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Review | The Legend of Zelda: Echoes of Wisdom

Patrick Pinheiro 03/10/2024

Desenvolvedora: GREZZO
Publicadora: Nintendo
Gênero: Ação e Aventura
Data de lançamento: 26 de setembro, 2024
Preço: R$ 299,00
Formato: Digital/Físico

Análise feita no Nintendo Switch com cópia fornecida gentilmente pela Nintendo.

Revisão: Lucas Barreto

Nos últimos anos, a franquia The Legend of Zelda passou por transformações significativas, afastando-se de muitos elementos que outrora definiram sua identidade. Com Breath of the Wild, a série desbravou novos caminhos, abandonando as dungeons tradicionais e a progressão linear em favor de um mundo aberto vasto e desafiador. Para alguns, essa mudança representou uma evolução necessária. Para outros, o afastamento das convenções clássicas deixou saudades. Onde ficaram os templos intricados, os itens colecionáveis que gradualmente desbloqueavam novos desafios, e o sentimento de descoberta dentro de um design mais contido e calculado?

É nesse cenário que The Legend of Zelda: Echoes of Wisdom chega ao palco, tendo sido desenvolvido pela Grezzo — o estúdio que carrega nas costas o legado dos remakes de Ocarina of Time, Majora’s Mask e Link’s Awakening. E se há algo que a Grezzo aprendeu ao longo dos anos é uma compreensão profunda do que faz um Zelda ser um Zelda. Com esse histórico, a expectativa é alta. Será que eles conseguiriam resgatar a essência que tantos fãs veteranos adoram, sem deixar de lado a inovação?

Aqui, o que vemos não é apenas um retorno às raízes, mas uma síntese cuidadosa entre o novo e o tradicional. Echoes of Wisdom parece entender o coração da franquia e, ao mesmo tempo, procura mantê-la relevante para os tempos modernos.

Ecos de uma história lendária

Há muito tempo que série se desfez do estereótipo da “donzela em perigo”. A Princesa Zelda, que nos primeiros jogos desempenhava o papel de vítima a ser resgatada, evoluiu ao longo dos anos para uma figura ativa e fundamental na história. No entanto, ela nunca foi a protagonista principal. Em Echoes of Wisdom, a reencarnação da deusa Hylia finalmente assume esse papel, entregando uma experiência com uma história envolvente e muitas maneiras criativas de resolver problemas, como se cada situação fosse um quebra-cabeça.

A trama não foge do esperado para a série: o reino está em perigo e precisa ser salvo. A história começa com a clássica tentativa de resgate da princesa, mas o jogo logo subverte essa expectativa, com Link assumindo o papel de prisioneiro e Zelda se tornando uma fugitiva. A princesa encontra Tri, uma entidade misteriosa que lhe concede o poder de memorizar e criar cópias de monstros e objetos para resolver quebra-cabeças e enfrentar inimigos.

Esse poder desempenha um papel crucial na história, pois a nossa heroína precisa dominar a nova habilidade para salvar Link e impedir o colapso do reino. A dinâmica entre Zelda e Tri é interessante, pois Tri não é apenas um aliado, mas também uma fonte de conselhos e mecânicas que moldam a jogabilidade.

Embora a história siga uma linha um pouco mais linear em comparação aos títulos mais recentes, ela compensa com uma construção de mundo rica em detalhes e narrativa envolvente, inclusive com reviravoltas inesperadas. As interações da protagonista com Hyrule e seus habitantes são genuínas e bem trabalhadas, reforçando seu papel como uma verdadeira líder, algo que já começamos a explorar em Tears of the Kingdom, mas que aqui ganha uma profundidade maior.

Falando em interações, vale a pena mencionar o excelente trabalho de localização para o Português Brasileiro nas falas e nomes dos personagens. The Legend Zelda sempre teve uma pitada de humor inocente e comédia um pouco pastelão, ver esse elemento clássico (e maravilhoso) da franquia em nosso idioma é algo impagável.

A sabedoria nos quebra-cabeças

A jogabilidade brilha por sua simplicidade criativa. A habilidade de copiar inimigos não só incentiva o jogador a se aventurar pelos mapas em busca de novos monstros e itens, como também cria um dever de colecionismo que lembra um pouco Pokémon ─ o combate ser basicamente uma rinha de monstros reforça ainda mais esse sentimento. Cada Eco funciona de forma única e pode servir para diferentes finalidades, como se fossem itens em um inventário dos jogos clássicos.

A curiosidade do jogador é constantemente recompensada por essa estrutura. Um exemplo disso é que há monstros poderosos que só podem ser encontrados em certas cavernas, inclusive no início da aventura. Nesse sentido, a exploração acaba sendo mais recompensadora que em jogos maiores como Breath of the Wild, já que desbravar cada canto do mapa levará o jogador a recompensas mais duradouras que minérios ou armas quebráveis. É uma forma diferente de voltar aos itens tradicionais dos jogos clássicos.

