Desenvolvedora: Douze Dixièmes
Publicadora: Focus Entertainment
Gênero: Plataforma de ação| Metroidvania
Data de lançamento: 20 de janeiro, 2026
Preço: R$114,90
Formato: Digital
Plataformas: Nintendo Switch 2, Nintendo Switch, PlayStation 5, Xbox Series X|S, PC
Desenvolvedora:
Publicadora:
Lançamento:
Preço:
Formato:
Gênero:
Plataformas:
Douze Dixièmes
Focus Entertainment
20 de janeiro, 2026
R$ 114,90
Digital
Plataforma de ação | Metroidvania
Nintendo Switch 2, Nintendo Switch, PlayStation 5, Xbox Series X|S, PC
Análise feita no Nintendo Switch 2 com cópia fornecida gentilmente pela Focus Entertainment.
Revisão: Manuela Feitosa
E, finalmente, o ano novo começou para quem gosta de videogame. No dia do feriado de São Sebastião, padroeiro da cidade do Rio de Janeiro, foi lançado MIO: Memories In Orbit. Coincidência? Claro que sim! Estão loucos? O jogo — o segundo do estúdio indie francês Douze Dixièmes — é um Metroidvania, que mescla uma narrativa sci-fi a uma jogabilidade deliciosamente rápida e precisa.
MIO, o pequeno robô guardião

A história é legal, mas muito batida em mídias diversas. Basicamente, estamos numa nave (que serve como uma barca), à deriva no espaço, que tinha uma missão “misteriosa”. A missão era comandada por robôs e IAs – chamadas de Pérolas – mas algo deu errado, pois as máquinas se rebelaram. Toda lore é narrada de forma não-linear, através de arquivos que vamos encontrando ao longo da aventura e que desbloqueiam detalhes mais acurados da história.
No jogo controlamos MIO, um pequeno e ágil robô guardião que precisa desvendar o motivo do mal que assolou as máquinas e restaurar o protocolo da missão original. A nave funciona quase como um organismo vivo, com coração, sangue, olhos, coluna e por aí vai. Cabe a MIO restabelecer as funções vitais da barca e direcioná-la para a sua preservação e, junto dela, a memória daqueles que lá habitam (ou habitaram).
Visual e design de som

O visual mistura gráficos 3D, suavizados por um cell shading — que dão um ar cartunesco e aquarelado — em meio a uma jogabilidade 2D, clássica do subgênero. Apesar de toda história se passar dentro de uma nave, as diversas áreas são muito bem diferenciadas e não causam aquela sensação de repetição ou de estarmos explorando algo sem identidade. Há uma variedade muito boa de inimigos e chefões, inclusive. Em suma, o bioma mistura elementos orgânicos e inorgânicos e tudo funciona muito bem.
A trilha sonora e o design de som são outros pontos que não comprometem. Eles conseguem passar pra gente a sensação de solidão e vazio de distopias espaciais. Em certos momentos a música é tão sutil e minimalista que nem percebemos que ela está ali. Mas, ela “cresce” em certas áreas que exploramos. No entanto, as melodias não são marcantes o suficiente para permitir que identifiquemos certas áreas pela trilha tocada, por exemplo. Um problema é em relação à mixagem de som, pois os efeitos sonoros e trilha estão muito baixos.
Um excelente Metroidvania

Para quem — como eu — ama Metroidvania, a galera da Douze Dixièmes fez um excelente trabalho com MIO. Isso quer dizer que temos um mapa labiríntico, backtrack, novas habilidades, pulo duplo (na verdade, esse último está no jogo desde o início), etc. O mapa não é gigante, assim como o jogo como um todo, mas isso nem de longe é um demérito. Levei cerca de 20h para fechar a história, mas deixei coisas para trás para fazer. Isso quer dizer que conteúdo não falta.
Não há um percentual indicando o quanto conseguimos explorar. Então conseguir encontrar tudo que o título tem a oferecer vai depender da curiosidade do jogador. O mapa até possui elementos que indicam áreas ainda não exploradas e a possibilidade de colocar marcadores, mas muita coisa não é apontada. Nem mesmo as áreas são nomeadas no mapa, pra gente poder se situar. No fim, sabemos que falta coisa para fazer porque existem espaços em aberto no menu do inventário ou portas marcadas em vermelho no mapa.
Habilidades e modificadores

Ao longo da aventura, novas habilidades são desbloqueadas para MIO. No entanto, existe a possibilidade de conseguir encontrar upgrades que melhoram permanentemente a nossa força, que concedem mais “pontos de vida” e espaços para modificadores. Esses últimos dão um buff de poder para MIO e funcionam como os amuletos de Hollow Knight. Cada um deles exige uma quantidade de espaços para serem equipados. E aí, na montagem de uma boa “build”, é que entra a estratégia para enfrentar certos chefes do jogo.
Todo personagem abatido libera Madrepérolas, que funcionam como a moeda do jogo. Explorando o cenário podemos encontrar também robôs defeituosos que guardam núcleos antigos. Com essa dobradinha podemos comprar alguns upgrades e modificadores exclusivos para MIO, na oficina de MEL, próximo ao ponto de salvamento do Nexo central. Uma leva considerável de upgrades e modificadores importantes só podem ser obtidos dessa forma, e isso é usado como um incentivo para que exploremos cada cantinho da nau.
A dificuldade escala conforme avançamos. Os primeiros chefes, por exemplo, são bem tranquilos, mas aqueles que se encontram em pontos mais avançados são bem mais complicados de serem ultrapassados. Tanto os chefes quanto algumas áreas são opcionais e servem para desbloquear upgrades ou modificadores. Esses momentos são, particularmente, desafiadores. O jogo até possui um menu de acessibilidade que garante um orbe extra de energia, que diminui a saúde dos chefes e que impede os inimigos comuns de atacarem sem serem atacados antes. Então, sem choro, galera!
Começando o ano com os dois pés
No Nintendo Switch 2, MIO performa extremamente bem, seja no modo portátil ou no dock. É um jogo muito ágil e que não encontra problemas com engasgos, queda de framerate ou qualquer coisa do tipo. Tecnicamente está impecável! Pra fechar, tudo está localizado para o nosso idioma. A história mantém uma aura de mistério que qualquer pessoa mais atenta consegue sacar de cara.
Alguns desafios de plataforma são particularmente difíceis, mas nada que comprometa. No fim, como diria a premiada atriz Fernanda Torres — garota propaganda do novo comercial das Havaianas — MIO: Memories In Orbit é um excelente título para começar o ano não com o pé direito, mas com os dois pés.
Prós:
- Controles ágeis;
- Direção de arte que mistura 3D com cell shading;
- Tecnicamente excelente no Nintendo Switch 2;
- Acessibilidade.
Contras:
- Narrativamente clichê;
- Problemas na mixagem de som.
Nota
8,5
- Review | MIO: Memories In Orbit - 20/01/2026
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