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Desenvolvedora: Blizzard Entertainment
Publicadora: Blizzard Entertainment
Gênero: RPG de ação
Data de lançamento: 15 de setembro de 2026
Preço: R$ 299,90
Formato: Digital
Plataformas: Nintendo Switch 2, PlayStation 5, Xbox Series X|S, PC
Análise feita no Nintendo Switch 2 com cópia fornecida gentilmente pela Blizzard Entertainment.
Revisão: Lucas Barreto
Chegando ao Nintendo Switch 2 com todo conteúdo lançado até então, Diablo IV: Age of Hatred Collection traz toda a jornada do Viajante em sua busca por salvar o Santuário de forças ancestrais.
O RPG de ação isométrico da Blizzard possui uma legião enorme de fãs, o que faz com que uma versão para o console híbrido da Nintendo seja muito esperada por tornar a jogatina mais adaptada à rotina corrida que levamos. A espera valeu à pena?
Um “Casos de Família” ancestral onde a Cristina Rocha é você!
Os acontecimentos de Diablo IV tem como palco Santuário, uma região oriunda da união do sagrado e do profano em que a humanidade vive em volta de maravilhas e horrores.
Independente da classe escolhida, você será conhecido como “viajante”, aquele fadado a peregrinar por um caminho onde será necessário sacrifício e fé. Ao decorrer da narrativa, paralelamente à descoberta do porquê você se sente tão diferente, notar-se-á a ligação intrínseca que possui com o mal que está ameaçando a humanidade.

A narrativa não é maniqueísta e fará você questionar o questionar o quão benéficas estão sendo as suas ações e mesmo se elas estão surtindo algum efeito perante a magnitude de como o escopo da ameaça principal vai escalonando gradativamente enquanto cada véu cai e os mistérios ficam cada vez piores de se lidar.
Apesar de muita solitária, você não estará sozinho em sua missão, tendo na figura de Lorath um mentor e um grande amigo. Ele pertence a uma ordem antiga e poderosa que estuda e combate os males supremos, na tentativa de ser uma barreira entre a humanidade e sua extinção. Mas será que existe apenas mal por trás da motivação dos antagonistas?
*Sem spoilers que podem estragar seu divertimento com as surpresas da narrativa. A versão do Nintendo Switch 2 de Diablo IV pode ser a primeira experiência de muitos com a franquia, dado ao sucesso do console em relação aos concorrentes. Então, assim como eu, quero que você desfrute de cada missão sem ser vítimas da minha verborragia
A escolha do salvador
Mesmo no seu lançamento original lá em 2023, o jogo contava com um elenco de personagem bastante variado. Dando opções para aqueles que curtiram uma porrada franca (bárbaro), para quem quisesse fazer compras de avatar (mago), aos que quisessem ser um candidato perfeito para atuar no greenpeace (druida), os mais sorrateiros que gostam de derrubar os inimigos na traíram (renegado) e a galera para quem a morte não é o fim (necromante).

O personagem ideal para você é aquele que achar o mais legal. Pode soar bem leviana essa afirmação, mas a Blizzard sempre manda muito bem em Diablo, e a questão aqui é mais sobre o tipo de personagem com o qual você têm mais afinidade e partir na jornada tortuosa (porém incrível) de salvar Santuário. Então é possível se divertir jogando de forma muito casual? A resposta é sim e não.

Se você estiver se referindo ao jogo base, é sim bem tranquilo de superar desafios, vez ou outra precisando fazer um grind aqui ou ali, porém essa viagem à casa da vovó termina com o chefe final do jogo base. Lembro como se fosse hoje de acharmos que iríamos varrer o chefe final por termos feito praticamente todas as missões principais e secundárias, e sermos usados como aquele pano de chão velho que você usa para limpar o chão quando o cachorro faz xixi onde não deve.
Tanto que derrotar o chefe final sempre retorna como um desafio dos últimos capítulos das temporadas (caso não saiba o que é uma “temporada” eu volto nesse conceito depois, fica em paz). E o engraçado é que a desgraceira é com esse chefe em específico, os final boss das duas expansões do game não chegam nem aos pés em relação à dificuldade.
“Legal, André, então como eu torno a minha vida mais fácil?” Existem sites onde você pode pegar builds de várias classes, espelhar ela no seu char e ser feliz, ou mesmo criar uma do zero para servir de referência para o restante da comunidade. Alguns sites estão em pt-br, como o D4Guides e D4 Forge. Caso você só queria curtir a história principal, não se preocupe tanto com o meta, deixe isso para quem quiser curtir o pós-game e se internar no jogo (como eu e minha esposa rs).

