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Review | Cult of the Lamb

Misturando elementos de gerenciamento com roguelite, Cult of the Lamb é a experiência tão esperada da colheita infeliz! Esbanjando carisma e charme, o jogador deve tomar cuidado ou também fará parte da seita.
Wendel Barbosa 27/08/2022

Desenvolvedora: Massive Monster
Publicadora: Devolver Digital
Data de lançamento: 11 de Agosto, 2022
Preço: R$ 64,95
Formato: Digital

Analise feita no Nintendo Switch com chave fornecida gentilmente pela Devolver Digital.

Revisão: Marcos Vinícius

Antes de qualquer coisa, gostaria de ser bem sincero com os leitores. Particularmente, eu não sou muito fã de Roguelike e, por tabela, sua vertente mais moderada Roguelite. Por mais aclamados que alguns títulos sejam (Hades, estou pensando em você), a menor possibilidade de perder minhas conquistas (parcial ou totalmente) me desanima um pouco. Quando analiso um jogo, no entanto, tento deixar essas paixões de lado. Skul: The Hero Slayer [leia nossa review aqui], por exemplo, é um Roguelite que, dentro de suas propostas, acredito ser um título divertido, apesar de ter alguns problemas.

Mais gerenciamento do que Roguelite

Em Cult of the Lamb a proposta de gerenciamento de uma seita aos moldes “Minha fazendinha satânica” foi o que despertou a minha curiosidade. Toda a publicidade em torno do jogo reforçava a ideia de ser um título que tem como identidade o subgênero do momento. Porém, há muito pouco disso no jogo. Os elementos são extremamente sutis: mapas procedurais; loot ao completar setores da dungeon; itens que melhoram temporariamente nossas habilidades; e por aí vai. Outros jogos fazem isso, sem necessariamente ser um Roguelite. A perda do progresso parcial ou total, no entanto, que é o principal elemento desses jogos, não está lá. 

O máximo que temos é a perda de parte do loot obtido na dungeon e a fé de nossos seguidores da seita. Nesse sentido, aquele boss derrotado, continuará derrotado. Você não terá que passar por tudo outra vez. São sistemas que prometo explicar nas próximas linhas, mas quis começar falando dessas mecânicas, porque acredito que a publicidade em cima do jogo foi um tanto quanto mal elaborada. Por não curtir o subgênero eu, por exemplo, jamais compraria Cult of the Lamb. O foco do título, no entanto, está muito mais nas viciantes mecânicas de gerenciamento do que na identidade Roguelite.

O Culto ao Cordeiro

No jogo controlamos um pequeno cordeirinho sacrificado por quatro bispos de uma Antiga Fé, para evitar o cumprimento de uma profecia e manter aprisionado um herege conhecido como Aquele Que Espera. A entidade maligna, no entanto, faz uma proposta irrecusável ao cordeirinho: sua vida de volta em troca da construção de um seita que passe a cultuar o seu nome. O poder do cordeiro é extraído de uma coroa dada a ele pela entidade. A partir daí devemos atrair cada vez mais seguidores para fazer com que o culto ao cordeiro cresça.

As melhorias possíveis na nossa seita estão ligadas às explorações às dungeons. As mesmas são geradas de maneira procedural, o que faz com que cada aventura por elas seja diferente. No jogo temos que derrotar os quatro bispos hereges, desbravando as quatro áreas, ao mesmo tempo que nos livramos de hordas de inimigos, sub-chefes e coletamos materiais úteis para as construções de nossa seita. Sempre que iniciamos uma nova run, uma arma e uma maldição (uma espécie de golpe especial) são nos dadas de forma randômica. Uma vez que completamos uma dungeon, ao revisitarmos as mesmas, os inimigos estarão mais fortes, aumentando levemente a dificuldade.

Combate simples

O esquema de combate segue uma premissa simples. Podemos golpear os inimigos, rolar para esquivar de ataques e lançar uma maldição que consome Fervor (mana). Existem poucas variações de maldições e armas. Todas as armas, por sinal, são de corte, o que exige que nos aproximemos dos inimigos para atacá-los. Basicamente, temos uma arma leve, que causa menos danos; e uma pesada, que torna nossos movimentos de ataque mais lentos, mas que causam mais danos. Essa simplicidade esmaece um pouco o brilho do jogo, tornando as dungeons repetitivas. Dessa forma, a exploração das mesmas acabam sendo impulsionadas apenas para fazer a história seguir, conseguir novos seguidores e coletar materiais para a seita.

Nas dungeons nos deparamos também com Clauneck, uma estranha criatura que nos dá duas opções de cartas de tarô que concedem habilidades temporárias extras, como aumentar o dano da arma, aumentar nosso Fervor ou nossos corações de vida. Essas habilidades, no entanto, seguem a mesma premissa da simplicidade dos combates que disse mais acima. Dessa forma, entre as opções de cartas dadas por Clauneck, as mais interessantes serão sempre as de aumento de força e de corações extras. Ainda sim, a montagem de um bom set para derrotar os chefões das áreas até os bispos hereges dependem muito da sorte. Ao completarmos uma área recebemos um loot com itens diversos como madeira, pedras, grama, ossos e dinheiro, que serão úteis ao culto. E é exatamente o setor de gerenciamento que faz Cult of the Lamb brilhar.

