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Review | KILL IT WITH FIRE! 2

Matheus De Brito 07/05/2026
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Matheus De Brito
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Desenhista vagabundo. Gosto de acompanha coisas da Nintendo e outros videogames. Amante de podcast e animes
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Desenvolvedora: Casey Donnellan Games LLC
Publicadora: tinyBuild
Gênero: Tiro em primeira pessoa | Simulação
Data de lançamento: 7 de maio, 2026
Preço: R$ 77,99
Formato: Digital
Plataformas: Nintendo Switch

Análise feita no Nintendo Switch com cópia fornecida gentilmente pela tinyBuild.

Revisão: Lucas Barreto, Manuela Feitosa

 Em outras análises de jogos, lembro de comentar que gosto de descobrir novas experiências, explorar um título que não conhecia e descobrir algo legal.

Quando me foi oferecido a chave para a imprensa de KILL IT WITH FIRE! 2, eu achei a premissa bem interessante: um boomer shooter onde lutamos contra aranhas, com um visual que me lembra muito os jogos cooperativos que estão bastante na moda, como Peak. O meu único impeditivo, no entanto, era a falta de experiência com FPS por eu sentir enjoo ao jogá-los, mas fui convencido a pegá-lo e, no fim, muitas expectativas que criei deram lugar a elementos diferentes.

 Neste jogo nós fazemos parte de uma equipe de extermínio de aranhas e somos contratados para acabar com infestações em várias dimensões. Com isso em mene, não confrontamos apenas aracnídeos pequenos que conhecemos na vida real, mas também de outras dimensões com tamanhos e habilidades diferentes. 

 Começamos no que parece ser a nossa casa, mas que na verdade é parte de uma loja de departamento, e logo somos transportados para uma nave que parece abandonada e à deriva no espaço, que nos contrata para acabar com a infestação interdimensional. 

Sabor boomer shooter

 KILL IT WITH FIRE! 2 segue um formato engraçado, como citei anteriormente. Apesar de ser um boomer shooter contra aranhas, só fui ter uma experiência do tipo bem no finalzinho da campanha. O gênero é conhecido por ser FPS com gameplay frenética, o mais famoso do tipo sendo DOOM, que, inclusive, a arte de capa do jogo até faz uma paródia legal.

 Tendo iniciado a experiência do jogo achando que seria composto por várias seções de combate diferentes, o jogo apresentou, na verdade, outra proposta. Aqui, vasculhamos salas, abrindo gavetas, portas de armários, tirando coisas do lugar para tentar achar aranhas, ou fazemos objetivos variados, resolvendo quebra-cabeças simples para liberar acesso a novas salas e áreas.

  Com o que eu já escrevi, dou a entender que é um jogo sem combate até chegar mais para o final. Mas não se trata de algo simples assim: existe ação ao encontrar as aranhas (que na maior parte do tempo são de tamanho normal), e temos que matá-las com armas variadas: desde um rolo de jornal ou com uma prancheta até armas de fogo, armas laser ou lança-chamas.

 Imagino que todos já perderam uma aranha ou algum inseto de vista ao tentar matar, e esse inseto desaparece de vista apenas para minutos depois se materializar carregando horror e desespero. Nesse momento, fica a sensação de alerta para encontrar o animal, e essa sensação é uma das que mais tive ao jogar.

Matar uma aranha usando uma pistola não é algo muito fácil por ser um bicho muito pequeno que corre bastante (ou por eu ser ruim de mira), e muitas vezes elas se escondem e apenas reaparecem em outro lugar. Aproveitando que estou falando da dificuldade de atingir as aranhas, algo que tive problema foi de visualizá-las: a maioria é preta em um jogo com muitos cenários escuros, e é fácil perdê-las, com exceção das aranhas maiores de outra dimensão que são coloridas ou gigantes.

Acessível, mas não para todos

No começo da review eu citei que sinto enjoo com jogos em primeira pessoa, mas mesmo assim peguei o jogo com o pensamento de que atualmente vários jogos do estilo tem configurações de acessibilidade. KILL IT WITH FIRE! 2 tem algumas configurações para deixar o jogo mais acessível, e para pessoas como eu achei bem simplório, mas pelo menos não foi como jogar jogos antigos que com 15 minutos já me sentia como se tivesse passado por um brinquedo de parque de diversão e quisesse vomitar o almoço. 

Mas, para quem tem aracnofobia, achei uma seleção de opções bem completa, podendo fazer as aranhas parecerem apenas umas bolas, mudando o som delas e tirando os efeitos sonoros para assustar. Eu testei só um pouco para ver como era e imagino que para quem tem a fobia o jogo deve melhorar bastante, principalmente já que algumas aranhas ao fugir grudam no capacete do nosso personagem. Na primeira vez que aconteceu comigo eu tomei um susto, então fico imaginando para quem tem fobia.

Outra forma de acessibilidade que acharia legal que tivesse era de ter função de daltonismo ou para destacar aranhas e alvos, visto a dificuldade em visualizar alvos pequenos.

Um multiverso de loucuras sem sentido

Anteriormente citei que o objetivo era combater uma infestação de aranhas por várias dimensões. No total são 7: uma mansão abandonada, com o visual mais normal para se ter uma infestação junto da loja de departamento; uma simulação em ambiente virtual; uma cidade que gnomos gigantes e aranhas são cidadãos, onde nos questionamos se somos de fato o mocinho; um cenário de velho oeste e uma dimensão infernal — as duas últimas sendo as mais divertidas, além de serem acessíveis apenas mais para o final do jogo. 

A escolha das ordens das fases foi um dos grandes pontos para a falta de ritmo. A fase de simulação virtual, por exemplo, parecia um cenário de tutorial e para treino, apesar de ser uma das últimas.

 KILL IT WITH FIRE! 2 tem opção para se jogar online cooperativo e versus, mas como joguei antes do lançamento não pude testar. Imagino que deve ser bem mais divertido jogar com amigos conversando do que sozinho, principalmente as primeiras partes do jogo que é só uma caçada a aranhas, uma atividade bem monótona.

  Esse foi um jogo que eu realmente queria ter gostado, mas com um sistema de acessibilidade que não funcionou direito para mim e um ritmo de gameplay estranho, é com certeza um jogo que teria largado se não fosse pela review.    

Prós:

  • Boas opções de acessibilidade para quem tem aracnofobia.
  • Proposta inusitada para o gênero é um ótimo convite para experimentá-lo.

Contras:

  • Poucas opções visuais e para quem sente enjoo com jogos em primeira pessoa;
  • Falta de ritmo nas fases.

Nota

5,5

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