Após terminar o jogo base você pode aproveitar o conteúdo pós-game, chamado de temporadas. Apesar do nome similar a outros conteúdos extras de outras séries, além de skins boladonas para você mostrar que é transudo, existem adições à narrativa principal.
Às vezes esclarecendo qual destino leu aquele personagem que sumiu da história ou mesmo modificando permanentemente o mapa, como ele fez com uma certa árvore cheia de cabeças. Durante as temporadas também é possível cumprir certos objetivos divididos em capítulos que vão te prover itens muito tentadores, mas elas costumam ser interessantes o suficientes para serem jogadas apenas pela história, caso você não seja muito ambicioso.
As expansões também trouxeram mais 3 classes. Natispirito (Nahantu), que é uma espécie de druida porradeiro, e os já conhecidos paladino e bruxo (Skovos). Durante a Blizzcon deste ano, a Blizzard prometeu que em 2027 teremos a classe amazona, que será específica do gênero feminino, diferente das outras onde é bom possível escolher ambos os gêneros.
Apesar do jogo não contemplar as pessoas que se identificam como não-binárias, é possível criar um personagem masculino como um brucutu ou tendo traços mais finos e delicados ao mesmo tempo que personagens femininas ou que dariam uma surra no Thanos.
99% roda liso, perfeito, mas aquele 1% desastroso
O desempenho de Diablo IV é um caso bem curioso. Poderíamos dividir o desempenho no modo portátil e no modo dock. Com o console fora da base o jogo roda a 1080p a 30 fps, com uma suavidade e qualidade visual muito bacanas para uma experiência de jogo portátil, e confesso que essa é a melhor forma de aproveitar o jogo na minha humilde opinião. Nela também é possível alterar a performance entre os modos desempenho, onde prioriza a fluidez da gameplay e o qualidade onde a beleza gráfica é a mais importante.

Já com o console na dock entra em cena o famoso 2K também conhecido como 1440p. Caso a sua TV tenha suporte a 120Hz você pode usufruir do modo à 40 fps, mas caso contrário, como é o do redator que vos fala, você ficará apenas nos 30fps.
Por conta disso, a possibilidade de alterar o game entre modo desempenho e gráfico não fica disponível, o que, pasmem, torna a experiência de jogar no modo dock pior do que no portátil. A resolução maior sacrifica demais o desempenho neste modo, o que prejudica sua experiência em um jogo massivo como é Diablo IV.

Se, como eu, você tem uma pessoa que joga em cooperação local com você, essa queda no desempenho torna realizar certos eventos no mapa bem insalubres. Não por conta de um gargalo de hardware como era com seu antecessor, mas sim de escolhas pouco questionáveis da desenvolvedora.
A título de comparação, o console da concorrência que possui especificações técnicas semelhantes (Series S), tem uma performance muito acima do Nintendo Switch 2. Acho que todos nós concordamos que o cuidado com o jogo no modo dock deveria ser um pouco mais criterioso, ainda mais o Nintendo Switch 2 sendo o sucesso que é.
E por último um conselho batido mas que ajuda, e muito: use um cabo de rede para a conexão com a internet, mesmo para aqueles que vão jogar solo e com pouca interação online. Uma conexão estável vai te salvar de uma queda de conexão eventual e daquele golpe certeiro do chefe de mundo que é one-hit kill.
Então jogar no Switch 2 é terrível?
A resposta para essa pergunta ensandecida é não. Identificar que a versão de Nintendo Switch 2 possui margem para melhorias não invalida em nada uma versão muito bacana e que mesmo com as ressalvas que citei anteriormente se tornou umas das minhas versões preferidas. E assim como aprendemos com o Nintendo Switch original, é muito mais gostoso fazer grind no modo portátil do que no modo TV. Eu sei que você pensa igual, pode falar em voz alta.

Somando isso ao fato do custo benefício de Diablo IV já chegar em sua versão completa com um preço bem inferior ao que foi pago por jogadores de outras plataformas (somando os valores do jogo base e das expansões) torna ainda mais irresistível se aventurar por Santuário no NS2. E fique tranquilo que mesmo com o anúncio de Diablo V, ainda teremos muitas temporadas e acréscimos na narrativa já densa vista na obra. Caso queiram jogar em coop deixem o friend code de vocês nos comentários. Bora jogar!
Prós:
- Jogar Diablo IV no Nintendo Switch 2 no modo portátil é uma das melhores formas existentes para se jogar entre todas as plataformas de console;
- Poder jogar em co-op com mais um amigo no mesmo console;
- Paridade com as versões de console e PC, o que significa poder jogar em crossplay.
Contras:
- Não poder escolher entre os modos gráfico e desempenho quando se joga no modo TV é o principal ponto negativo da experiência do game no Nintendo Switch 2.
Nota
9