Minha seitazinha

Logo de início montamos um Templo para pregar sermões e realizar rituais. Junto a ele criamos também um Santuário que transforma a oração dos seguidores em Inspiração para desbloquear novas construções como camas, sanitários, estátuas de oferendas, decorações, depósito de madeiras, minérios e por aí vai. Toda área de nosso culto pode ser personalizada, assim como vemos em jogos como Stardew Valley e Animal Crossing. Dentro de nosso acampamento, que acolhe o culto, temos que nos preocupar com a fé de nossos seguidores. Os membros da seita sentem fome, adoecem, morrem e tudo influencia positiva ou negativamente na fé depositada pelos mesmos aos sacramentos do Cordeiro. É importante dizer que as Dungeons só são desbloqueadas de acordo com a quantidade de seguidores que possuímos.

As pregações no Templo impactam diretamente na dinâmica do culto e nos poderes do Cordeiro, que podem ser aprimorados através de uma árvore de habilidades, que nos permite melhorar nossos ataques, vida, maldições entre outros, de forma permanente. Essa árvore de habilidades é liberada toda vez que a barra de adoração chega ao máximo, ao final de um sermão. Quanto mais seguidores temos, mais rápido essa barra se enche. Quando todas as habilidades forem desbloqueadas, ganharemos um coração extra (azul) a cada final de sermão.

Nas primeiras horas de jogos temos que definir também nossas doutrinas. Uma nova doutrina pode ser decretada toda vez que coletamos três Fragmentos de Doutrina nas dungeons para montar uma Pedra da Lei. Elas se dividem em cinco áreas (Pós-vida; Trabalho e Adoração; Possessões; Lei e Ordem; e Sustento) e temos sempre duas possibilidades de escolha a seguir: uma mais tirânica e outra mais leve (ou menos pesada). Dependendo de nossas escolhas, novos rituais, comandos, aspectos e construções são desbloqueados. 

Os rituais possuem papel importante no gerenciamento do culto e, como dito, estão atrelados às doutrinas que decretamos. Alguns podem melhorar a fé dos seguidores, outros retiram a sua necessidade de comer, trazem algum seguidor morto à vida, aceleram a produção da colheita etc. Por fim, temos os poderes da Coroa e da lã. Novos poderes podem ser adicionados à coroa do Cordeiro quando coletamos o Coração de um Bispo herege derrotado. Juntando quatro pedaços de talismã, podemos desbloquear novas lãs (manto) para o Cordeiro que nos concedem habilidades especiais. Ao todo temos quatro poderes de coroa e cinco opções de lã (mais a principal) para desbloquear.  

Visual cartunesco e problemas de performance

A identidade visual de Cult of the Lamb é muito bonita. Parece um Paper Mario desenhado a mão, só que menos colorido. Todos os personagens e NPCs que encontramos em nossa jornada são figuras carismáticas. O Cordeiro e todos os seguidores, em especial, são extremamente fofos. A ironia de ter criaturas fofinhas dentro de um culto satânico é bizarramente deliciosa. Sem mencionar a analogia de um cordeiro ser o pastor do rebanho formado em nome do “Tinhoso”. As melodias acompanham a fofura de todo resto, casando muito bem com a proposta do título.

Diferente das versões do PC e demais consoles, no Nintendo Switch, o jogo roda a 30 fps. Ele conta com muitos engasgos, principalmente, quando um novo ciclo de dia se inicia ou quando fechamos uma área da dungeon. Apesar de eu ter presenciado pouquíssimos problemas durante a minha experiência, a comunidade constantemente vêm reclamado do jogo fechar de forma abrupta, de quedas de framerate, muitos travamentos e até mesmo a impossibilidade de seguir a exploração pela dungeon porque, simplesmente, não dava para passar para a área seguinte. Salvo tudo isso, a versão do Switch veio com um problema na localização para o nosso idioma, que só foi arrumada nessa semana. 

Interessante e divertido

Cult of the Lamb funcionaria perfeitamente se fosse somente um jogo focado no gerenciamento ao culto, sem a exploração das dungeons. Devemos nos preocupar com todos os aspectos da seita: ouvir os pedidos dos seguidores, adornar o local para deixá-los mais felizes, colocá-los para orar, trabalhar, dormir, presenteá-los, enterrar os mortos, prender os revoltosos para doutriná-los, cuidar de uma colheita, limpar etc. E tudo isso – acreditem – é extremamente viciante. Salvo a doutrinação dos fiéis, o título te dá algumas possibilidades de escapismo muito interessantes, como pescar e um viciante joguinho de dados chamado “Bugalha”. Para quem espera algo na pegada de Hades, talvez a dificuldade acessível e a suavização da identidade Roguelite seja um problema. Mas, particularmente, acredito que o joguinho seja um dos mais interessantes e divertidos títulos do ano.

Prós:

  • Visual cartunesco belíssimo;
  • Mecânicas de gerenciamento;
  • Poucos elementos Roguelite.

Contras:

  • Problemas de performance;
  • Combates simples;
  • Exploração de Dungeons subaproveitadas.

Nota Final:

8

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Wendel Barbosa
Professor de História e entusiasta de joguinhos eletrônicos desde 1984.
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