Desenvolvedora: Arc System Works, Cygames
Publicadora: Cygames
Gênero: Luta
Data de lançamento: 16 de setembro de 2026
Preço: R$ 229,99
Formato: Digital
Plataformas: Nintendo Switch 2
Análise feita no Nintendo Switch 2 com chave fornecida gentilmente pela Cygames
Revisão: Manuela Feitosa
Chegando agora ao Nintendo Switch 2, Granblue Fantasy Versus: Rising Legendary Edition é a mais nova edição do jogo de luta baseado no clássico mobage da Cygames. Além de ser a estreia do jogo nas plataformas Nintendo, o pacote é o mais completo, incluindo todos os personagens de DLC até o momento.
Um jogo com história

Granblue Fantasy Versus é um jogo de luta 2D com modelos 3D em estilo cel-shaded que foi originalmente lançado em 2020 no PS4 e no PC. Em 2023, a obra recebeu uma sequência na forma de Granblue Fantasy Versus: Rising, que também inclui a história do jogo original, além de todos os personagens anteriores.
O lançamento no Switch 2 três anos depois já vem após anos de DLC, trazendo ao todo 40 personagens jogáveis para escolher. A lista inclui a personagem 2B de NieR: Automata além de vários indivíduos do título mobile, sendo a mais recente inclusão Id no update 2.60.
Como alguém que tinha jogado o Versus original apenas na época do seu lançamento no PC e nunca tinha encostado no Rising, me senti em casa com os personagens clássicos que estavam disponíveis no original. Da mesma forma, uma das coisas que fiz questão de conferir logo foi o modo história e assim notei que ele foi significativamente modificado em termos de gameplay.

No primeiro jogo, o então “Modo RPG” era uma espécie de beat’em up integrado com sistemas de RPG. Os personagens ganhavam experiência, aumentavam de nível e podiam equipar armas variadas para poder encarar os desafios além de contar com o apoio de um amigo em co-op.
No Rising, embora a trama principal seja mantida e expandida com um terceiro arco, o modo História remove boa parte dos sistemas de personalização dos personagens, sendo possível apenas optar por habilidades específicas para usar no meio do combate como buffs, debuffs, cura ou ataques especiais. O resultado dessa remoção é que, por um lado, não é mais necessário o grinding para quem não suporta isso, mas por outro, o que sobrou é um esqueleto muito mais básico e muito menos divertido.

Esse modo ainda tem outros defeitos que não são tão notáveis em outras partes do jogo. Durante os diálogos em estilo visual novel, os personagens são animados com poucos frames e contam com um forte serrilhado que não está presente em nenhum outro ponto da experiência. A tradução para o português também conta com alguns erros de digitação aqui e ali, além de alguns momentos que soam como traduções muito literais do inglês (o que é curioso visto o alto uso de expressões coloquiais da nossa língua) e escolhas de formatação que mereciam uma revisão.
Variedade de modos

Além do modo História, temos uma variedade de modos adicionais, fazendo com que a experiência na prática seja bem expansiva em outros conteúdos. Como a parte central da experiência é um jogo de luta, isso pesa bastante para a experiência, dando boa sobrevida para novatos e veteranos.
As opções offline incluem os tradicionais Arcade, VS e Treino, além de um modo Sobrevivência que permite fazer múltiplas batalhas consecutivas ganhando power-ups em uma espécie de roleta após vencer minibosses em momentos específicos. Inclusive, a versão de Switch 2 traz uma novidade no chamado VS Giroscópio, que é uma forma de usar o giroscópio do Joy-Con para encarar as disputas. A ideia é um gracejo com o que o Switch 2 consegue fazer, mas uma adição bem pouco relevante para além do fator novidade, já que o controle da movimentação dos personagens é bem mais complicado que o normal.

