Estudante de jornalismo com uma paixão enorme pela cultura do Japão e os jogos, em especial, os RPGs que o povo de lá produz. Sou redator e minhas Franquias favoritas incluem gigantes como Xenoblade Chronicles, Zelda e Mega Man.
Sohei Niikawa, o antigo presidente da Nippon Ichi Software e atual cabeça por trás da companhia SuperNiche, dá as caras em nosso site mais uma vez!
Durante uma entrevista com o portal Dengeki Online, Niikawa compartilhou algumas informações por trás do desenvolvimento de Disgaea: Hour of Darkness para PlayStation 2 e as decisões que a equipe de desenvolvimento tomou para tornar o projeto realidade.
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Durante a entrevista, Niikawa foi perguntado sobre as ideias que levaram ao desenvolvimento do primeiro Disgaea, mas acima de tudo, o porquê do jogo escolher uma arte 2D no advento dos gráficos 3D – e a resposta envolve um dos RPGs japoneses mais famosos da história!
Caso queiram ver a entrevista completa, em japonês, o link está aqui, e abaixo temos o trecho da entrevista que levou a uma resposta deveras interessante:
— Na época, com o advento do PlayStation e outros consoles, a indústria caminhava para uma era 3D, então gostaria de perguntar sobre as estéticas por trás de sua busca deliberada por uma expressão de pixel art 2D.
Niikawa: Aquilo era uma “estratégia de sobrevivência para os fracos”. Quando eu vi Final Fantasy VII no PlayStation original, eu pensei, “nossa empresa não pode seguir este caminho”. Eu ficava imaginando que se nós, com recursos limitados, tentássemos imitar aquilo sem cuidado, sofreríamos consequências sérias.
Então o que nós fizemos? Quando fizemos um evento de Disgaea nos Estados Unidos, eu vi diversos fãs rindo com as piadas de paródias japonesas, e me convenci que “Otakus [como meu caro editor-chefe, Marcos] são camaradas ao redor do mundo todo”. Nós deveríamos acreditar naquilo que achamos que será interessante e tomar o passo para criá-lo.
— Olhando para trás em sua jornada, você fez alguma nova descoberta ou veio a perceber alguma coisa inteiramente nova?
Niikawa: A coisa mais importante na vida é “liberdade”. Você só tem uma vida, então é melhor vive-la como você quiser.