[Retroboy] The House of The Dead 1, 2 & 3

Curiosidades:

  • Os chefes da série tem seus nomes tirados de cartas de tarot.
  • No esboço original do jogo, Sophie seria a vilã e os inimigos seriam fantasmas.
  • Existem muitas coisas similares ao primeiro jogo de Resident Evil como o ano de produção, ano que o jogo se passa e ambientação.
  • O Criador da série, Takashi Oda, disse em uma entrevista que se inspirou no filme Se7en para atmosfera do primeiro jogo.
  •  Em uma entrevista para Sega Saturn Magazine feita em 97′, o diretor Takashi Oda disse que medicou atores para eles melhorarem as atuações de zumbis.
  • O nome da serie não aparece nos jogos crossovers da SEGA como Sonic and Sega All Stars Racing. No lugar do nome aparece “Curien Mansion”, isso se deve a faixa etária dos jogos

Recentemente soube que a Forever Entertainment junto com a SEGA estão fazendo um remake dos dois primeiros jogos da serie e, como eles são meus favoritos, decidi falar um pouco sobre essa serie que eu particularmente adoro.

Quando comprei meu Sega Saturn, eu realmente não esperava por um jogo de rail shooter com zumbis, na verdade esse jogo me causou um grande impacto da primeira vez que eu o testei. Logo na introdução, o jogo já apresenta um clima sombrio e com pessoas mortas em meio a uma grande tragédia. Tudo o que eu queria com o meu Sega Saturn era um jogo do Sonic que nunca chegou a existir, em vez disso o jogo que mais me manteve entretido era um jogo de zumbis que era possível concluir em menos de 30 minutos.

Os jogos

A historia do jogo segue agentes de uma agencia governamental americana conhecida como MAS lidando com criaturas de engenharia biológica. Os acontecimentos do primeiro jogo são conhecidos como o “incidente da Mansão Curien ” e são mencionados nos outros jogos da serie com exceção de The House of The Dead: Overkill, que se passa anos antes. Todos possuem a mesma jogabilidade sempre mantendo alterações mínimas, mas nunca mudando a essência.

Pessoalmente eu prefiro The House of The Dead 1 e 2, mas não por nostalgia, e sim pelo sistema de caminhos e sobreviventes. No decorrer das fases apareceram pessoas precisando serem resgatadas dos zumbis, e quando salvas eles podem dar vida e também alterar o caminho – e essa mudança de caminho sempre fica algo natural, seja ela por salvar alguém ou outro motivo como deixar algum zumbi vivo e ir atrás dele/ou achar uma chave de portão. Os caminhos tem tamanhos variados, então é possível fazer uma rota bem curta se conseguir fazer tudo direito, isso deixa o jogo menos cansativo e previsível – coisa que infelizmente não esta presente no terceiro jogo da serie. Em The House of The Dead 3 é possível ganhar vida salvando o seu parceiro, mas caso você falhe, vai perder uma vida (como acontecia nos jogos anteriores quando algum civil era atingido por um tiro).

Gráficos

Infelizmente os modelos e texturas do primeiro jogo envelheceram mal e ficam bugados no PC, mas ainda sim ele merece elogios pelos detalhes presentes nos modelos e animações. Os inimigos tem reações diferentes dependendo de onde tomam o tiro e ainda tem partes destrutivas, esses detalhes são incríveis para época assim como os objetos do cenário que podem ser destruídos para tentar achar vida e bônus.

Vendo hoje percebi como foi bem pensado esse sistema de animação e destruição dependendo da área de tiro que até muda a forma do inimigo atacar – até por que ele não poderia te aranhar sem os braços. Esse tipo de coisa deixa o jogo mais rico em detalhes, fora que é muito divertido explodir a cabeça e ver um dos olhos voando. Este estilo se manteve nos seus sucessores, e com um detalhe bem interessante em The House of The Dead 3 que é a possibilidade de abrir um buraco na barrica dos zumbis obesos sem mata-los.

Alguns chefes e inimigos são bem marcantes, além de possuírem ótimas animações de combate e morte. Boa parte disso se deve ao uso de captura de movimento, coisa incomum para os jogos da época. O primeiro chefe de The House of The Dead 1 possui um armadura que é destruída no meio do combate fazendo que ele fique em carne viva, sendo possível deixá-lo só como esqueleto. Eu junto de um amigo sempre tentávamos fazer isso mesmo que fosse mais fácil ficar atirando no mesmo lugar até a batalha acabar.

Jogabilidade

A jogabilidade é a mais simples possível: apenas mire e atire enquanto o personagem se movimenta sozinho. Embora The House of The Dead não tenha sido o primeiro jogo neste estilo rail shooter,  ele mostrou a evolução na direção certa. Quando os jogos 3D começaram a surgir, eles eram graficamente superior aos 2D, no entanto eram mais lentos. Em comparação aos jogos mais antigos, o Time Crisis era rápido e frenético, alem de possuir um sistema de cobertura. Time Crisis foi lançado um ano antes do primeiro The House of The Dead, mas a falta de cobertura não é um demérito. É como dizem: “a melhor defesa é um bom ataque”. Pensando nisso, implementaram a possibilidade de atirar em projeteis para destruí-los e assim evitar o dano. Com o multiplayer isso se torna ainda mais interessante já que com a tela dividida em cooperativo pode fazer os dois jogadores se tornarem intocáveis.

