Desenvolvedora: Capcom
Publicadora: Capcom
Gênero: RPG baseado em turnos
Data de lançamento: 13 de março, 2026
Preço: R$ 339,00
Formato: Físico (Game-Key Card)/Digital
Plataformas: Nintendo Switch 2, PlayStation 5, Xbox Series X|S, PC
Prévia escrita com base na demo disponível no Nintendo Switch 2.
Revisão: Davi Dumont Farace
Dos vários anúncios de jogos que tivemos em eventos variados do ano passado, havia um que eu evitei olhar a qualquer custo, pois imaginava que não iria conseguir jogá-lo tão cedo (eu realmente tinha medo de não conseguir o Nintendo Switch 2 a tempo): um spin-off de uma franquia que amo e terceira iteração de monster-taming da mesma: Monster Hunter Stories 3: Twisted Reflection. O jogo segue a mesma gameplay de pedra-papel-tesoura introduzida no original, mas a aprimora e introduz diversos sistemas novos.
Após a Nintendo Direct: Partner Showcase de fevereiro deste ano, uma demo foi disponibilizada para os jogadores de PC e Consoles. Logo, eu não pude perder tempo e baixei assim que consegui! Por sorte é uma demo curta para aqueles que só estão curiosos com a história, e nos dá um pouco do gosto de como o jogo final vai ser; como ele está rodando, e as mudanças nos sistemas que a franquia Stories é conhecida por.
Mas antes de continuarmos, gostaria de lembrar aos nossos caros leitores que recentemente tivemos um artigo sobre os monstros que gostaríamos de ver em Stories 3. E eu recomendo darem uma lida no mesmo, porque através de um trailer recente, também tivemos alguns pedidos de nossa lista atendidos…
Então só para continuar naquele contexto, os monstros novos (excluindo variantes) confirmados na demo e no novo trailer são:
- Lao-Shan Lung
- Nibelsnarf
- Malzeno
- Narwa, Serpente Trovejante
- Ibushi, Serpente do Vento
- Espinas
- Namielle
- Great Izuchi
- Ajarakan
Portanto, sem mais delongas, que comecemos a nossa análise prévia da demo, que para minha experiência, durou um pouco mais de quatro horas!
Azúria e Vermeil entram em conflito
Diferentemente de Monster Hunter Stories 2: Wings of Ruin, que se passava no mesmo mundo que o primeiro Stories e compartilhava personagens, você pode aproveitar Twisted Reflection sem nenhum conhecimento prévio da série Stories (embora eu ainda os recomende por serem jogos legitimamente bons). O game atual se passa em uma terra compartilhada por dois reinos, Azúria e Vermeil, os quais estão constantemente há um passo de uma guerra, mas tentam sempre achar soluções alternativas ao conflito armado.
Nesse mundo aprendemos que em uma expedição para investigar os eventos de cristalização pelo reino há alguns anos, Amara, a rainha de Azúria, descobre um ovo cristalizado que, em um ritual para ser chocado, é descoberto abrigar dois Rathalos. No entanto, devido às superstições de gêmeos serem um sinal de calamidade, apenas um dos Rathalos poderia viver. Isso em aberto, a cutscene corta para nossa protagonista no presente do jogo.




Aqui, controlamos o príncipe / princesa de Azúria, e as consequências que ele(a) enfrenta por ser tanto o líder dos Patrulheiros, um grupo de montadores que preza pelo bem do meio ambiente, como também por ser filha de alguém que é considerada uma “traidora de Azúria”. Durante a demo vemos o seu relacionamento crescer tanto com os outros Patrulheiros quanto também com Eleanor, a princesa de Vermeil que está como convidada de honra de Azúria – justamente para evitar o conflito armado anteriormente mencionado.
Tendo colocado essas cartas na mesa, a história de Twisted Reflection está prometendo ser uma mais séria que a demonstrada em Wings of Ruin, mas ainda mantendo o charme animado e estilo desenhado ao qual a série é famosa por ter. Se a narrativa já me deixou nesse aguardo por mais, imagina o que a gameplay fará?
Um combate dinâmico e estratégico
Monster Hunter Stories 3: Twisted Reflection é um RPG de turno que puxa muitos aspectos de seus predecessores, mais notavelmente em sua dinâmica pedra-papel-tesoura, com três tipos de ataques que funcionam em um esquema triangular:
Ataques Fortes > Técnicos > Rápidos
Como podemos ver, a base gameplay ainda permanece a mesma, e olha que a Capcom considerou mudar para um esquema mais ativo. Mas se a base é a mesma, o que muda?

