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Desenvolvedora: PT Wisageni Multimedia Indonesia
Publicadora: PQube
Gênero: Life Sim | Gerenciamento
Data de lançamento: 16 de julho de 2026
Preço: R$ 97,95
Formato: Físico/Digital
Plataformas: Nintendo Switch, PlayStation 5, PC
Análise feita no Nintendo Switch com cópia fornecida gentilmente pela PQube.
Revisão: Juliana Paiva Zapparoli
É fácil imaginar toda a minha empolgação para este título. Sou um grande fã de K-pop desde a primeira geração, vi a ascensão e queda do SNSD, que popularizou mundialmente os grupos femininos, e acompanhei o pré-debut dos maiores grupos desse tropo da atualidade, Twice e Blackpink — e isso não está aberto a discussões.
O gênero de gerenciamento também está na veia, desde o meu início no NintendoBoy; minha primeira review por aqui foi o icônico Two Point Hospital. Até mesmo dentro do subgênero de idols, o maravilhoso Idol Manager já passou pela minha mão, então a ideia de um gênero que eu já gosto com uma skin de K-pop, que é uma paixão pessoal, fez com que eu me sentisse em casa desde o primeiro momento com K-pop Idol Stories: Road to debut.
Distribuído pela PQube, outra publisher com um excelente histórico aos meus olhos, esse jogo parecia um daqueles clássicos casos onde tudo se alinha e eu saio de uma review com um novo título para as listas de favoritos. E embora K-Pop Idol Stories tenha atingido minhas expectativas em diversos sentidos, nem tudo foi hit nesse debut. Nem tudo está perdido, no entanto, e ainda existem expectativas para um comeback glorioso.
Debut: uma apresentação forte

O jogo abre com uma situação bastante simples: nosso protagonista self-insert consegue uma nova vaga para gerenciar um grupo de Trainee, Proto Idols. Para quem não é familiarizado com o termo, significa um artista em treinamento, que pode trabalhar em uma empresa por anos antes de atingir o amadurecimento esperado e realmente estrear em um grupo.
Nosso grupo de Trainee fará parte de um reality show, no qual deve competir com outras idols, e a repercussão desse programa é a chave para descobrir se nosso grupo vai estrear. Com isso, iniciamos nossa jornada: planejamos as atividades da semana e programamos audições, que podem ser realizadas em três modalidades: na agência de talentos, online ou nas ruas.
Cada tipo de audição possui seu próprio mini game, e esse é um dos pontos fortes deste jogo: ele está recheado de atividades extras que deixam o senso de progresso mais dinâmico, dando ao jogador algum respiro entre as longas seções de menus.
E falando em menus, aqui eles são bem mais simples do que os de um Idol Manager, por exemplo. Inclusive, isso é algo que na verdade pode ser dito sobre o jogo todo: ele não é especificamente desafiador, mas também não precisa ser.

As mecânicas são introduzidas em um passo bem agradável e o gerenciador é bastante acessível, o que não o torna menos viciante de forma nenhuma. Desse modo, acabo considerando a baixa barreira de entrada um ponto positivo nele, já que pode acabar cativando fãs de música que não têm tanta experiência em jogos — e K-pop Idol Stories vai conseguir recepcioná-los de braços abertos.
Após as semanas introdutórias e as baterias de audições, em poucos minutos você deve estar com suas idols de escolha, que podem ser contratadas após uma audição bem-sucedida. Elas têm personalidade e backgrounds que podem ser descobertos durante a entrevista, o que é um toque bem legal e faz com que o jogador se sinta mais integrado na posição de gerente.
A partir daí, o gerente deve balancear gastar fundos para melhorar as idols em diferentes características para melhorar a qualidade do grupo num geral, promover atividades de descanso para manter a energia e diversão das integrantes e tocar pequenos trabalhos para garantir que os fundos não acabem.
Comeback

Com todas as mecânicas básicas masterizadas, o jogador deve sobreviver a algumas avaliações incluídas no Reality Show. Nelas, deve-se competir contra outros times de idol em um combate de turno simplificado, no qual podemos mostrar nossas melhores habilidades para o público e ganhar reputação e prestígio, para quem sabe, no fim de tudo, fazer nossa estreia.
Esse é o ponto alto da aventura: quando tudo que você treinou e todo seu preparo se paga, eles não são especificamente difíceis quando se pega o jeito, mas ainda é o seu grande momento e ele é glamouroso o suficiente.

