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Desenvolvedora: ω-Force
Publicadora: Koei Tecmo
Gênero: Ação | Musou
Data de lançamento: 1 de outubro de 2026
Preço: R$ 229,90
Formato: Digital
Plataformas: Nintendo Switch 2, PlayStation 5, Xbox Series X|S, PC
Análise feita no Nintendo Switch 2 com cópia fornecida gentilmente pela Koei Tecmo.
Revisão: Manuela Feitosa
Dynasty Warriors celebrou, em 2025, seu aniversário de 25 anos, presenteando jogadores com o lançamento do título mais recente da série, DYNASTY WARRIORS: ORIGINS, e agora com o resgate de um dos mais aclamados (se não o mais) títulos da série. São muitos elementos que fizeram Dynasty Warriors 3 se destacar tanto, e um relançamento nos convida a conhecer a origem de uma das franquias mais consistentes da mídia de jogos digitais.
Com mais de 40 personagens jogáveis, múltiplos mapas e campanhas, modos de batalha multiplayer e sistemas de combate inovadores, a obra surge agora não remasterizada, mas refeita do zero em Unreal, com visuais atualizados mas mantendo o charme do original. E é por essa mistura que recebemos uma forma acessível de jogar o grande clássico.
De volta às origens
Embora Dynasty Warriors seja vinculado, hoje, ao gênero musou que a franquia inaugurou, seu primeiro título na verdade era um jogo de luta tradicional 1 vs. 1. Figuras históricas sendo colocadas no mano-a-mano, com sistemas de efetividade de armas frente a outras.
O gênero musou foi criado apenas com o reboot ‘Shin Sengoku Musou’ — chamado de Dynasty Warriors 2 para nós —, colocando personagens do Romance dos Três Reinos, clássico da literatura chinesa, em campos de batalha com exércitos gigantescos, fazendo-os derrotar centenas de oponentes de uma só vez.

Dynasty Warriors 3 é a expansão da fórmula e quando o gênero se consagrou de vez, sendo também o primeiro título da franquia a atingir a marca de um milhão de unidades vendidas. Em comparação com seu antecessor, os mapas se expandiram, a IA dos inimigos se tornou mais complexa (com defesa, esquivas e contra-ataques) e as possibilidades de ação em um campo de batalha se tornaram múltiplas, criando oportunidades de estratégias diferentes para um mesmo cenário.
Isso permite com que um jogador possa encontrar inúmeras formas de encontrar êxito no mesmo campo de batalha, o que aumenta em demasiado a rejogabilidade. Quando falamos dos personagens disponíveis, então, aí mesmo que conteúdo é o que não falta. Para cada dinastia, temos a presença de múltiplos personagens, chegando na marca de 40 personagens jogáveis, além das adições da DLC original, que está disponível na versão remasterizada de 2026.
Cada personagem tem uma campanha vinculada à dinastia, muito similar a campanhas de jogos de luta. Devemos passar pelos cenários, encontrando pelo caminho oponentes mais desafiadores, realizando upgrades em nossas armas e itens que aumentam nossos status e atingir uma hegemonia militar na China.

É importante salientar que a história está longe de ser a parte mais importante da experiência. Em muitos cenários, só precisamos saber qual a força antagônica, qual a posição do nosso exército (defensiva ou ofensiva) e buscar a derrocata do líder inimigo.
Não espere, contudo, que surfar pela onda de inimigos é uma possibilidade. Mesmo capitães de baixa patente podem representar um sufoco se você estiver encurralado, principalmente visto que os ataques eram mais rígidos nesses primeiros títulos, sem a possibilidade de spamar comandos.
A experiência do remaster
Muitos jogos foram lançados de Dynasty Warriors 3 para cá, incluindo os spin-offs que os jogadores da Nintendo podem ter mais costume que a saga original (como Hyrule Warriors e Fire Emblem Warriors).
Desde então, vimos skill trees, guarnições que devem ser tomadas ao longo do mapa, bosses mais complexos, etc. O remaster busca preservar ao máximo a experiência original, apresentando apenas uma opção no que tange a configuração de controles, que podem ser preservados como o original ou ajustados para um esquema moderno.

Além de acenos visuais (os modelos da Unreal se assemelham muito aos modelos de Dynasty Warriors Origins e Wo Long: Fallen Dynasty), o que temos em mãos é, de fato, a preservação de Dynasty Warriors 3 em sua glória, com suas dublagens um tanto galhofas, animações exageradas e até alguns ataques injustos.
Quando falamos de um remaster, acredito que o pacote entrega exatamente o que um bom relançamento deve fazer: um upgrade de visuais, opções de acessibilidade e a experiência original imaculada, mesmo que algumas melhorias poderiam ser feitas. A preservação aqui deve vir antes da comodidade.
Apesar da performance excelente no Switch 2 e os visuais tinindo (com uma boa TV, os modelos são impressionantes), apenas um ponto me incomoda nessa versão: os loadings são extremamente demorados. Já temos títulos o suficiente no console para entender que o problema de loading em jogos de tal escala se devem à falta de otimização, e não ao hardware em questão.
Seja no início de uma nova fase ou quando morremos e podemos voltar para auto-saves, o tempo de demora é de fato longo. Cínicos diriam que, levando em consideração que estamos falando de um título de Unreal Engine 5, esse ser o maior problema é até reconfortante, mas deixo a digressão de lado.

Ainda contando com uma versão online do multiplayer, que retorna também com opção de splitscreen local, DYNASTY WARRIORS 3: Complete Edition Remastered surge como um dos remasters mais robustos, fugindo da lista daqueles relançamentos que parecem estragar a experiência original.
Dias de luta
Apesar da minha experiência com Dynasty Warriors ser relativamente recente, encontrei grande apreço ao visitar o título onde (quase) tudo começou.
Sendo minha terceira experiência com o Romance dos Três Reinos apenas esse ano, já sinto grande apreço pelos personagens, e vê-los na gênese me faz criar ainda mais apreço pelo novo. Que venham mais 25 anos de lutas ferrenhas, personagens caricatos e dinastias fortalecidas!
Prós:
- A remasterização mantém tudo que torna o título original especial, com um upgrade visual bem detalhado;
- O conteúdo é mantido integralmente, contando também com a DLC original;
- Adição de multiplayer online torna mais acessível a experiência original.
Contras:
- Os tempos de loading são extremamente demorados no Switch 2;
- O combate original é um tanto rígido, apesar dos controles modernos permitirem uma experiência mais modernizada.
Nota
8
