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A franquia Pokémon é uma que, por 30 anos, expandiu o seu universo por diversas regiões, culturas e períodos, tanto dentro do jogo, quanto fora do mesmo. A expansão cultural de Pokémon é algo interessante a se analisar, ao menos, dentro do universo “limitado” da série, com um total de nove regiões inteiras — até o momento em que este artigo foi publicado — que possuem sua cultura própria…
- Kanto;
- Johto;
- Hoenn;
- Sinnoh;
- Unova;
- Kalos;
- Alola;
- Galar;
- Paldea.
Cada uma dessas regiões possui seus fãs, defensores, odiadores… mas acima de tudo, uma presença real dentro da franquia! E como uma forma de explorar as culturas de algumas dessas regiões, por que não falar de algo que une povos diferentes em uma só mesa: uma grande refeição!
Neste texto exploraremos a cultura culinária da franquia Pokémon citando algumas criaturas que, no canon, não apenas são comestíveis como também são deliciosas, além de explorarmos as implicâncias da questão clássica de: “pessoas comem Pokémon nesse universo”? Sem mais delongas, vamos começar com uma região que todos gostam, e da qual ninguém está cansado de ver coisas sobre…
Kanto!

Começando por algo que foi de um dos detalhes mais perturbadores de Pokémon para um dos retcons mais engraçados, a cauda de um Slowpoke é citada diretamente como uma iguaria pela primeira vez em Gold & Silver, sendo vendida de forma ilegal por remanescentes da Equipe Rocket. No entanto, após a 7ª Geração de jogos, nos é revelado que os processos de aquisição da cauda de um Slowpoke podem variar.

Usando um exemplo da Pokédex de Pokémon Sun sobre como essa iguaria é feita, podemos ver que o crime em si cometido pela Equipe Rocket não era a venda da cauda do Pokémon, e sim a forma que eles a cultivavam:
“Sua longa cauda muitas vezes se parte. Ele não sente nenhuma dor, porém, e a cauda cresce de volta, então Slowpoke não fica particularmente incomodado”
Como Slowpoke costumam caçar utilizando sua cauda, cortar a mesma de maneira forçada é afetar o ecossistema diretamente, ainda que a cauda vá crescer de novo. Logo, se forem comer uma cauda de Slowpoke, criançada, comam de cuidadores profissionais que cultivam esta iguaria!

O primeiro caso da nossa lista onde o Pokémon em si não é comestível (embora eu não duvide que seja muito diferente de usar um Tauros para um hambúrguer delicioso), mas sim os produtos que ela gera, Miltank é um Pokémon leiteiro que produz galões de leite diariamente. Contudo, o volume de leite produzido é tanto que elas adoecem se não forem drenadas propriamente.

As suas descrições na Podédex descrevem seu leite como altamente nutritivo. Para os que tem uma intolerância a lactose leve, mas que impede de tomar o leite propriamente, a Pokédex de Pokémon Emerald confirma uma curiosidade interessante sobre o leite da Miltank:
“Ela gera 20 litros de leite diariamente. Seu doce leite é apreciado tanto por crianças quanto por adultos. Pessoas que não conseguem tomar leite o usam para fazer iogurte para então comê-lo”
Portanto, para a galerinha que gosta de leite no universo Pokémon que não é distribuído por Hex Maniacs suspeitas de Kalos, vocês podem agradecer às fazendas de Miltank que tem um estoque imensurável… Mas se pararem de produzir leite, tem sempre a opção do hambúrguer, né?
Barbatana de Sharpedo

