Desenvolvedora:
Publicadora:
Lançamento:
Preço:
Formato:
Gênero:
Plataformas:
Tozai Games, Irem
ININ Games
01 de julho, 2025
R$ 126,99
Digital
Shoot ‘em up | Coletânea
Nintendo Switch, PlayStation 5, PlayStation 4, Xbox Series X|S, Xbox One
Desenvolvedora: Tozai Games, Irem
Publicadora: ININ Games
Gênero: Shoot ‘em up | Coletânea
Data de lançamento: 01 de julho, 2025
Preço: R$ 126,99
Formato: Digital
Plataformas: Nintendo Switch, PlayStation 5, PlayStation 4, Xbox Series X|S, Xbox One
Análise feita no Nintendo Switch com cópia fornecida gentilmente pela ININ Games.
Revisão: Davi Dumont Farace
A ININ games traz para o Nintendo Switch a IREM Collection 3, tendo o trabalho de porte dos jogados ficando a cargo da TOZAI Games. Apresentando aos jogadores títulos desconhecidos do grande público, a seleção de jogos terá sucesso em chamar a atenção dos jogadores ou será apenas mais uma entre tantas a aportar da plataforma?
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Mr. Heli (Battle Chopper)
Imagina você olhar a capa de um jogo de um helicóptero com pernas e chegar uma pessoa do seu lado apontar pro jogo e mandar um “Cara, esse jogo é bom pra caral%#?”. Doido, né? Pois essa é minha mais sincera reação ao jogar MR. Heli. Uma das coisas que mais amo das coletâneas da IREM é que normalmente eu não faço ideia do que irei jogar, pois em sua grande maioria são jogos oriundos dos arcades e/ou foram lançados apenas no Japão.

Às vezes a surpresa causa uma grande estranheza, mas na maior parte do tempo eu me surpreendo com a inventividade que os desenvolvedores das antigas tinham em operar jogabilidade e gráficos muito interessantes em hardwares infinitamente mais limitados dos que os que temos hoje em dia. Claro que a massificação de certos estilos de jogo é mais culpa do cenário socioeconômico da indústria de jogos do que um de uma pretensa “falta de criatividade” dos desenvolvedores. Mas voltemos ao jogo (e chega de bla bla bla).

Mr. Heli é um simpático helicóptero que pode se mover em todas as direções, respeitando as duas dimensões claro. Uma vez que o jogador avança na tela, não é possível retornar, obrigando-o a seguir sempre em frente. Os inimigos também tem uma grande mobilidade, assim como nosso pequeno herói, o que te obriga a estar sempre atento ao perigo. O tiro principal só atinge os adversários em linha reta, mas calma, o que vem de baixo e de cima também pode ser nocauteado usando o que seria a costumeira “bomba” em outros shumps.

Ainda falando sobre a “bomba”, ela se comporta de forma diferente dependendo em qual terreno e em qual direção o direcional é pressionado. Só de acionada, ela tem o comportamento padrão de subir verticalmente, atingindo os inimigos acima do personagem. Se você está no chão (lembra que Mr. Heli tem pés?!) e aperta o direcional para baixo, o pequeno helicóptero solta pequenas bombas. Elas servem tanto para dar dano nos inimigos quanto para quebrar pequenos blocos.

Ao quebrá-los, o jogador pode encontrar tanto os cristais que servem como a unidade monetária do jogo quanto power-ups que devem ser comprados, sem dinheiro, sem poderzinho para você. Juntar uma boa quantidade de cristais é fundamental para avançar no jogo, pois o seu ritmo é bem insano e qualquer vantagem a mais significa uma chance maior de se avançar no jogo.

As fases se dividem em dois segmentos distintos. No primeiro deles, o jogador deve atravessar a fase até alcançar um subchefe. Ao derrotá-lo, Mr. Heli ganha acesso à uma câmara no subsolo. Os desenvolvedores foram muito felizes ao retratar esse cenário em baixo da terra, pois assim que o jogador chega, ele está todo escuro, sendo preciso ter que utilizar o disparo principal como iluminação para se guiar até a sala onde está o chefe principal da fase.

A coletânea possui 3 versões do game. A versão ocidental e japonesa dos arcades é a versão do game para PC Engine. As versões de arcade são o cão chupando manga, porém são as mais bonitas e com melhor desempenho do jogo. Já o port para PC Engine possui um nível de dificuldade menor, mas em compensação, possui gráficos um pouco mais inferiores, mas ainda bonitos. Fica a cargo de você escolher a que melhor lhe convém.
Mystic Riders
Junte-se a Mark e Zeal em uma aventura recheada de magia, onde seus adversários são criaturas bizarras de um mundo onde as tartarugas, polvos e todos os exemplares da vida marinha existente na Terra cansaram de ser pacíficos. Originalmente lançado em 1992 para arcades, tanto no Japão quanto nos EUA.

A jogabilidade segue um sistema de nível de poder, sendo necessário coletar pequenas cápsulas com poderes elementais para o seu nível de poder se elevar durante a fase. Uma funcionalidade peculiar na movimentação dos personagens é a possibilidade de usar um rodopio para ricochetear projéteis inimigos e para evitar a morte certa.

As fases apresentam inimigos únicos e com um comportamento bastante complexo, exigindo que o jogador use seus reflexos ao máximo, tanto para conferir dando quanto para desviar quando for necessário. Outro fato interessante é a amplitude vertical do cenário, característica que não é muito comum em jogos deste estilo, fazendo uso do hardware mais parrudo dos arcades em comparação com os consoles domésticos da época.

