Review | Forward to the Sky

Review | Forward to the Sky

25/02/2021 0 Por Paulo Cézar

Desenvolvedora: Animu Game
Publicadora: Cosen
Data de lançamento: 25 de fevereiro, 2021
Preço: $ 48,99
Formato: Digital

*Análise feita com chave fornecida gentilmente pela Cosen*




Forward to the Sky é um jogo de ação e aventura estilo arcade que segundo seus desenvolvedores ele pode ser descrito como Zelda-like, devido um foco maior na resolução de quebra-cabeças mas sem se afastar demais de seus elementos de ação e aventura.

Com uma curiosa história por trás de seu desenvolvimento, Forward to the Sky é um pequeno jogo taiwanês lançado originalmente na Steam em 2015, que teve seu financiamento feito majoritariamente por um dos desenvolvedores. Porém em determinado momento foi aberta uma campanha no site de financiamento coletivo Indiegogo com o intuito de arrecadar fundos para a parte visual do jogo, mas infelizmente a campanha não obteve muito sucesso, arrecadando cerca de 50% de sua meta de 3,000 dólares. Curiosamente, quase mais de 6 anos após seu lançamento original, este obscuro jogo recebeu uma versão para o Nintendo Switch, que é a versão que dissertaremos sobre nesta análise.

Conhecendo Foward to the Sky



Tanto a premissa quanto a história de Forward to the Sky são bem simplórias. No jogo, você controla uma princesa que está em busca de uma bruxa, a qual está no topo de uma torre, que era conhecida por fornecer cristais; porém, após determinado tempo os cristais desapareceram da torre, e naturalmente a bruxa foi tida como culpada pelo repentino desaparecimento dos cristais. Baseado nesses eventos a história de Forward to the Sky se desenrola, apesar de ser uma história extremamente simples, ao menos ela funcional dentro do universo do jogo.


  A partir daí, o jogador é apresentado ao seu gameplay, e como supracitado, Forward to the Sky tem um foco em resolução de quebra-cabeças e na coleta de cristais que você encontrará ao decorrer das fases da torre. Apesar de ser o objetivo principal do jogo, os quebra-cabeças não são particularmente criativos ou interessantes, quando não são confusos eles apenas não são divertidos – !agora some isso aos controles incrivelmente “travados” e ao combate igualmente simples, a jogabilidade geral de Foward to the Sky não agrada, porém o jogo ainda possui alguns modos extras que o salva de ser um completo fiasco.

Talvez haja algo que agrade


Honestamente, os modos extras em Forward to the Sky são mais divertidos que a campanha principal. O modo Tower Line é basicamente um endless runner, ou seja, você tem que desvirar de obstáculos até perder todas suas vidas; aparentemente a geração das fases desse modo é totalmente procedural, ou seja, existe uma grande possibilidade de você encontrar os mesmos obstáculos na mesma ordem em uma mesma fase, tornando esse modo totalmente repetitivo. Já o Monster Wave possui um nome autoexplicativo, você irá lutar contra inúmeras hordas de monstros até suas vidas acabarem. No geral estes modos apresenta boas ideias, porém eles herdam os problemas nos controles que eu já disse antes, que são no mínimo ruins.


O estilo visual de Forward to the Sky também não chama muita atenção, a maioria das fases da torre possuem uma estética de ruínas, algumas possuem algum indentidade visual, mas sem se destacar muito. Mas o que mais se destaca neste quesito são os designs dos personagens, que aparecem nas pouquíssimas cutscenes que o jogo possui.

Já em relação a parte sonora do jogo, a trilha sonora de Forward to the Sky é bastante calma, e complementa bem a atmosfera do jogo. Neste caso, não há muito o que falar aqui.

Um jogo cheio de problemas, apesar das boas ideias


Por fim, Foward to the Sky é um jogo com uma série de boas ideias apresentadas mas que são má executadas. A maioria dos problemas do jogo são justificados pela escala do projeto, o próprio lançamento do jogo no Nintendo Switch já é um surpresa, porém a experiência geral não é nada excepcional. Ainda, o preço de quase 50 dólares não é nada convidativo mesmo para você que talvez queira se arriscar nesta experiência.

Prós:

  • Estilo de arte dos personagens agradáveis, principalmente nas cutscenes
  • Modos extras mais interessante que a campanha

Contras:

• Controles não funcionam
• Quebra-cabeças não surpreendem
•Falta de polimento geral

4