E por falar em tradição, as masmorras estão de volta! Finalmente temos um Zelda com dungeons de verdade, repletas de mapas intrincados, baús escondidos e salas conectadas que exigem um bom raciocínio para serem superadas. Cada masmorra conta com uma ambientação única, e apesar de os quebra-cabeças serem simples em sua essência, eles desafiam o jogador a pensar em múltiplas soluções, aproveitando ao máximo a mecânica de ecos.

Uma novidade em questão de level design é a adição do Mundo Inerte ─ uma realidade alternativa, onde pedaços do mundo foram engolidos pelas fendas e agora flutuam no vazio. Neste mundo o jogador terá que elaborar diferentes estratégias para conseguir ter êxito, pois além de estar recheado de monstros, o piso é todo separado em pequenos pedaços de terra. Embora pareça assustador, explorar o que está dentro das fendas é uma das partes mais divertidas da aventura.

Outro grande destaque é a tenda de sucos e poções. Similar ao sistema de culinária de Breath of the Wild, porém bem mais simples, é possível misturar dois ingredientes para criar bebidas que oferecem uma variedade de benefícios. Os sucos podem curar corações, recuperar energia de combate e até mesmo reduzir dano, permitindo que Zelda enfrente inimigos mais desafiadores com confiança.

Além disso, há a opção de preparar poções que oferecem proteção contra efeitos elementais, um recurso valioso em ambientes traiçoeiros. Essa mecânica é mais uma forma de incentivar a exploração, já que os jogadores precisam coletar ingredientes ao longo do caminho para criar suas misturas mágicas.

Uma obra esculpida à mão

Se há algo que Echoes of Wisdom acerta em cheio, é na sua direção de arte. O jogo segue o estilo visual de Link’s Awakening, com uma estética em diorama que faz parecer que tudo no mundo foi esculpido à mão. Cada vila, cada casa, cada ambiente: cada detalhe é incrivelmente detalhado, e a sensação de que tudo é único e artesanal é inegável.

A trilha sonora é outro ponto alto. Ela não só complementa o visual do jogo, como também evoca uma sensação de nostalgia e alegria. A cada nova área explorada, uma nova música toca, e cada uma delas parece ter sido cuidadosamente escolhida para tocar as emoções certas no jogador. São músicas que aquecem o coração, e a felicidade que elas trazem é algo raro de se ver.

Os gráficos, embora sejam simples, são encantadores. Entretanto, o mesmo não pode ser dito sobre o desempenho e a otimização do game em diversos momentos. É totalmente compreensível que o Switch possui um hardware mais fraco que os demais videogames da atualidade, e que por isso é esperado que algunes jogos sofram para rodar no console, mas as constantes quedas de quadros por segundo em certos cenários é algo perceptível e pode quebrar a imersão com o jogo.

Tradição e inovação em perfeita harmonia

Echoes of Wisdom é mais que um novo título na franquia; é um renascimento da série em vários aspectos. A jogabilidade inovadora, a inclusão de Zelda como protagonista e o retorno às dungeons mostram que a fórmula tradicional ainda tem muito a oferecer. Junto a isso, a liberdade que o jogador tem para resolver os problemas de maneiras diversas, seja invocando monstros, explorando cavernas ou simplesmente pensando fora da caixa, faz com que cada momento do jogo seja único para cada um que joga.

Há, claro, pequenos inconvenientes. A incapacidade de favoritar ecos é um problema que pode frustrar, principalmente nas fases mais avançadas, quando o jogador tem uma vasta coleção de monstros e objetos copiados. Mas, no grande esquema das coisas, isso é apenas um detalhe menor em um jogo que entrega muito mais do que se esperava.

No final das contas, The Legend of Zelda: Echoes of Wisdom é uma celebração de tudo que torna Zelda especial, enquanto ainda encontra espaço para inovar. É uma jornada que nenhum fã da série vai querer perder. Embora de forma objetiva eu reconheça que o ritmo inicial possa afastar alguns jogadores, a experiência geral é tão impactante e memorável na segunda metade da história que esse ponto negativo acaba sendo perdoável. A narrativa bem contada e a volta das dungeons tradicionais foram fatores que solidificaram minha apreciação por este título, fazendo dele uma obra-prima no universo de Zelda.

Prós

  • As masmorras estão de volta com sua estrutura tradicional e quebra-cabeças criativos;
  • Mecânica de copiar inimigos e objetos;
  • Liberdade na resolução de quebra-cabeças;
  • Trilha sonora memorável;
  • A estética artesanal faz com que cada ambiente pareça esculpido à mão;
  • Localização em Português.

Contras

  • Problemas de desempenho e otimização em diversos momentos podem prejudicar a imersão com o jogo;
  • A impossibilidade de favoritar ecos pode tornar a mecânica de invocação menos intuitiva, especialmente em fases mais avançadas, quando o jogador acumula muitos monstros;
  • Ritmo lento e linear na primeira metade da história;

Nota

9,5

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Gosta de falar sobre videojogos, é fã de Zelda e está constantemente correndo para zerar o seu backlog. Cria conteúdo sobre games para a internet e escreve para o NintendoBoy desde 2021
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