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Revisão: Davi Sousa
No inicio dos anos 2000, com a chegada da nova geração de videogames, a Nintendo trazia seu mais novo console: o GameCube, o sucessor do Nintendo 64. Com isso, qualquer fã da marca estaria esperando o próximo jogo do “encanador ítalo-americano e bigodudo” favorito do mundo, mas, para a surpresa de todos, quem apareceu foi o seu irmão, com seu jogo próprio: Luigi’s Mansion.
Atualmente, é certo dizer que a franquia Luigi’s Mansion é um grande sucesso, considerando que o terceiro jogo, no Switch, tem mais de 14 milhões de cópias vendidas. Porém, em 2001 tratava-se de uma aposta: um jogo focado no Luigi, que não era um jogo de plataforma ou esporte, e sim uma aventura de comedy horror. Ainda por cima, um lançamento de console, que normalmente é destaque para aventuras tradicionais do Mario.
Who you gonna call?

Luigi’s Mansion começa com uma curta cutscene do nosso bigodudo caminhando por uma floresta assustadora, olhando para um mapa que mostra o caminho para uma mansão que o rapaz ganhou.
Porém, ao chegar, dá para ver que o lugar precisa de reformas, e o pior: está infestada de fantasmas. Ao andar pelo imóvel, Luigi conhece o professor E.Gadd, um cientista louco, baixinho, com apenas um tufo de cabelo, um dente na boca e óculos fundo de garrafa, caçando os fantasmas com uma mochila aspiradora semelhante às do filme Caça-Fantasmas.
Como o professor não consegue ter forças contra os fantasmas, ele alista Luigi para a caçada, mas só há um problema com isso: ao contrário do seu irmão Mario, Luigi é medroso, e tem medo de fantasmas.

No laboratório do professor, Luigi explica por que está naquele lugar assustador: além de ter ganho a mansão, ele está à procura do irmão, que sumiu no local. Assim, E.Gadd aproveita que não tem força para capturar fantasmas e que Luigi precisa entrar na mansão para achar seu irmão, e dá ao protagonista o Poltergust 3000, a mochila aspiradora de fantasmas que mencionei anteriormente, e a Game Boy Horror, semelhante a um Game Boy Color normal, só que com funções de comunicação e câmera para o Luigi.
Residet Evil diferente esse
A progressão da história em Luigi’s Mansion segue um sentido que não é completamente linear que achei bastante interessante. De início, imaginei que seria só explorar os lugares até achar o Mario, mas existem vários objetos ligados ao encanador espalhados pela mansão, como o boné, um sapato e a luva, e ao levá-los para uma cartomante que vive dentro de um dos cômodos, ela nos auxilia falando o que aconteceu, como o Mario foi capturado, o porque de, além de fantasmas, ter Boos na mansão, e outros mistérios.

Diferentemente de aventuras tradicionais da franquia Mario, que são fases de plataforma que vão do ponto A ao B, ou como nos jogos 3D, que têm vários objetivos em uma fase, em Luigi’s Mansion não existe uma transição de fases e mundos. O jogo se passa todo em um único local: uma mansão com térreo, primeiro e segundo andar, porão e o telhado.
Para ter acesso a cada cômodo, temos que achar chaves para abrir as portas, e essas chaves ficam sempre na posse de algum fantasma ou grupo de fantasmas, fazendo um loop de gameplay bem interessante de chegar a uma sala, capturar todos os fantasmas, pegar a chave, ir para a sala seguinte ou um outro cômodo em outro andar e capturar mais fantasmas.
De início, pode parecer algo muito repetitivo: Luigi joga uma luz no rosto do fantasma e suga com o aspirador enquanto o fantasma tenta fugir. Porém, a cada sala, aparecem novos tipos de fantasmas e ambientes diferentes, fazendo com que cada captura seja algo único. Vou dar o exemplo de uma das salas, que tinha 4 fantasmas. Dois jogavam casca de banana no chão para escorregar e os outros dois só ficavam vulneráveis se eu usasse a função de assoprar do aspirador com um gelo para congelar o fantasma.

Além das assombrações comuns pela residência, também tem os espíritos únicos, com nomes que servem com chefes. Estes têm batalhas mais elaboradas, com um período de tempo específico em que ficam vulneráveis, e alguns até transportando o Luigi para uma espécie de dimensão fantasmagórica.
Fantasmas do passado assombrando o presente
Um ponto negativo que tive na minha jogatina foi a briga com os controles. O jogo segue o padrão de mira invertida com o Poltergust 3000, como em muitos jogos antigos, e não tem como mudar essa configuração. Por isso, muitas vezes na hora de aspirar algo que estava em cima, eu apontava para o chão, e vice-versa, mas depois lembrei que no aplicativo de GameCube no Nintendo Switch 2 tem a função de customizar os controles. Assim, o problema foi solucionado, então aproveito para dar essa dica para quem quiser jogar.

Algo que realmente me deixou triste foram as caçadas aos Boos, que ficam escondidos em objetos como móveis. Quando Luigi interage, eles aparecem e fazem algum trocadilho com seus nomes, mas aparece tão rápido que às vezes não dá tempo de ler e entender.
Mais legal que trem fantasma de parque de diversão
Uma das coisas que eu sempre me pegava fazendo enquanto jogava era ficar cantarolando junto do jogo e do Luigi. Além de ter a trilha sonora, o nosso encanador fica cantarolando para espantar o medo do escuro e dos fantasmas. Todas as músicas são muito boas, mas a música tema do professor E.Gadd é a minha favorita. Sempre que ele ligava para passar alguma informação, lá estava eu, cantarolando.
Antes de jogar Luigi’s Mansion, eu só tive experiência com a sua sequência de 3DS, a qual só fui conseguir terminar no remaster para Switch alguns anos atrás. Fiquei com um pé atras com a franquia, mas agora, ao terminar esse clássico do GameCube, me vejo procurando jogar o terceiro jogo e esperando que tenha o anúncio de um quarto. Com certeza virei um fã da serie.