Para aqueles que estiverem sentindo um pequeno déjà vu ao olhar Mystic Riders, saiba que ele foi lançado no ano seguinte ao debut de uma certa bruxinha de cabelo channel rosa que ficou muito famosa no mundo dos games (e que tem muitos jogos analisados no NBoy). Entendedores entenderam…
Dragon Breed
Se você procura algo mais visceral, com uma pegada adulta e que daria um ótimo rótulo de catuaba se os seus personagens fossem adaptados a esse estilo gráfico de representação, pode ser que Dragon Breed seja a escolha perfeita para se divertir. O jogo também recebeu versões para consoles da época, mas a coletânea contempla apenas a versão de arcade, que comumente é a melhor experiência possível, ainda mais que não vai ser preciso gastar todo seu patrimônio em fichas.

O jogo possui uma narrativa dramática, que provavelmente só vinha descrita no manual do jogo na versão de consoles, onde o jovem rei Kayus deve lidar com uma parte dos seus súditos que não estavam aceitando muito bem a sua ascensão ao poder. E como todos os maus perdedores, essa galera dá uma última cartada desesperada, ao quebrar o selo que confinava o rei das trevas, Zambaquous. Qualquer semelhança com um evento recente na política brasileira é mera coincidência (pfvr, pare de pôr política nos meus jogos, diria alguns).

Para lidar com essa crise, Kayus se vê obrigado a fazer uma aliança improvável com o dragão da luz, Bahamoot, e juntos, partirem em uma aventura para dizimar minions bizarros até chegar ao confronto derradeiro com o grande vilão. Os power ups aqui são concedidos ao derrotar pequenos dragões que dropam orbes de várias cores. Cada uma delas confere um poder distinto e que se adequa mais a certas fases do que outras, mesmo que não exista uma relação hierárquica entre os poderes.

Apesar de parecer funcionar apenas como uma nave, o dragão da luz vai bem além disso. É possível usar o seu corpo como um escudo, protegendo o seu personagem dos projéteis inimigos, e também como arma, tendo cuidado apenas para que o seu personagem não seja atingido por uma bobeira ou outra, pois aqui é one hit kill e sem chororô. Para corajosos, é possível descer do dragão em alguns trechos de plataforma, mas recomendo pouquíssimo que você faça isso, a não ser por curiosidade mesmo.

As fases permitem pouco espaço para desvios por conta dos cenários bem diminutos verticalmente, dando uma sensação de agonia e constante alerta ao jogador, o que convenhamos combina demais com a narrativa. Apesar de possuir poucas fases, o grau de dificuldade vai tornar tudo mais longevo para aqueles que não quiserem se despedir tão cedo da aventura do jovem rei e que não fizerem uso das novas funcionalidades que facilitam e muito a jogabilidade.
Vantagens opcionais não descaracterizam uma obra
Puristas, peço por favor que não continuem lendo a review pois o conteúdo a seguir pode ser ofensivo e causar dor psicológica a você e seus semelhantes. Avisos dados, então vamos lá. Para quem já entrou no modo hardcore da vida e tem que conciliar a jogatina com longos momentos do dia onde você deve trocar seu tempo e saúde para utilizar sua força de trabalho com o intuito de adquirir unidades monetárias, sabe que não dispomos de tanto tempo assim para as jogatinas.
Para os gamers cansados que só querem se divertir depois de um longo dia de estudo e/ou trabalho, a Irem Collection possui um modo de você se divertir com todos os jogos da coletânea de um modo acessível. Não vai requerer que você invista horas de gameplay ou de sua atenção, fazendo com que seja possível adequar as jogatinas à sua rotina diária de forma mais fácil. Todos os jogos presentes contam com um Casual Mode. Nele é possível salvar a jogatina a qualquer momento, retroceder e avançar no tempo para desviar de algum projétil e não morrer na última vida ou trapaças marotas para aqueles da época do Game Shark.
E purista, se você ficou até aqui, calma que o jogo conta com um modo padrão onde não é possível usar nenhum facilitador, e fique feliz de saber também que o ranking online só está presente aqui. Você também vai poder desfrutar dessas joias perdidas no tempo em sua forma mais casca grossa e sem as facilidades do mundo contemporâneo.
De longe a melhor edição da coletânea
Apesar dessa nova entrada na série de coletâneas de clássicos da IREM contar apenas com shumps horizontais, o trabalho de curadoria aqui foi extremamente feliz ao reunir jogos que possuem uma sinergia única entre si e que contempla um público alvo diversificado. É extremamente nostálgico usufruir de jogos que não precisam de nada mais do que uma jogabilidade viciante e visuais atrativos para te manter em frente à TV ou à tela do Nintendo Switch com um sorriso de orelha a orelha.

Como um fã de velha guarda do gênero, sempre sinto falta de um conteúdo a mais como anúncios da época ou fotos dos arcades originais que rodam esses títulos. Porém entendo perfeitamente que esses materiais muitas vezes sequer existam pelo fato de que a indústria dos games não era conhecida necessariamente por dar importância a documentar sua trajetória, infelizmente.
Deixando devaneios tristes de lado, essa é a edição com valor agregado mais indispensável da empresa e espero que em novas edições o nível só aumente. Recomendadíssimo.
Prós:
- Uma ótima seleção de jogos;
- Todos eles com jogabilidade desafiadora e recompensadora;
- Facilitadores que não prejudicam a experiência original.
Contras:
- Ausência de mimos típicos de coletâneas, como matérias promocionais e galeria de artes.
Nota
10
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