Controles

Um outro ponto que pode diferenciar muito na jogabilidade são os controles. A série que é originaria dos Arcade com uma pistola embutida claramente seria necessário ter outras opções para se adequar aos consoles de mesa não possui a arma como periférico adicional. Embora o Sega Saturn tenha ganhado uma pistola especificamente para o jogo, ainda era possível joga-lo com o controle convencional, apesar da experiência não ser a mesma.

Os controles do Sega Saturn tem um grande defeito no direcional digital. Eles são como um mini direcional analógico, e quando a pequena alavanca quebra e a parte de cima com as setas caem, só é possível jogar usando a ponta quebrada caso você não tenha algum controle reserva. Mas fora isso o problema no The House of Dead era que a mira era mais lenta e com uma precisão péssima na hora de mirar, bem como as setas do teclado quando jogado no PC. Em teoria o melhor controle seria o mouse, ele é preciso e rápido, além de substituir bem a pistola dos arcades. Mas acho que dele ser muito preciso, acaba facilitando muito em alguns pontos como chefes que tem um certo padrão, além da mira fixa deixar bem mais fácil. Por isso, acho que o melhor seria algum tipo de “arma” como a original ou algo como o pointer do Wii.

Alem dos jogos clássicos, a série possui um spin-off chamando The Typing of The Dead. Nele ao invés de atirar, o objetivo é digitar as palavras na tela para poder atingir os inimigos . Estes jogos são iguais aos originais só que com essa mudança na jogabilidade. Vale mencionar que no primeiro desses spin-offs, que representam o segundo jogo da serie, foram trocadas as armas nos personagem e adicionados teclados e uma mochila gigante nas costas –  ficou parecendo algum tipo de censura de animes do inicio dos anos 2000 nos EUA.

O pior filme baseado em videogames

Sempre que falamos de filmes baseados em videogames, sempre lembramos do traumático Super Mario bros., ou de adaptações ruins como Street Fitgher e Mortal Kombat (o Primeiro do Mortal Kombat é até aceitável) . Embora o filme do Mario tenha ganhado a fama como o pior entre os filmes de videogames, eu acho que isso se deve ao desconhecimento de outros dois: Double Dragon e House of Dead.

Por pior que os outros filmes possam ser eles ainda tem os personagens iconicos presentes nesses jogos, mas em House of Dead nem isso eles fizeram. O filme não se passa na Mansão Curien ou na Itália, mas sim em uma ilha com uma casa no centro com zumbis que acham que são o Homem-Aranha. Estes zumbis pulam pra se locomover, embora exista isso no jogo, eles são alguns dentre os muitos que os jogos possuem. No filme nem um dos que sai pulando por ai são parecidos com os dos jogos.

O único problema do filme não é a falta de fidelidade ao material original, ele parece ter sido escrito e dirigido por algum adolescentes que ama Matrix. O filme não deixa passar uma oportunidade de fazer um tiro em câmera lenta ou alguma cena com câmera rotativa em volta de um personagem parado no ar na tentativa de causar algum impacto pra cenas de ação muito toscas.

E para finalizar, o filme parece gostar de jogar na cara da pessoa que eles conhecem o jogo pois durante as cenas de ação eles ficam passando péssimos vídeos de gameplay que lembram muito aqueles vídeos antigos presente no Youtube onde a pessoa gravava a própria TV. Eles literalmente gravaram telas enquanto jogavam e colocavam no meio das cenas, aquilo era simplesmente patético.

Conclusão

Não falei muito sobre os jogos de forma separada pelo fato de serem muito parecidos, com poucas diferenças. Mas deixo como recomendação The House of The Dead 2 por achar que é o melhor da trilogia por ter só acrescentado coisas em relação ao primeiro título. O jogo possui mais fases, caminhos, chefes e missões. Aconselho jogar a versão de Wii, que vem junto com o terceiro. Infelizmente o primeiro jogo para PC não se encontra completo na internet, então aconselho jogar a versão de arcade em um emulador, ela possui gráficos melhores e a trilha sonora com maior qualidade de som em relação as versões de consoles caseiros.

A série ainda possui um quarto jogo, mas não citei por não ter jogado, embora eu já tenha visto o arcade do The House of the Dead 4 eu ão tive a oportunidade de jogá-lo na época por estar em uma área restrita . A desculpa para isso era os controles em forma de armas “realistas”.

Na geração passada foi lançado o quinto jogo da serie para Wii e PS3, o The House of The Dead: Overkill, chegando mais tarde no PC. Mesmo eu gostando muito dele decidi deixar de fora por acha-lo muito novo para este quadro, mas também recomendo joga-lo no Wii ou PS3 por causa dos controles de movimento do  Wii Remote e PS Move. No PC, ele é vendido na Steam como The Typing of the Dead: Overkill que esta repleto de humor negro nas frases a serem digitadas mas ele também possui um modo “House of Dead”.

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