Isso dito, embora os sistemas não sejam os mais complexos da indústria, aqui a densidade é dividida com dramas. As idols passam por situações diversas, como doenças, stalkers, insegurança e exaustão, entre outras, e esses problemas que devem ser solucionados de formas diferentes: o gerente precisa balancear e lidar com riscos o tempo todo, o que pode levar a resultados diferentes.
Com isso, temos uma das outras partes principais desse jogo: a tomada de decisão. Seja pagar mais caro para que uma idol tenha suas necessidades atendidas prontamente ou se envolver com figuras perigosas e coercitivas, o mundo do gerenciamento de Idols guarda muitas possibilidades.
Deixar que uma artista participe de um trabalho quando não está bem de saúde ou negligenciar necessidades pode acabar saindo caro, o que pode afetar em muito uma jogatina de K-pop Idol Stories, indo até extremos como contratar um segurança para lidar com stalkers ou um motorista para garantir o transportes das garotas.

Repercussões de acontecimentos fomentam as redes sociais o tempo todo e decisões devem ser tomadas com jogo de cintura e sem sair do salto para garantir bons resultados no crescimento individual e também para a marca do grupo.
Temos também, dentre os eventos sociais, alguns mistérios envolvidos, como boatos de que o seu grupo é um projeto criado para ser descartado no reality aumentar a popularidade de outros grupos por meio de uma rivalidade forjada, ou que até mesmo esquemas de agiotagem estão envolvidos. Tudo isso é bastante interessante e nenhuma semana passa sem que um evento divertido aconteça.
Flop

Infelizmente, nem tudo são flores. Até a metade da minha experiência, K-pop Idol Stories era um 10 ou 9 para mim, mas foi aí que os bugs começaram: meu botão para contratar segurança para as idols não apareceu durante o tutorial e o botão de conquista no menu principal também sumiu, me deixando incapaz de conseguir o dinheiro extra dos objetivos.
Com o tempo, eu resolvi abandonar completamente a jogatina, mas com o apego que já tinha às minhas idols e à narrativa que eu vivi com elas, esse anticlímax fez com que minha experiência com o jogo despencasse.
Não tem por que ficar me debruçando em negatividade em um jogo tão legal, mas, no estado em que está, sou incapaz de recomendar o título, que segue sem correções no Nintendo Switch 1 até o momento.
MV

Os visuais são deslumbrantes. O Girly pop, ou Girly K-pop, neste caso, traz uma estilização muito agradável, as músicas originais são divertidas, as imagens estáticas são muito bonitas e os menus, muito elegantes. As idols e os demais personagens também são expressivos, além de o modo como as situações se desenrolam ser bastante convincente.
Apesar de tudo estar no lugar certo, os bugs são inadmissíveis e podem fazer você perder sua run. E isso mina o potencial do jogo, mas, caso esses bugs sejam corrigidos, K-pop Idol Stories: Road to Debut é um must para aqueles que querem viver de perto o sonho de montar seu próprio grupo de K-pop com sangue, suor e lágrimas.
Até porque o jogo é cheio de referências e paródias divertidas ao mundo do K-pop. Até mesmo nas problemáticas ele parece ser consciente e deixar nas mãos do jogador como ele vai se portar em cada questão, fazendo com que os fãs de um dos gêneros de música que mais cresce no mundo se sintam abraçados e em casa com este jogo.
Prós:
- Loop de gameplay viciante;
- Excelente direção de arte com tudo que um fã de Girl Group poderia querer;
- Progressão interessante com conteúdo bem-escrito.
Contras:
- Muitos bugs muito importantes que me impedem de dar uma nota mais alta no momento.
Nota
7
