[Review] Lair of the Clockwork God

[Review] Lair of the Clockwork God

03/09/2020 0 Por Thomas Mertens

Desenvolvedora:  Size Five Games
Publicadora: Ant Workshop
Gênero: Plataforma, Aventura
Data de lançamento: 04 de Setembro, 2020
Preço: US$ 19,99
Formato: Digital

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Lair of the Clockwork God é um jogo que mistura adventure games com plataforma conseguindo um resultado inesperado e excelente. Com elementos dos clássicos jogos point and click e outros dos jogos de plataforma, controlamos Ben e Dan através de um apocalipse numa tentativa hilária de salvar o mundo.

Vou logo me desculpando pelo tamanho do post, mas realmente acho que ele vale a pena.

Estamos falando de um jogo indie que chega ao Switch, herdando personagens de outros jogos: Ben There, Dan That! e Time Gentlemen, Please!, desconhecidos para mim até a redação desta matéria. Portanto, jogar os anteriores não é nem de longe necessário para aproveitar Lair of the Clockwork God, mas talvez adicione uma camada extra de diversão.

A História

Lair of the Clockwork God é realmente conduzido pela história, por mais absurda que ela seja. Para resumir, Ben e Dan estão numa missão de recuperar arquivos e ensinar as emoções humanas para um computador que protegia a humanidade há milênios, mas que perdeu sua memória de alguma forma. Ao mesmo tempo está acontecendo um apocalipse lá fora, com direito a invasão alienígena e desastres naturais, então eles precisam correr.

Para isso, o computador prepara simulações de situações que incentivam determinadas emoções aos protagonistas. Elas são recheadas principalmente de puzzles com soluções mirabolantes muito além do que uma máquina poderia pensar. É definitivamente cativante, e não se torna cansativo, muito pelo contrário. Os diálogos são incríveis, mas falaremos disso depois.

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Jogabilidade

É bem difícil definir a jogabilidade desse jogo. Ao mesmo tempo que temos objetos interativos, combinar itens que coletamos para criar novos e um menu de opções para QUALQUER ação que o Ben possa fazer, temos também fases de plataforma, onde coletamos “objetos que fazem ‘ding'” (equivalente as moedas do Mario ou anéis do Sonic), pulando na cabeça de inimigos ou atirando neles com uma arma gigante.

Por partes: nós controlamos 2 personagens diferentes, podemos alternar entre eles. Ben é o aventureiro, que é basicamente um personagem de jogos point and click (só não temos um mouse, mas todas as mecânicas dele foram transferidas para os controles). Para agir, ficamos em frete a algo, abrimos o menu, e escolhemos a interação que queremos: falar, olhar, usar um item, etc. Ah, e ele anda MUITO devagar, não sabe pular, e qualquer queda o mataria pois seu corpo não foi feito para ação. Mas ere é responsável por fazer os upgrades para seu sidekick.

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Por outro lado, Dan é o plataformer, ele pula, agarra na parede, atira, mata monstros, carrega caixas e sabe correr. Mas não pode interagir com nada que não seja um objeto brilhante flutuando no cenário. Ele é responsável por todas as partes de ação do jogo, e carrega o Ben nas costas literalmente. O interessante é que o jogo é pensado de forma que eles ajam juntos, como uma dupla, sempre complementando um ao outro.

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Gráficos e Sons

Vou ser rápido aqui: Os gráficos de Lair of the Clockwork God são agradáveis, pixel arts bem feitas, tanto para os personagens quanto para os cenários. As animações não deixam a desejar e eu não percebi nenhum problema nelas. A trilha sonora é bastante ampla pois temos vários cenários diferentes, mas elas encaixam muito bem, agregando e muito na ambientação e imersão. Não temos vozes, os diálogos são balbuciados, murmurados. Confesso que senti falta deles, mas nada demais.

Mas isso é uma salada de frutas, funciona mesmo?

Por mais incrível que pareça, sim! Eu sou um grande fã de jogos point and click, então fiquei empolgado, mas não conseguia ver como diabos daria pra juntar esse jogo com plataforma, e ainda por cima no joystick. Mas parabéns aos responsáveis pois ficou excelente.

Parte do sucesso se deve a narrativa e diálogos. Não é um jogo pra crianças, inclusive é Mature Rated (18+ aqui no Brasil), isso permite alguns tipos de temas trazidos de forma irônica e cômica. Os dois personagens são idiotas, cheios de si, e bem babacas, especialmente o Ben. A falta de escrúpulos cria sempre uma atmosfera de expectativa pois literalmente qualquer coisa pode – e vai – acontecer, desde burlar o sistema de reencarnação até roubar uma loja de armas de jeito mais improvável possível.

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Conclusão

Lair of the Clockwork God é uma excelente aventura que vale totalmente o tempo investido. Não é uma coisa ou outra que faz o jogo bom, é o conjunto da obra que é muito bem trabalhado, chegando num resultado super divertido, desafiador e criativo.

Como de costume, existe uma crítica que infelizmente abaixou a nota do jogo. Desempenho. Muitas vezes o jogo engasga, e temos uma queda brusca de fps sem razão aparente. alguns bugs de interação com o cenário existem também, quando algo que você interage simplesmente ignora sua ação e continua lá parado, te forçando a resetar o jogo. Isso atrapalhava muitas vezes a experiência.

Claro, eu sou um fã do gênero, mas mesmo assim acho que é bom mesmo pra quem não gosta muito. É um jogo indie inovador, então pelo menos dar a chance eu recomendo. Não é um jogo rápido de ser zerado, pois os puzzles exigem muita experimentação , diálogos, coleta de informações e as vezes chutes aleatórios, o que consome tempo, é claro. Isso não é algo ruim, afinal, desafios que você resolve em 2 minutos não são desafios de verdade.

Avaliação: 8,5 / 10

Jogo avaliado por cópia gentilmente fornecida pela Size Five Games.

1 – Melhor vomitar do que jogar isso.
2 – Só se você quiser muito mesmo testar o jogo.
3 – Vai fazer outra coisa.
4 – Dá pra jogar no banheiro ou esperando o dentista.
5 – Só jogue se você for MUITO fã mesmo…
6 – Jogo legal pra se divertir e se distrair.
7 – Jogo divertido, mas não é nenhuma obra de arte.
8 – Jogo bom, vale bem seu tempo e dinheiro!
9 – Jogo excelente que vai deixar uma marca em você!
10 – Jogo obrigatório!