Até agora falamos de Pokémon que são comestíveis em qualquer período da história, mas que tal falarmos de Pokémon que não podem mais ser comidos por medo de ameaçar uma espécie a extinção? Esse é o conto de Sharpedo, que, em uma referência um tanto triste ao nosso mundo real – ainda que por motivos diferentes – era caçado por conta de sua barbatana.
Eu realmente quero saber onde que os roteiristas de Alola estavam com a cabeça. Olha a descrição do pobre Sharpedo em Pokémon Moon:
“Ele possui uma triste história. No passado, sua barbatana dorsal era um valioso alimento, então esse Pokémon se tornou uma vítima de sobrepesca”
Um pouco mais trágico do que delicioso, a história da barbatana de Sharpedo é um lembrete como nossos erros quanto ao ambiente não saem impunes, inclusive no mundo Pokémon. E claro, saindo um pouco do personagem, não comam o “cação” de pescarias! É parte de uma cultura que preda animais reais que são genuinamente incríveis.
Crème de la Alcremie

Pulando de Hoenn para Galar e quase finalizando nossa lista, Alcremie é a “Pokémon Creme” que evolui de Milcery. Alcremie é notável por possuir diversas variantes de sabores que afetam a sua aparência – além do gosto do creme que compõe seu corpo. Além da sua aparência básica de Baunilha, Alcremie conta com os seguintes sabores:
- Ruby Cream
- Matcha Cream
- Mint Cream
- Lemon Cream
- Salted Cream
- Ruby Swirl
- Caramel Swirl
- Rainbow Swirl

Este é o único Pokémon de nossa lista que, ao menos por enquanto, só está preso em uma geração, com a exclusividade em Pokémon Sword & Shield. Portanto, usarei uma descrição da Pokédex que está presente em Pokémon Shield, da sua versão “básica” de baunilha:
“Quando Alcremie está contente, o creme que ela secreta de suas mãos se torna mais doce e mais grosso”
A forma Gigantamax de Alcremie também é comestível e se trata de um bolo inteiramente decorado, o que infelizmente é o tipo de doce que me dá agonia no estômago só de olhar. Mas ei, para os amantes de sobremesas, Alcremie é uma excelente adição a nossa lista, e uma boa opção para os que buscam um alimento menos “animal”.
Klawf al Ajillo

Um dos poucos exemplos que temos onde nós, os jogadores, conseguimos saborear a carne de um Pokémon através de nossos personagens. O Pokémon Klawf, introduzido na 9ª Geração, Scarlet & Violet é mais um na lista de crustáceos, além de mais um onde você não precisa se sentir mal em comer a carne da pata, já que… ta-da! Elas se regeneram – o que, sendo justo, pelo menos é algo que caranguejos no mundo real fazem.

Sua Pokédex não entra em muito detalhe sobre seu uso culinário, mas ainda deixarei sua descrição de Pokémon Violet aqui, pois vemos que suas garras podem não só ser deliciosas, como também uma das ferramentas mais perigosas à disposição deste Pokémon:
“Este Pokémon vive em desfiladeiros íngremes. Ele ultrapassa os ataques de seus oponentes e salta aos seus pontos fracos com suas garras”
Com uma sustentabilidade genuína de alimento, além do fato de o mesmo ser uma presença perigosa que precisa de um pouco de controle, a pata de Klawf se tornou uma das opções mais sustentáveis em termos de preservação ambiental de Pokémon na lista. Mas claro, eu digo isso porque eu particularmente adoro a carne da pata de caranguejos reais, então minha opinião tem um pouco de viés.
E agora, para finalizar a lista com uma participação especial, eu gostaria de informar ao nosso querido super-herói Batman que eu peguei um Pokémon…

Há muitas formas de se devorar um Lopunny, deixarei aqui alguns exemplos:
De quatro, papai e mamãe, vaqueira, vaqueira reversa, de lado, acasalando, meia-nove, de ponta-cabeça, amarrada, no chuveiro, na cozinha, na parede, no chão, de pé, no sofá, no jardim, na grama, até quebrar a cama ao meio, até o colchão ficar enrugado, até ele(a) se moldar ao meu formato, até ficarmos sedentos, até deslocarmos nossos quadris, até nossa casa cair aos pedaços…
Nota do editor: Calma, trata-se de uma copypasta e não o desejo real do autor desse artigo, eu acho.

Mas claro, essas são só algumas das formas que você pode consumir um Lopunny, não vamos falar de como suas coxas ficam ainda mais deliciosas após uma Megaevolução também.

