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O uso da IA generativa se tornou bastante popular no desenvolvimento de jogos em vários níveis. Na localização, por exemplo, muitos estúdios usam a IA para agilizar a produção e reduzir custos. Para a GungHo, no entanto, uma boa localização é mais do que tornar o jogo minimamente acessível.
Em entrevista à Level Up, o CEO da GungHo Online Entertainment America, Fumiaki Shiraishi, e o produtor Matthias Pergams conversaram sobre o processo de localização colocando os remakes de Trails in the Sky como perspectiva. Na conversa, afirmaram que a GungHo não utiliza IA e que a tradução de seus jogos é conduzida por humanos do início ao fim; também afirmam não ter planos de usar IA no futuro.

A GungHo entende que “os jogadores esperam um trabalho feito por pessoas” no tradução de jogos, mais que isso, manter a consistência entre os diversos títulos da série é crucial. Trails in the Sky, por exemplo, possui um nível de complexidade tão grande para com o universo e a mitologia da série — tal como extenso elenco de personagenscom identidade e estilo de fala distintos — que demanda “julgamento humano” para o nível de detalhe que apresenta.

No fim, o objetivo da GungHo é “garantir que cada personagem soe exatamente como deveria, que a terminologia permaneça consistente e que todos esses pequenos detalhes sejam mantidos de um jogo para o outro”, e para isso, manter “o toque humano” é essencial para a série Trails.

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