que, caso se gaste demais antes da hora, um jogador irá te punir com toda a certeza.
Além disto, há 3 slots para técnicas especiais que estão relacionadas à uma barra de X-Treme, que é preenchida com ataques em pairings bem feitos. O que balanceia as mesmas geralmente é seu gasto e o tempo em que a animação demora para carregar. E sua técnica pode ser impedida de ser executada caso um oponente te cause dano ou até mesmo ser pareada por um pairing normal.

Por mais que não seja perfeita, acredito que este sistema é muito mais compatível com a própria experiência de Beyblade X real e não causa o estranhamento que aquele jogo mental causava no jogo anterior. Sem contar que estes fatores fantasiosos são o que daria um pouco da magia de adaptar uma batalha destas para videogame e diferenciá-la da experiência de jogar um campeonato.
Um pairing que rouba giro ou a criação de um escudo consegue emular um aspecto que nem mesmo o anime consegue. Embora as gerações anteriores utilizassem destes elementos fantasiosos no anime para representar o poder dos piões, todas as batalhas do anime de X são justificadas de maneira extremamente técnica e lógica de maneira a ensinar o jogo para quem está assistindo.
Estes fatores fantasiosos aqui no jogo, embora destoem com este aspecto do anime que acabei de citar devido a ser meio fantasioso, acredito que funcione bem ao se caracterizar com o que um videogame faz de melhor.
Mais lançamentos, mais personalização
Uma das razões que mais torna interessante a ideia de fazer um jogo de videogame de Beyblade X é o fato de poder viver a personalização presente em todas as gerações da série. E neste último ano de lançamentos da Takara Tomy foi inaugurada uma nova linha para Beyblade X focada em personalização: CX — Custom Line. Antes, só tínhamos BX — Basic Line e UX — Unique Line.
As Beyblades em Beyblade X são compostas por três partes: a Blade (parte de cima que visa atacar ou receber os impactos), Ratchet (parte média que conecta a blade à parte de baixo e possui de 1 á 9 pontos de contato que distribuem o peso da mesma) e Bit (a famosa ponta de baixo que define como o Beyblade irá se comportar). Bits de ataque irão deslizar agressivamente pela arena para causar dano, de dessa irão ficar no centro para amortecer dano, resistência irá girar pela arena e fugir do oponente para girar por mais tempo e assim por diante.
Enquanto a Basic Line foca em habilidades básicas e geralmente possuía os aspectos que seguravam o chip do Beyblade feitos de metal, a Unique Line foca na criação de Beyblades com habilidades únicas, além de trazer o metal que segurava o Chip para as lâmina por si só e colocar o que segura o chip do mascote da Beyblade de plástico. São aspectos que diferenciam o desempenho do Beyblade.
Já a Custom Line criou uma estrutura em que a Blade, que era únicas nas duas anteriores, agora é algo personalizável, composta em três partes: Lock Chip, Main Blade e Assist Blade. As três linhas coexistem atualmente na série e CX é a grande novidade deste jogo, permitindo agora uma personalização inédita que podem ser ligadas em qualquer Ratchet e Bit.

Tal qual em muitos outros jogos de Beyblade, novas peças vão sendo obtidas ao derrotar NPCs ou personagens importantes e a grande graça deste jogo é testar as diversas possibilidades. Apesar disto, a questão da personalização consegue ser um problema bem grande no balanceamento de dificuldade do jogo que já era presente no jogo anterior.
As peças por si só não definem a gameplay por si só, já que tudo relacionado as mesmas é definida por um sistema de raridades, tal como um jogo gacha. E por mais que seja possível melhorar seus stats bruto, é muito comum pensar que não vale o esforço aumentar a raridade da Beyblade que você mais quer utilizar — especialmente se for alguma Beyblade inédita deste jogo.
O maior motivo disto é o fato de que, por mais que se possa utilizar outras peças quaisquer para aumentar a melhoria da peça, tudo é diferente em relação à raridade. É necessário que sejam utilizadas várias copias da mesma peça para que se consiga aumentar sua raridade. A princípio isto pode não parecer um problema relevante, mas na realidade o é.
A dificuldade do jogo não funciona de uma maneira onde os oponentes mais difíceis fazem pairings desafiadores ou conseguem te fazer gastar recursos a toa e te vencer — tudo é sobre os stats da Beyblade. Os NPCs só faziam isto quando o jogo queria emular aquele cenário de anime onde o protagonista batalha contra um oponente impossível para o nível atual dele mas, ao re-batalhar contra o mesmo, ele simplesmente é muito facilitado para o jogador.
E como eu iniciei o jogo testando várias peças e combinações diferentes, na metade do jogo fui punido por não ter focado em aumentar a raridade de apenas uma delas — já que o game não é muito generoso para aumentar de várias ao mesmo tempo. E isto cria uma situação onde não compensava ficar tentando aumentar a raridade de diversas peças que eu queria e utilizar as peças que o jogo te dava como recompensa por seguir a história (que eram de estrelas altas) — e fui obrigado a utilizá-las.
O motivo que dificulta conseguir diversas cópias da mesma blade não é o grinding em si, mas o fato de que o que está disponível na loja para comprar é completamente aleatório. A única maneira de resetar a loja era executando uma batalha e havia uma chance das peças que eu queria comprar para aumentar a raridade das beys novas que queria utilizar não estarem lá. E para atingir as raridades mais altas eu precisava de muitas cópias da mesma — o que não fazia com que o esforço se compensasse.