Já online temos disputas ranqueadas, casuais e lobbies para conhecer novas pessoas e interagir para além das batalhas. Nos lobbies há minigames para jogar enquanto espera um oponente e o jogo ainda conta com o Modo “Gran Batalha!” que permite que várias pessoas aproveitem um minigame online.
Os modos multiplayer online em especial se beneficiam do fato do jogo ter um netcode baseado em rollback e crossplay. Com isso, não é necessário criar uma nova comunidade para uma só plataforma e é fácil aproveitar as disputas com a já existente. Partidas contra pessoas jogando em outro sistema rolam de forma super fluida sem nenhum problema contanto que a conexão não seja muito ruim. Além de todos esses modos, temos também uma galeria e uma lojinha para adquirir (através de moedas in-game obtidas jogando) vários itens, incluindo roupas adicionais, cores alternativas e peças para fazer o seu perfil online.
Experiências para um público diverso e o Switch 2

Tendo em mente um público mais amplo, Granblue Fantasy Versus: Rising Legendary Edition oferece três esquemas diferentes de controle. Caso o jogador não tenha muito hábito com jogos de luta e queira ver o tipo de combo que eles podem fazer, é possível usar os modos “Smart” e “Super Ultimate” em vários modos. A mudança para combos super simplificados vem com penalidades no HP, dano e preenchimento da barra de especial no online caso o jogador opte por jogar no Smart, enquanto o Super Ultimate é totalmente desabilitado para não trazer vantagens indevidas.
Em termos gerais da gameplay, temos uma boa variedade de personagens, cada um com suas peculiaridades em estilo, alcance e outras funcionalidades. No geral, os comandos básicos são simples de entender mesmo no modo Manual, tendo golpes que encadeiam combos de forma bem natural, repetindo o mesmo botão e habilidades especiais associadas a uma espécie de atalho que remete um pouco a MMORPGs. Dessa forma, sendo honesto, essas opções adicionais acabam soando desnecessárias.

A versão de Switch 2 no geral funciona muito bem, seja no modo portátil ou no dock, mas há alguns problemas a se ter em mente. Um deles é que problemas de conexão com o servidor podem forçar o jogo a voltar para a tela inicial caso o jogador decida colocar o sistema em standby. Felizmente, ele ainda espera o fim de partidas engatilhadas no arcade e afins, só dando erro e voltando pra tela de início depois, mas é um erro horroroso quando o jogador não está acessando nada envolvendo o online.
Também passei pela situação do jogo travar na hora de sair do modo Online. Isso aconteceu ao tentar sair após ficar um tempo esperando uma partida ranqueada e em outro momento após uma sequência de partidas consecutivas. Espero que essas condições possam ser corrigidas em atualizações futuras, mas são problemas relativamente pequenos para a experiência geral.
Lutando no universo de Granblue

Granblue Fantasy Versus: Rising Legendary Edition é um jogo de luta de alta qualidade, com boa variedade de personagens e modos para experimentar. A versão de Switch 2 é uma forma bem satisfatória de entrar nesse universo e aproveitar as batalhas quentes em uma comunidade já existente graças ao Crossplay.
Prós:
- Boa variedade de modos para explorar;
- Personagens variados para escolher;
- O esquema de controle é simples de entender e há ainda modos que facilitam ainda mais a execução de combos;
- O lobby permite interagir de várias formas com outros jogadores, além de ter minigames para passar o tempo em momentos de baixo fluxo;
- Galeria e lojinha in-game ajudam a dar mais valor ao tempo gasto.
Contras:
- Modo História se mostra um downgrade em relação ao do Versus original;
- Tradução para o português conta com vários pequenos erros;
- Deixar o Switch 2 em modo de descanso quando o console está conectado à rede pode forçar o jogador de volta à tela inicial mesmo fora dos modos online;
- Raros travamentos podem acontecer nos menus online;
- O novo modo de Versus baseado no giroscópio do Joy-Con 2 é uma adição pouco relevante.
Nota
8
