Review | Crash Bandicoot 4: It’s About Time

Review | Crash Bandicoot 4: It’s About Time

17/03/2021 0 Por Paulo Cézar

Desenvolvedora: Toys For Bob
Publicadora: Activision
Data de lançamento: 12 de março de 2021
Preço: R$ 199,00
Formato: Digital e físico

Análise feita com chave fornecida gentilmente pela Activision


Nos anos recentes, diversas franquias de jogos vem recebendo reboots, remasters e remakes de seus títulos consagrados, e isso não foi diferente com Crash Bandicoot, que por sua vez, ganhou relançamento dos jogos originais do PlayStation 1 com a coletânea Crash Bandicoot N. Sane Trilogy, além de um remake de Crash Team Racing, o seu amando jogo de kart que nasceu para rivalizar com Mario Kart. Apesar de serem ótimas conversões dos clássicos para as plataformas modernas, muitos fãs ainda esperavam por uma aventura completamente inédita do marsupial, que felizmente foi concretizada em 2020 com o lançamento de Crash Bandicoot 4: It’s About Time.

Já em 2021, para a surpresa de quase ninguém, Crash Bandicoot 4: It’s About Time ganhou versão para o Nintendo Switch e as plataformas da nova geração. A versão do Nintendo Switch, pode dizer ser uma das melhores conversões de jogos para o híbrido até então, embora esse é apenas um dos tópicos que serão abordados nesta análise.

It’s about time!



Crash Bandicoot 4: It’s About Time é uma sequência da história da trilogia original que se desenrola após os Doutores Neo Cortex e Nefarious Tropy fugirem de sua prisão no passado abrindo uma fenda no espaço-tempo. Cabe então a Crash e sua irmã Coco encontrar as Máscaras Quânticas, que só apareceriam caso houvessem uma perturbação no espaço-tempo. Em suma, a história de Crash Bandicoot 4 pode ser dizer confusa, porém deve agradar muitos os fãs de longa data, já que a premissa de viagens no tempo permite o retorno de antigos conhecidos do universo de Crash Bandicoot.

A história de It’s About Time é basicamente um plano de fundo para seu gameplay e suas fases, ambos apresentando grande diversidade, locais diferentes em épocas diferentes são alguns dos fatores que trazem diversidade para a construção de mundo do jogo. Algumas fases possuem mecânicas únicas, mas apesar disso, o jogabilidade em si é o básico do jogo, além de ainda ser majoritariamente derivada da trilogia original. Em outras palavras, It’s About Time continua sendo um desafiante platafomer 3D com seções 2D, mas introduzindo novas ideias e melhorias na qualidade de vida geral do jogo, como por exemplo o que o jogo chama de “sombras aprimoradas”.

Novas mecânicas, embora mal elaboradas


 

Crash Bandicoot, como naturalmente uma sequência deve ser, apresenta novas mecânicas, porém todas são relativamente decepcionantes de um ponto de vista geral. Ao decorrer do jogo você terá acesso as tais ‘Máscaras Quânticas’ que terão impactos diferentes na gameplay do jogo; seja ativar ou desativar plataformas, permitir saltos mais longos entre outros – esta ultima apesar de ser uma mecânica que traz diversidade ao jogo, a mesma atrapalha o senso de progressão do mesmo. Por exemplo, ao decorrer das fases de um mundo o jogador se acostuma e aprender a jogar de determinada forma com certa Máscara, porém após de terminar determinado mundo essa Máscara será muito pouco ou nada utilizada, ou seja, boa parte do conhecimento e habilidade que o jogador desenvolveu durante certa etapa do jogo é parcialmente desperdiçado no próximo mundo, assim atrapalhando o senso de progressão do jogador.

Além disso, as seções em que o jogador é forçado a usar uma espécie “hoverboard” também se destacam negativamente pelos seus controles imprecisos. Todavia, Crash Bandicoot 4 compensa tudo tendo um bom gameplay, embora de algumas vezes ser frustrante. Em geral,  suas maiores qualidades estão no seu material de origem, e não nas novidades apresentadas, o que pode ser um pouco decepcionante para aqueles que esperaram por uma nova experiência com uma sequência vindo depois de muito tempo.

It’s About Time é visualmente agradável no Switch


A parte visual de Crash Bandicoot 4 no Nintendo Switch é absolutamente competente. Apesar dos sacrifícios visuais já esperados devido sua limitação de hardware, It’s About Time continua sendo visualmente impressionante. Todos personagens do jogo são absurdamente expressivos, e as animações “cartoonizadas” combinam perfeitamente com o humor e mundo propostos pelo jogo.

Cada fase possui sua identidade visual única, com temas e visuais diversos. Apesa de tecnicamente ser versão de Crash Bandicoot 4 mais informações de todas, It’s About Time no Nintendo Switch é mais que competente.

Um bom retorno à franquia, desafiador, mas que faltou polimento em certos pontos


Crash Bandicoot 4: It’s About Time é um bom retorno à fórmula original da série, e que foi convertida de forma satisfatória no Nintendo Switch fazendo-o ser uma opção válida àqueles que estão na dúvida sobre onde irão jogá-lo.

Apesar de ter um ótimo polimento visual, seu level design não teve tanto polimento quanto este. O jogo continua sendo desafiante igual seus antecessores, porém terminá-lo não deve ser um grande problema. O real desafio aqui deve ser completar o jogo, principalmente por causa da grande quantidade de conteúdo extra incluído nele.

Prós:

• Ótimo polimento visual.
• Diversidade de cenários e gameplay.

Contras:

• Senso de progressão prejudicado.
• Controles eventualmente imprecisos.

8