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O remake de ‘The Legend of Zelda: Ocarina of Time’ gerou impressões mistas quanto aos seus gráficos e a direção de arte. Alguns alegavam que o realismo, mesmo que visualmente estilizado, não combinava com Zelda e nem com a Nintendo num geral. Outros preferiam que a direção de arte fosse em cel shading como em Breath of the Wild.
Quando tentamos entender as intenções e inspirações que levaram a escolha desta direção de arte no remake, passamos a ter uma visão crítica menos rasa. Takaya Imamura, ex-designer da Nintendo, uma vez especulou que as inspirações da nova direção de arte de OoT muito provavelmente vieram do amor de Shigeru Miyamoto pelo teatro de fantoches. E ele não poderia estar mais certo que isso.
Na série de entrevistas Ask the Developer, da Nintendo, a Diretora de Arte, Aya Shida, explica que a equipe queria usar a capacidade do Switch 2 para explorar novas expressões visuais, mas o objetivo não era se limitar ao realismo. Ela diz que queria reconstruir Hyrule de OoT de forma “densa e rica em detalhes para parecer real”, ao mesmo tempo, os personagens tinham que parecer “vibrantes e peculiares” como no jogo original.

Frases como “uma sensação de teatro de fantoches” e “o toque analógico em filmes com efeitos especiais manuais” eram frequentemente usadas no início do desenvolvimento para deixar claro o caminho que queriam seguir com a direção de arte: “teatros de fantoche e filmes com efeitos especiais manuais não são reproduções fiéis da realidade […] ainda assim, ambos são capazes de convencer que os personagens realmente existem em seus respectivos mundos de fantasia”, observa Shida.

Ainda na conversa, Shida fala sobre os tecidos hiperrealistas e detalhados dos personagens, incluindo Link. Segundo ela, a equipe fez uma pesquisa minunciosa para criar roupas mais autênticas e manter uma coerência estética. Para as crianças, por exemplo, foi pensado sobre quais materiais essas crianças poderiam tecer e usar. Eles até foram a museus e chegaran a experimentar produzir seus próprios tecidos, usando linha, para compreender melhor como seriam os materiais.
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