Review | Godstrike

Review | Godstrike

23/04/2021 0 Por Paulo Cézar

Desenvolvedora: OverPowered Team
Publicadora: Freedom! Games
Data de lançamento: 15 de abril de 2021
Preço: R$ 76,99
Formato: Digital

Análise feita com chave fornecida gentilmente pela Freedom! Games.

O gênero “bullet hell” é consideravelmente diverso, mas não por possuir muitos jogos, e sim por ser um elemento presente em diversos jogos, desde de inúmeros shoot’em up’s, jogos de plataforma como Cuphead e até RPG’s como Undertale. Porém, a quantidade de jogos com o foco apenas nas próprias mecânicas de um bullet hell é relativamente menor. Godstrike, neste caso, é um desses poucos títulos, que é o assunto desta análise.

Tempo é dinheiro vida

 
Além de ser um bullet hell, Godstrike também pode ser classificado como um jogo do gênero “boss rush” — ou seja, um jogo que o foco principal é derrotar um chefe atrás do outro.

Godstrike possuiu dez deles, no qual cada um tem um tempo específico para ser derrotado. No entanto,  diferentemente da maioria dos jogos tradicionais, ele não possuiu uma barra de vida propriamente dita, mas sim o próprio tempo pode ser considerado sua vida. Neste caso a cada dano sofrido, o jogador sacrifica alguns segundos, o que torna ainda mais importante a mecânica de tempo do jogo, já que caso o personagem controlado pelo jogador zere seu tempo ele será morto com qualquer dano.

Pessoalmente creio que essa mecânica seja interessante, porém não exatamente neste gênero. Em Godstrike é virtualmente impossível derrotar um inimigo sendo atingindo mais que duas ou três vezes, pois após seu tempo terminar você terá que ser perfeito em todas as ondas de tiros do inimigo, que possuem três barras de vida cada um. E ao zerar cada uma delas seus padrões de tiros são modificados, o que aumenta ainda mais a dificuldade do jogo, o que pode afastar alguns. Porém, existe um modo fácil, que reduz a quantidade de tempo perdida ao ser atingido.

Isso pode ser desagradável, mas podemos ver também como uma camada extra de desafio. Existem muitos vídeos de “zerando tal jogo sem tomar dano”, e até nos antigos jogos de luta, quando ganhávamos sem perder nada de vida recebíamos aquele “PERFECT” que nos deixava super orgulhosos.

Bullets, a lot of them


Agora que já sabemos sobre mecânicas únicas de Godstrike podemos falar sobre as nuanças de sua jogabilidade e seus modos. O jogo oferece dois tipos diferentes de upgrade e os chama de “Códice Arcano” e “Códice Oculto” (Arcane Codex e Occult Codex), a diferença essencial é que no primeiro os upgrades possuem um poder maior, mas eles custam um período de tempo que será subtraído ao iniciar a fase, já os do segundo apenas apresentam um benefício sem quaisquer penalidades, cada um desses “Códices” possuem vinte upgrades únicos, sendo que quatro podem ser equipados em cada um, totalizando oito simultâneos.

Agora sobre os modos de jogo:

  • Modo Arena – você tem todos os upgrades liberados, e pode escolher qualquer uma das dez fases únicas do jogo;
  • Modo História – lute em uma ordem específica através das dez fases únicas e receberá um upgrade de cada tipo após finalizar cada uma dela, como sua recompensa (use bem, você vai precisar);
  • Desafio Diário – Escolha uma fase e receba upgrades aleatórios. Só pode ser acessada uma vez por dia;
  • Modo Desafio, que funciona exatamente como o modo Desafio Diário, só que sem um limite e com um sistema de “Seeds” – códigos que contém em si a informação do desafio que você está enfrentando, ou seja você pode compartilhar seus desafios com outros jogadores e vice versa. Além disso, o jogo conta com um sistema de ranking para os Desafios Diários e para as lutas conta os chefes.

Em suma isso é tudo que o jogo oferece, 10 fases com inimigos únicos que se repetem em TODOS seus modos que possuem diferenças mínimas se comparados uns aos outros.

Conclusão

Godstrike é um jogo com boas ideias, porém talvez não para seu gênero, a mecânica de tempo apresentada não traz nada além de frustração, já que independente de você não ter sido acertado ou não quando o cronômetro for zerado você morrerá com qualquer dano. Talvez em outros gêneros ela se encaixe melhor, mas definitivamente não neste. Seus visuais apresentam um estilo com cores únicas, sem texturas sobre os objetos, o que ajuda a destacar os padrões de tiros dos inimigos, sua trilha sonora não é exatamente marcante ou especial, porém é funcional, assim como seus controles.

Prós:

  • Visuais bem feitos e polidos
  • Diversidade de upgrades

Contras:

  • Mecânicas frustrantes e mal pensadas
  • Falta de conteúdo geral

Nota final

6,5