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Review | Legend of Mana

Agora, em 2021, no aniversário de 30 anos da série, finalmente chegou a vez de dar atenção a "ovelha negra": Legend of Mana. O game, originalmente exclusivo do primeiro playstation, agora chega para todas as plataformas incluindo o Switch.
Luiz Estrella 03/07/2021

Desenvolvedora: Square Enix, M2 Co., LTD.
Publicadora: Square Enix
Data de lançamento: 24 de Junho, 2021
Preço: R$ 159,90
Formato: Digital

Análise feita no Nintendo Switch com chave fornecida gentilmente pela Square Enix.


Não é segredo que a Square Enix tem um catálogo invejável de JRPG’s produzidos desde o Nintendinho, muitos desapareceram ao longo dos anos, sem continuações e vivendo apenas na memória de um público mais saudosista. Atualmente, vivemos a era dos relançamentos e a série “Mana” tem recebido uma necessária atenção da Square, com os remakes de Secret of Mana e Trials of Mana, acompanhado do lançamento da Collection of Mana.

Agora, em 2021, no aniversário de 30 anos da série, finalmente chegou a vez de dar atenção à “ovelha negra”: Legend of Mana. O game, originalmente exclusivo do primeiro Playstation, agora chega para plataformas atuais. incluindo o Switch. Apesar de carregar o nome da franquia e manter a essência de um action-rpg, o jogo é muito diferente, recheado de ideias novas e uma progressão nada ortodoxa.

Então como é jogar Legend of Mana 21 anos depois do seu lançamento?

Um tapa no visual


Ao começar o jogo e se deparar com a nova animação de abertura, já fica claro que a Square Enix junto da M2 investiram em necessário retoques, ainda que seja essencialmente o mesmo game. A trilha sonora conta com um novo arranjo moderno, os cenários agora estão com uma resolução muito melhor e a tela na proporção 16:9.

Me agradou bastante o tratamento que o jogo recebeu, tive receio de ser uma conversão simples como o que aconteceu com a série Final Fantasy, mas os novos backgrounds aliados a um novo arranjo da trilha sonora de Yoko Shimomura, que já era belíssima, transformam a experiência em um grande presente para os fãs. O que fica como ponto negativo é que os sprites dos personagens não foram remasterizados, fazendo com que estes tenham um destaque exagerado nos cenários.

Além de mudanças estéticas, houve o acréscimo de algumas opções, como o salvamento em qualquer momento durante a aventura e a possibilidade de desligar o encontro com inimigos, funções sempre bem vindas para evitar alguns trechos mais inconvenientes. O funcionamento geral do jogo não sofreu alterações, ainda é basicamente a mesma experiência.

Uma experiência incomum


A exploração em Legend of Mana se dá de uma maneira muito particular aos jogos da Square lançados para o primeiro playstation, cada cenário é uma imagem estática e o seu personagem caminha por essa imagem, ao chegar em alguma extremidade, passa para o próximo cenário. Os espaços então são lineares e simples de se explorar e cabe ao jogador ficar atento aos detalhes em cada tela.

Explorar ambientes dessa maneira em 2021 foi certamente nostálgico para mim, obviamente é acompanhado de algumas limitações espaciais e a ilusão de profundidade já não funciona tão bem como há anos atrás, mas existe um charme único e fantasioso nesses cenários que somados a trilha sonora, criam algo especial. A estética do jogo lembra algo como um conto de fadas, com personagens cartunescos e animalescos.

Para reforçar a sensação fantasiosa, o mundo de Legend of Mana é “construído” pelo próprio jogador. Logo no início, você seleciona uma porção de terra de um continente e ao progredir no jogo, recebe artefatos, itens que podem ser posicionados na terra e se transformam em locais novos para se explorar, trazendo vida a terra e restaurando a árvore de mana, o objetivo constante da experiência. O formato é incomum e diferencia muito o game, mas como abordarei a frente, traz alguns problemas.

Um RPG não-linear


Em Legend of Mana não existe a “quest principal” e as “quests secundárias”, pelo menos não explicitamente, todas as quests representam progresso e podem ser feitas na ordem que aparecer. A proposta busca justamente incentivar o jogador a explorar cada nova área descoberta, o jogo não dá indicações de caminhos claros a se seguir, o que você sabe é que precisa encontrar alguma quest e para isso, sai explorando áreas novas ou revisitando antigas, conversando com os NPC’s.