E todas as batalhas extras contra NPCs do anime são moldadas somente neste tipo de dificuldade: eles possuem um stat muito maior do que o seu para aquela parte do jogo e se você quiser derrotá-lo precisa grindar ou minimamente estar perto do mesmo. Eu não acharia esta questão de toda a dificuldade do jogo estar associada somente a isto tão problemática se pelo menos a loja não fosse tão rotativa e eu pudesse comprar as peças que eu queria sem precisar ficar resetando para ter apenas duas cópias ou nunca estar disponível.
E isto perde ainda mais o sentido ao pensar que o sistema de recompensas do jogo te oferece um combo stock de 5 estrelas de uma Beyblade antiga que simplesmente consegue nocautear a gigantesca maioria dos NPCs com apenas 1 hit. Se não fosse esta questão, a personalização seria de longe o aspecto mais divertido de Beyblade X Evobattle.
Bugs, Crashes, má otimização…
Todos os defeitos que listei anteriormente não são nem de longe o maior problema do jogo. A grande questão é o fato deste título estar com sérios problemas de bugs e crashes no Switch. Salvar o jogo, esperar acabar e fechar o software para continuar em outro momento fazia com que o jogo crashar fosse uma verdadeira rotina. Meu maior medo com estes crashes após salvar era o risco de corromper meu progresso (principalmente ao final do jogo).

No entanto, o bug mais infeliz de todos que conseguiu afetar esta review é um que me bloqueia de progredir e cobrir de fato um trecho do jogo. Mesmo após repetir a batalha final diversas vezes e até mesmo tentar instalar e reinstalar o game novamente, o jogo travava em um frame com uma Beyblade afundada no meio do Beystadium após os créditos e eu simplesmente não conseguia finalizar de fato o jogo para poder experimentar o pós-jogo e cobrir esta parte de BEYBLADE X EVOBATTLE.
Infelizmente, mesmo tentando desinstalar e reinstalar o game ou procurar por alguma atualização, ainda não houve um patch que corrija estes problemas técnicos consideravelmente frustrantes para a experiência.
Ah, a pressa…
Embora eu tenha ressaltado que interagir com os personagens do anime e o novo elenco fosse uma das coisas mais legais para quem já acompanha Beyblade X, existe uma questão muito estranha em relação a isto, principalmente ao comparar com o jogo anterior.
Ao prosseguir na história em Xone, era abundante a quantidade de interações com personagens do anime e do jogo — seja com batalhas ou apenas por teor de curiosidade do jogador — e foram estes trechos que me seguraram em Xone em meio ao fraco sistema de batalha. Ao prosseguir na história por aqui, há algumas pequenas interações com personagens introduzidos na segunda temporada de Beyblade X, mas em um volume muito menor que o jogo anterior. O elenco de personagens principais diminuiu drasticamente e a própria história principal termina com um gosto amargo de um anime que teve sua produção apressada e acabou “rápido demais”.

Por mais que a campanha do jogo dure a mesma quantidade do anterior, sinto que grande parte do aumento se deu pela busca de raridade de peças, mesmo as que ganho do sistema de recompensas. Tudo isto junto ao fato que nem o pós-jogo consegui experimentar devido a um bug e os constantes crashes deixa um gosto amargo de que este jogo foi fortemente apressado devido à pressa de um lançamento anual.
E um fator que faz este raciocínio fazer sentido é o fato de que, mesmo que este jogo tenha sido lançado agora, a terceira temporada de Beyblade X já iniciou sua transmissão na TV japonesa — parece haver, então, uma pressa de um lançamento que case com o final da segunda temporada e não deixe o conteúdo do game “datado” para a agenda a Takara Tomy.
É interessante pontuar que, antes de termos BEYBLADE X XONE — primeiro game de Beyblade X — em 2024, o último jogo de Beyblade Burst em 2019. E Beyblade Burst foi finalizado para a entrada de X em 2023. Não há como ter total certeza, mas muito disso pode ter acontecido devido à BEYBLADE X EVOBATTLE ter que fazer jus à agenda da segunda temporada do anime e muito de seu ponto de venda estar relacionado a isto.
Sentimentos mistos
BEYBLADE X EVOBATTLE consegue ser divertido para um fã contemporâneo como eu, mas não é um jogo que vá abraçar alguém que se envolveu com algumas das três gerações anteriores e quer experimentar a franquia novamente.
Embora o sistema de batalha tenha conseguido melhorar de maneira dramática um fator estranho do primeiro jogo, perdemos muito conteúdo do maior apelo que esta série de jogos tem a oferecer. O fato do jogo estar repleto de crashes e bugs constantes — e até um que não me deixou cobrir o pós-game — sendo algo decepcionante.
A você, fã do anime de Beyblade X, caso queira jogar BEYBLADE X EVOBATTLE, espere que estes tamanhos problemas sejam corrigidos pois, até o momento em que escrevi este texto, nenhum patch de correção foi lançado para corrigir todos estes problemas. Caso lancem um novo jogo de Beyblade X ano que vem para a terceira temporada do anime (que possui um potencial muito maior de história do que as duas anteriores em minha opinião), espero que não possua estes tamanhos problemas.
Prós:
- Sistema de batalha melhorado em relação ao título anterior;
- Novas opções de personalização;
- Interações interessantes com o elenco do anime de Beyblade X.
Contras:
- Diminuição drástica de conteúdo na campanha;
- Dificuldade completamente atribuída a grinding;
- Bugs e Crashes constantes no Nintendo Switch;
- Design do grinding das peças não amigável.
Nota
6,5
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