Desenvolvedora: Square Enix
Publicadora: Square Enix
Gênero: RPG de ação
Data de lançamento: 3 de junho, 2026
Preço: R$ 284,90
Formato: Físico (Game-Key Card)/Digital
Plataformas: Nintendo Switch 2, Xbox Series X|S
Prévia escrita com base na demo disponível no Nintendo Switch 2.
Revisão: Manuela Feitosa
Final Fantasy VII Rebirth, a segunda parte da trilogia de remakes de Final Fantasy VII, está chegando em breve ao Nintendo Switch 2. A Square Enix decidiu dar um gostinho aos donos da plataforma com o lançamento de uma demo gratuita que pode ser baixada através do Nintendo eShop. Dando acesso a uma prévia do conteúdo que pode ser encontrado no jogo, essa demonstração também serve como uma forma de conferir como o ambicioso título roda no console.
O renascimento de um clássico

Final Fantasy VII Rebirth continua diretamente do ponto onde seu antecessor, Final Fantasy VII Remake, parou. A demo disponibilizada nos concede acesso aos dois primeiros capítulo da história que encobrem o famoso Flashback de Nibelheim e a aventura do grupo pela região perto da cidade de Kalm, que culmina com o encontro com a serpente gigante, Midgar Zolom (que aqui possui uma tradução mais próxima do seu nome original, Midgardsormr).
No título original, ambas as partes eram bem curtas, contudo, assim como foi o caso com Remake, Rebirth expande a narrativa, transformando-as em algo bem maior. Com isso, há bastante conteúdo para se aproveitar nesta demonstração. Enquanto a primeira parte é bem linear, o segundo capítulo é mais aberto, oferecendo múltiplas sidequests e conteúdos adicionais para o jogador explorar e descobrir, incluindo um mundo semi-aberto, opções de combate e muito mais.
No geral, a demonstração apresenta muito bem os principais elementos que podem ser encontrados durante a versão completa do título. É apenas uma pequena parte da experiência geral, mas essa parte é bem recheada e vai ajudar indecisos a se decidirem se vale a pena ou não investir 100% no título.
Lutando e explorando

Em termos de jogabilidade, Rebirth continua com o sistema de combate introduzido em Remake. O foco principal é combate em tempo real, com o jogador podendo realizar combos ao apertar o botão de ataque. Preencher uma barrinha, inspirada no combate ATB do original, permite que pausemos a ação para realizar habilidades especiais ou utilizar magias e itens.
De novidades, temos a possibilidade de realizar ataques combinados entre dois personagens distintos. Estes são ataques poderosos que utilizam um recurso que é adquirido durante os embates, incentivando os jogadores a alternarem os dois personagens de forma a preencher mais rapidamente tal recurso.

Fora do combate, as adições ao sistema de batalha são um reformulado sistema de evolução e desbloqueio de novas habilidades. Agora, é possível habilitar habilidades específicas de cada arma que podemos adquirir, além de habilidades que favorecem todo o grupo ou um personagem distinto.
As maiores novidades de Rebirth estão relacionadas ao seu novo mundo aberto, que na demo é semi-aberto, por assim dizer. Como é de costume em jogos do gênero, temos um amplo mapa para explorar e descobrir diversos segredos. Existem torres similares às encontradas em jogos da Ubisoft, por exemplo, que ao serem desbloqueadas revelam áreas de interesse para o jogador. Tais áreas podem variar, com algumas oferecendo batalhas contra inimigos especiais ou locais para coletar recursos raros. A coleta de recursos é uma novidade interligada a um sistema simples de transmutação de itens. De início, apenas itens simples podem ser criados, mas conforme ganhamos experiência podemos desenvolver equipamentos e outros itens mais poderosos.
Esse mundo semi-aberto cai nas mesmas armadilhas que muitos jogos que apostam em tal elemento costumam possuir: Ele é um pouco confuso de explorar e não há muita variação de fauna e flora ou locais interessantes para descobrir. O que atrapalha também é como esta é a parte introdutória do jogo, temos a presença de muitos tutoriais que aparecem quase sempre que estamos explorando, fazendo o jogo pausar completamente só para ouvirmos um personagem explicando algo ou um tutorial tomando quase que a tela toda. É irritante, especialmente porque são muitos sistemas e mecânicas diferentes que só servem para mostrar que os desenvolvedores querem arrastar o máximo possível dessa trilogia.
Limites existem para serem quebrados

