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Queira ou não, a IA generativa esta sendo amplamente usada por debaixo dos nossos narizes no desenvolvimento de jogos. No entanto, ainda existem àqueles que valorizam o trabalho à mão, seja no meio artístico, na composição musical ou para escrever roteiros.
Sohei Niikawa, e ex-presidente da Nippon Ichi Software (NIS) e atual CEO da Superniche, é conhecido principalmente pelo seu trabalho na série Disgaea, uma série de RPG de estratégia que se destaca por sua história bem-humorada, cheia de sátiras, e personagens divertidos e singulares. Na era da IA generativa, Niikawa reflete como o uso da ferramenta deve ser encarado na criação de roteiros em entrevista à Dengeki Online.

Na conversa, Niikawa deixa claro que não abomina a IA generativa e a vê apenas como uma ferramenta auxiliar para melhorar a produtividade. Ao mesmo tempo, ele entende os malefícios da IA e se mostra firmemente contra a violação de direitos autorais ou qualquer outro uso ilegal com o que pode ser usado.
Em seu trabalho, Niikawa afirma que não será adepto ao uso de IA, especialmente em seus roteiros. Ele reflete que, hoje em dia, muitas pessoas apenas criam um enredo e deixa a IA fazer o resto do trabalho desenvolvendo a história: “não quero negar essa abordagem de forma alguma, embora me faça pensar: será que isso é realmente divertido?”

Niikawa conclui seu pensamento dizendo que possui um forte desejo de criar personagens e histórias que ele pessoalmente quer ver, sendo uma das razões pelas quais ele não usa IA em seu trabalho criativo: “não é divertido se eu não juntar cada palavra com as minhas próprias mãos.”
Mesmo que admita que a a inteligência artificial possa ser útil para procurar informações ou gerar nomes de personagens, ele ainda prefere colocar a mão na massa: “não acho que esse tipo de abordagem combine comigo.”

