Review | Macrotis: A Mother’s Journey

Review | Macrotis: A Mother’s Journey

15/07/2021 0 Por andrebarrozojr

Desenvolvedora: Proud Dinosaurs
Publicadora: eastasiasoft
Data de lançamento: 15 de Julho, 2021
Preço: R$59,99
Formato: Digital

Análise feita no Nintendo Switch com chave fornecida gentilmente pela eastasiasoft.

Foi um dia muito feliz para a mamãe Bilbly. Em sua cultura, dar a luz nos primeiros instantes de uma chuva de verão é um sinal de boa sorte, porém não foi o que aconteceu. Em poucos instantes, o que era um aguaceiro, deu lugar a uma violenta tempestade. Como acabara de dar a luz, a mãe não teria condições de sair às pressas do local, dando início a uma corrida para retirar toda a água, com o intuito de que tudo não fosse alagado. Os esforços acabaram sendo em vão, e a matriarca da família e seus filhotes foram jogados para fora de sua casa. Após certa luta, a reunião da família durou pouco pois um galho caiu, separando-os, levando-a até as profundezas subterrâneas.

Que perigos ela vai enfrentar em sua jornada? Você está disposto a ajudar essa valente senhora a rever seus amados filhotes? O que será que o subterrâneo reserva para nossa protgonista? Então vem comigo conhecer mais um pouco sobre Macrotis: A Mother’s Journey.

Super Mãe ao Resgate

Para resgatar seus filhotes nossa heroína não medirá esforços, por isso, ela tem a sua disposição um leque de habilidades considerável. O gameplay se baseia em superar quebra cabeças em uma perspectiva de progressão lateral 2D, possuindo uma direção de arte levemente similar aos jogos da série Trine. A princípio, as habilidades serão apenas físicas, como pular, roer cipós e andar com cuidado, porém, com a evolução no gameplay, chega a ser possível até usar uma projeção astral. Calma, sei que parece absurdo em um primeiro momento, mas caso eu dê muitos detalhes posso estragar momentos bacanas da narrativa, então deixe para descobrir jogando.

Os cenários são muito bonitos, passando bem a atmosfera claustrofóbica do como seria o interior de uma área de floresta, com muitas raízes, rochas e bolsões d’água aqui e acolá. Apesar de muito colorido, a paleta de cores sempre é puxada para tons escuros, o que dá um contraste interessante quando elementos luminosos são exibidos.

Sua jornada se divide em 4 capítulos, que possuem uma transição bem suave entre si. Você só sabe que progrediu realmente na narrativa quando é iniciada uma nova cinematic, que é apresentada logo que você supera um puzzle mais longo e de dificuldade um pouco mais acentuada em relação aos anteriores. Caso tenha curiosidade sobre o quão avançado está, ainda é possível visualizar os capítulos pelos quais já passou na opção Extra no menu inicial, junto dos coletáveis adquiridos até então. Pera, coletáveis? Isso ai, e são bem fáceis de serem encontrados, meio que você tromba com eles. Caso você os faça vai ficar mais por dentro sobre o universo do jogo.

Um dos aspectos que me chamou muito a atenção foi a dificuldade gradual e acessível. A pessoa que vos fala possui zero habilidades em jogos de puzzle, porém como o jogo pega muito o jogador pela mão, ele se torna uma jogatina bem agradável para novatos. Caso você seja traumatizado por ter jogado Braid, pode ir sem medo em Macrotis.

Poderia ser melhor? Poderia!

Porém, nem tudo são flores. Por mais que a jornada da pequena Bilby seja cativante, alguns problemas técnicos se tornam muito perceptíveis ao se jogar no modo portátil. Não são raras as vezes em que é possível notar uma queda no framerate em ações simples, como andar e pular, como um pequeno slowdown quando a conexão de internet falha em jogos online. O erro não é persistente a ponto do jogo rodar a 15fps a todo momento, mas fatalmente ocorrerá cedo ou tarde.

Alguns puzzles envolvem não apenas raciocínio lógico, mas também rapidez e assertividade ao atravessar o cenário, ações que são extremamente prejudicadas por comandos que não respondem de forma satisfatória, fazendo com que esse algo incômodo aos mais atentos.

Vou dar um exemplo aqui para ficar mais claro: existem trechos onde é necessário subir por cipós. Até aí zero novidades, só que em Macrotis o personagem não adere sozinho ao cipó como em outros títulos, é necessário um comando de agarrar. Agora imagina que mesmo pressionando o comando o seu personagem simplesmente não realiza a ação de agarrar? É bem por aí.

Caso você prefira jogar sempre no modo portátil ou seja um dono do modelo Lite, considere adquirir outros títulos de proposta semelhante (Trine, Out of Line, World Splitter, FEZ). Ou adquira Macrotis em alguma grande promoção com um corte bem generoso no seu preço, o que é uma pena, já que o jogo possui uma proposta bacana, mas que esbarra em questões técnicas que estão longe de poderem passar desapercebidas.

Prós

  • Puzzles Acessíveis

Contras

  • Desempenho no modo portátil
  • Elementos da tela pequenos no modo portátil

Nota Final

5

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