[Review] The Forbidden Arts

Desenvolvedora: Stingbot Games
Publicadora: Stingbot Games
Gênero: Plataforma, Ação
Data de lançamento: 07 de agosto, 2019
Preço na eShop: US $14.99
Formato: Digital

The Forbidden Arts é um jogo de plataforma e ação que mescla elementos de RPG e exploração puxando um pouco para o estilo metroidvania. O jogo possui cenários 3D, mas com uma visão lateral em sua gameplay na maior parte do tempo, o que achei uma escolha o tanto quanto estranha por parte da equipe de desenvolvimento.

 O jogo não é aquilo que você irá fisgar o olho quando estiver procurando por um jogo de plataforma para matar o tempo. Não é só por causa do preço cobrado, mas parece que tudo nele é genérico do início ao fim, mesmo a key art do jogo.

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História

Sua história gira em torno de Phoenix, um guerreiro que busca aprender os mistérios da piromancia. Por isso, Phoenix viaja por vários reinos em busca de conhecimento para dominar seus poderes de fogo. The Forbidden Arts se passa em um ambiente medieval e fantasia, o que combina um enredo de certa forma. Mas o problema aqui é a falta de esforço para criar algo mais original e interessante.

Você não perderá nada se decidir ignorar a trama por trás do jogo e simplesmente partir para a jogatina. A história de The Forbidden Arts posso definir ser fanficada e previsível demais.

Gameplay

Acredito que, o que torna um jogo de plataforma bom é o quão bom seu level designer é. Se você acertar o básico neste gênero, o jogo pode ser bom e desafiador o suficiente mesmo se o jogo tenha uma história rasa de mais – um exemplo disso são os jogos 2D de Super Mario Bros.

Em The Forbidden Arts, acredito que usar a jogabilidade em rolagem lateral foi uma escolha péssima. As plataformas ficam localizadas em lugares muito aleatórios, e há lugares onde o uso do pulo duplo torna-se inútil, já que você pode tomar outro caminho que o levará mas rápido e mais fácil ao lugar desejado. Quando dei início ao jogo, logo fui jogado em uma área aberta totalmente em 3D, apesar dos gráficos simples demais, já imaginava que isto seria a melhor escolha para se jogar The Forbidden Arts em vez de um plataforma 2D, mas aquilo nada mais era que um lugar para você selecionar o caminho desejado. Para a exploração, o uso de um mundo aberto 3D seria o ideal para este título.

No inicio, o personagem principal usa duas adagas e precisa derrotar os inimigos espalhados pelas fases ao mesmo tempo que precisa encontrar tesouros e saltar através de “obstáculos”. O maior problema aqui são os controles do personagem, seus golpes são muito imprecisos, ainda mais quando tem que enfrentar inimigos com vantagem no ar – ataca-los acaba tornando uma tarefa bem mais difícil.

O personagem que você controla obviamente não fica limitado ao uso das adagas. Ele aprende novas habilidades à medida que você derrota os chefes. Phoenix é especialista no uso de fogo, então você precisará reabastecer a mana através de tochas que você encontra ao longo do caminho. Tornar o uso das magias limitados ao uso da mana é um dos elementos de RPG encontrados no jogo, e certamente um mecânica interessante.

Você terá cinco mundos com múltiplas fases para desbravar e explorar, seis chefes espalhados entre esses mundos, com cerca de 12 horas de gameplay. Sim, o jogo pode ser concluído em menos de 1 dia.

Gráficos

Eu não reclamaria dos gráficos de The Forbidden Arts se ele fosse um jogo de sexta geração. Não é por ele ser feito por uma desenvolvedora indie e que devo entender que o orçamento não era o suficiente para algo mais caprichado, mas o jogo tem visuais de qualidade baixas demais. Me parece mais um jogo experimental de engine do que algo que realmente estariam empenhados a fazer. Tudo nele é genérico demais, e ser uma desenvolvedora indie não é desculpa de que não pode entregar algo de qualidade superior aos jogadores.

Conclusão

The Forbidden Arts tem muitos defeitos e escolhas infelizes por parte das mecânicas oferecidas. Os controles dificultam mais na derrota do inimigo do que a dificuldade que inimigo em si foi empenhado a fazer. Seus gráficos são básicos demais, e o level design é fraquíssimo, e a história nem se fala. Para não dizer ser todo ruim, ao menos as batalhas contra os chefes são um dos poucos pontos altos do jogo. Se tem 15 dólares sobrando em sua carteira na eShop, recomendo gasta-los com algo melhor.

 

Avaliação: 4

Jogo avaliado no Nintendo Switch com o código fornecido gentilmente pela Stingbot Games

1 – Melhor vomitar do que jogar isso
3 – Vai fazer outra coisa.
5 – Só jogue se você for MUITO fã mesmo…
6 – Jogo legal pra se distrair.
8 – jogo bom, vale bem seu tempo e dinheiro!
9 – Jogo excelente que vai deixar uma marca em você!
10- Agulha no palheiro! Todo gamer precisa jogar essa gema maravilhosa!

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