Completando quests, você recebe artefatos e vai preenchendo o mapa, liberando mais espaços para explorar. A progressão então pode ser completamente diferente em duas jogatinas, por que a ordem das quests influencia os artefatos liberados.

No início, pensei que isso prejudicaria consideravelmente a história, mas para ser sincero, não foi o que aconteceu. Além de algumas quests que possuem uma boa história, o jogo também tem os arcos, conjunto de quests que contam uma história, com personagens e locais recorrentes. Eu sempre ficava ansioso para reencontrar algum personagem e progredir a história deste, substituindo o caminho padrão de uma história linear. Os diálogos normalmente me cativaram, em consonância com a temática que como comentei lembra um conto de fadas. Temas mais pesados são abordados com alegorias e personagens caricatos, não chega a ser algo muito desenvolvido e profundo, mas entretém, fiquei com alguns personagens na cabeça mesmo depois de fechar o jogo.

Infelizmente, essa estrutura não linear traz alguns problemas, dada a natureza livre, o jogo não possui necessariamente uma ordem “correta” para se fazer as quests, porém, em alguns momentos, caso você não faça algo de maneira específica, pode perder algo. Isso é um incômodo principalmente para aqueles que desejam fazer 100%, logo ao começar, fui aconselhado por amigos a olhar guias na internet para não ter problemas e foi o que fiz ocasionalmente, surpreendido com algumas coisas que o jogo de fato não explica.

Combate em tempo real


O combate também é curiosamente diferenciado. Ao entrar em um cenário com inimigos, a jogabilidade de Legend of Mana se transforma em algo semelhante a um clássico “beat ‘em up”. Em tempo real, você precisa atacar os inimigos na tela com habilidades leves ou pesadas, antes que esses possam reagir e também fugir quando houver algum sinal de um ataque iminente.

A jogabilidade pode mudar bastante de acordo com a arma escolhida, você é livre para mudar de arma em qualquer momento, mas precisa adquirir as habilidades do 0 ao trocar. Normalmente usei a espada, que é minha seleção padrão em jogos de combate, mas o Arco também é uma opção interessante, favorecendo o combate a distância.

Inicialmente me diverti bastante com as lutas, principalmente as batalhas com alguns chefes com o visual particularmente caprichado, porém, ao longo da aventura, senti falta de um desafio maior ou mesmo uma exigência de estratégia. Mantive a mesma tática para o combate durante toda a experiência e raramente senti dificuldade, ainda que o jogo tenha sistema de level, equipamentos, etc, poucas vezes me vi necessitado de prestar muita atenção a estes detalhes. Para aqueles que buscam um RPG simples, não há problemas, mas para quem está atrás de algo com um pouco mais de desafio, Legend of Mana deixa a desejar.

Conclusão


Legend of Mana é um RPG simples mas muito incomum, a progressão não-linear, o combate, as histórias, em cada canto o jogo apresenta algo peculiar, e isso acaba sendo o melhor e o pior do game. As “estranhezas” o tornam uma experiência charmosa e destacada, difícil de se encontrar em outros jogos, por outro lado trás decisões estranhas que dificultam o progresso sem um guia. Para aqueles que jogaram o original e pretendem reviver alguns momentos, acredito que esse relançamento atenderá muito bem, trazendo o game fielmente mas com algumas melhorias, já para os novos jogadores, é preciso entender o contexto que o cerca e se interessar pela proposta. Me parece o tipo de experiência que pode levar a um destes dois sentimentos: ou você se apaixona pela maneira peculiar do jogo ou você simplesmente o considera um game mediano.

Prós:

• Apresentação fantasiosa e atrativa
• Progressão não-linear atende bem ao jogo
• Personagens carismáticos
• Boas melhorias para um remaster

Contras:

• Uso de um guia é quase obrigatório em trechos do jogo
• É dificil conseguir fazer tudo jogando pela primeira vez
• Combate se torna repetitivo ao longo da experiência

Nota final

7

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Amo música, arquitetura, cinema e gosto um pouquinho de jogos da Nintendo, ao ponto de ter um canal no YouTube só pra falar disso.
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Tags: square enix

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