Diferentemente de Final Fantasy VII Remake, Rebirth foi desenvolvido com o PlayStation 5 em mente. Com isso, a principal dúvida em relação ao lançamento do título no Switch 2 é: O console consegue rodar isso sem problemas? Se sim, quais foram os sacrifícios necessários para fazer ele funcionar?
Bem, até o momento dessa demo a resposta é que sim, o Switch 2 consegue rodar Rebirth, mas em compensação ele teve que sacrificar estabilidade e um pouco de sua fidelidade gráfica e resolução para isso. São pequenas coisas que já eram esperadas, visto que este é um título de uma geração de hardware bem mais poderoso que o console da Nintendo.

Eu joguei a demo dividindo minha atenção entre o modo dock e o modo portátil. O que pude perceber é que os problemas existem nos dois modos. Vamos começar pelo lado positivo: O jogo tem bons gráficos e os modelos dos personagens são bonitos. A trilha sonora também é muito boa, com alguns remixes de temas clássicos juntos com novas melodias. Em relação à dublagem, joguei com as vozes em japonês (opção padrão aparentemente) e ela mantém o alto padrão que existe desde o Remake. Temos tradução de UI e legendas em português, mas pude notar alguns pequenos erros nas legendas de certas conversas.
O mais importante, contudo, é o desempenho do título e é aqui que as coisas começam a dar sinais preocupantes. Na maior parte do tempo, Rebirth roda sem problemas, incluindo em certas cutscenes onde temos um grande uso de recursos visuais. Já em certos momentos, podemos notar quedas na taxa de quadro por segundos. Isso fica mais evidente em certos locais com muitos NPC’s na tela, como na cidade de Kalm.

Outro problema que é bastante visível tanto no modo dock quanto no portátil é o pop-in. Esse é o problema mais comum do jogo, podendo ser notado principalmente no mundo aberto. Isso é algo bem notável e que pode desapontar alguns jogadores que prezam por um certo nível de qualidade em seus jogos.
Outro problema que também pode irritar é a resolução do título. Segundo o diretor do título, Naoki Hamaguchi, Rebirth possui resolução de até 1080p no modo dock e 756p no modo portátil, com o uso de DLSS para ajudar a alcançar o valor máximo de cada modo. O que pode-se notar é uma qualidade de imagem baixa, com muitos assets de background sendo renderizados pixelados e bastante serrilhados nos modelos dos personagens. São limitações esperadas de um port de uma plataforma mais poderosa para um hardware mais limitado.
Todas as imagens dessa preview foram tiradas diretamente do Nintendo Switch 2 usando sua função de screenshots. Elas não condizem com o que é exibido na tela durante a jogatina, mas sua qualidade já é um pequeno sinal do que pode ser esperado enquanto explora tudo que o título tem a oferecer.
Uma prévia que vale mais do que mil palavras

A demo de Final Fantasy VII Rebirth introduz muito bem os principais elementos do jogo e serve como uma excelente forma de mostrar para aqueles que têm curiosidade sobre como a nova fórmula de mundo aberto vai funcionar neste título. Ela também é repleta de conteúdo, me levou 6 horas e meia e eu nem fiz tudo que tinha disponível, então dá para aproveitar bastante até o jogo sair no próximo mês.
No final, é você quem decide se Final Fantasy VII Rebirth vale a pena ou não. Os problemas que a demo apresenta são poucos e podem talvez serem consertados até o lançamento do jogo completo ou até mesmo ser um patch pós-lançamento. Como um todo, o título é bom e vai agradar quem curtiu o Remake e deseja continuar a jornada de Cloud e companhia neste novo universo baseado no clássico da Square.