Além da dinamicidade do combate ter sido alterada (de acordo com os produtores, eles se inspiraram em RPGs de turno populares como Expedition 33 e Metaphor, vocês podem ver a respeito disso aqui), ele introduz um sistema de quebra de defesa e ataque sincronizado que causam danos massivos em partes específicas do combate, tornando-o mais estratégico.
Somado a isso, o combate ativo se torna mais dinâmico com a adição de uma mecânica: a “finalização rápida”. Nela, você, montado em seu monstie, atacam um monstro de nível menor que o seu, o finalizando automaticamente – e já recebendo as recompensas do combate. Assim como nos outros jogos, o combate é baseado nas ações tomadas e nos efeitos que o jogador causa no monstro, tendo um ranking que vai de D à S!

Sequestre ovos de monstros protetores
Não podemos esquecer que a série Stories se propõe a ser um monster-taming, e como tal, haverá comparações automáticas com Pokémon. Porém eu discordo das mesmas, porque Stories não tenta ser como Pokémon, mas sim como uma versão turn-based de Monster Hunter! As mecânicas estão ali, as únicas diferenças são a falta de armas que nossos montadores podem usar (não possui as típicas 14 armas que temos desde o 4º jogo mainline) e o fato que adquirir ovos não é inútil nesse game.

Embora ovos estejam presentes na maioria dos Monster Hunter, eles geralmente só servem para “missões de itens” específicas e para venda. No entanto, na série Stories, os ovos são a forma que um montador faz para se ligar a um monstro, essencialmente o domando e o tornando como uma extensão de si. É algo muito bonito se você ignorar o fato que sequestrou um monstro do meio-ambiente de uma mãe preocupada.
Mas a forma que Twisted Reflection se destaca é na forma que os Patrulheiros fazem com os ovos: durante a demo você é introduzido ao sistema de restauração de meio ambiente, onde, ao soltar um monstie seu específico numa região (algo que a demo vai te encorajar a fazer, considerando que você tem um limite máximo de 12 monsties no estábulo), essa espécie vai se fixar na região e começar a se reproduzir, não só saindo da extinção como também gerando mutações próprias dessa ou outras espécies.
Vendo os vídeos da galera que ficou de grind só nos sistemas acima, eu tenho medo daqueles que já conseguiram uma Namielle, considerando que a mesma é um Elder Dragon poderoso – e um tapa nesse jogo significa morte, já que seu Level Cap é de 10 no máximo para você e seus monsties.
Um reflexo do lançamento
Se a demo for um indicativo de como o produto final vai ser, tanto em aspectos técnicos do Nintendo Switch 2 quanto em jogabilidade geral, posso dizer sem sombra de dúvidas que Monster Hunter Stories 3: Twisted Reflection é o jogo que mais estou aguardando esse ano. Ao menos até confirmarem alguma coisa que chame mais a minha atenção de maio em diante.
Dito isso, espero que vocês fiquem no aguardo para a nossa eventual review do jogo, onde exploraremos ainda mais os sistemas do mesmo, e talvez quem saiba, descubramos a verdade por trás do que há além das fronteiras de Azúria e Vermeil, e como esse povo poderá evitar um conflito catastrófico.
Uma última pergunta, no entanto…
Por que a minha personagem >negra< tem pais BRANCOS?



