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Desenvolvedora: Le Cartel Studio
Publicadora: Devolver Digital
Gênero: Party Game
Data de lançamento: 16 de julho de 2026
Preço: R$ 37,49
Formato: Digital
Plataformas: Nintendo Switch 2, Nintendo Switch, PC
Análise feita no Nintendo Switch 2 com cópia fornecida gentilmente pela Devolver Digital.
Revisão: Lucas Barreto
Heave Ho 2 é a sequência de um jogo indie cooperativo que compartilha a mesma proposta do primeiro: trabalho em equipe para superar desafios inusitados com um enorme tempero de caos, gerando uma aventura diferenciada para se divertir com os amigos. A novidade é que o novo chega com um preço ainda mais acessível.
Me dê a mão para fugir dessa terrível escuridão.

Os personagens que os jogadores controlam têm uma fisionomia direta: cabeça, braços e mãos enormes. E, convenhamos, isso é mais do que o necessário para a proposta do jogo funcionar.
Basicamente, os personagens podem mover os braços como macarrão e usar as mãos para se segurar em elementos e nos outros jogadores para que as interações aconteçam, como formar uma ponte para alcançar determinada plataforma ou um jogador ativar um mecanismo num canto para ajudar os companheiros, dentre muitas possibilidades.

Isso cria uma diversidade tamanha, com a gameplay sendo toda baseada numa física caótica e em colisões um tanto imprevisíveis para focar no divertimento e nas risadas. Além disso, os jogadores podem carregar e soltar um pum (sim, você não leu errado) para serem impulsionados e/ou impulsionar os outros personagens que estiverem agarrados a si. Isso, claro, tendo o timing e os movimentos corretos.
A movimentação simples, porém inusitada, somada à física imprevisível, torna os bonequinhos divertidos de lidar. Ao completar conquistas e desafios, dá para desbloquear skins de personagens de outros jogos distribuídos pela Devolver Digital, como o galo de Hotline Miami, um detalhe bem divertido de se ver.
Videocassetadas
O jogo tem um pouco menos de 10 mundos, cada um deles com seu próprio grau de dificuldade de uma a quatro estrelas, uma quantidade variável de fases, com cerca de 5 horas de duração para todos serem concluídos (dependendo ainda mais da sua habilidade, ou da falta dela).
De maneira geral, os mundos são bem interessantes, com cada um deles representando bem o seu próprio estilo, com temas diferentes e mecânicas únicas, tendo seu próprio nível de dificuldade e objetivos próprios.
Alguns mundos envolvem ir do ponto A até o B, mas as missões podem ser as mais inusitadas, como resolver puzzles para avançar, separar ingredientes para um chefe fazer pratos, ativar uma nave espacial ou outros mecanismos malucos, dentre muitas outras. Todo mundo também tem relíquias (itens para coleta), recurso esse que vai ser utilizado dependendo se os grupos de jogadores quiserem concluir todos os desafios, vontade que varia de acordo com a ganância do grupo.

E tudo isso foi falando sobre o principal, que é o modo cooperativo. Mas, além dele, temos o modo confronto, que é uma coletânea de minigames (sejam eles de combate ou corrida); o primeiro jogador que ganhar cinco deles ganha a partida, bem semelhante a alguns modos de minigames da franquia Mario Party, e é divertidinho, embora não seja de longe o prato principal do jogo.
Com isso, o fator replay do jogo vai depender de cada grupo de jogadores, se eles vão querer concluir todos os desafios para pegar os itens cosméticos. Tendo mais de um jogador já dá para jogar, mas honestamente, para a melhor experiência, recomendo sempre o grupo cheio (ou seja, quatro jogadores). E sim, meu ensino médio interno está se segurando para não fazer uma piadinha suja e sem graça com esse fator.
Toda resenha averiguada tem seus contrapontos
Com a gameplay divertida, movimentação dinâmica e fases interessantes, o título tinha tudo para não ter nenhum grande entrave, mas não é o que acaba acontecendo. Para começar, a dificuldade dos mundos e das fases é muito inconstante, tendo uma péssima classificação de dificuldade e uma sequência sem progressão coesa.
Outra coisa que incomoda são algumas interações de elementos em fases específicas, que parecem estranhamente não funcionar bem, dando uma sensação gritante de estranheza e limitando em grande parte as experiências que se poderiam ter com essas fases.

O jogo, em alguns momentos, parece se transformar num sanduíche com os ingredientes mais refrescantes que tem, porém usa todos numa sequência que não faz sentido. E para acabar de vez com o sal na ferida, precisa ter amigos e, pior do que isso, amigos com tempo livre (snif). Brincadeira! A propósito, uma novidade deste em relação ao primeiro é a possibilidade de jogar online, com a versão de Nintendo Switch 2 tendo o online normal ou via GameShare.
O final da piada
Com visuais minimalistas curiosos, cores chamativas, trilha sonora agradável e uma gameplay extremamente caótica e divertida, Heave Ho 2 é uma experiência que me pegou desprevenido num excelente sentido, sendo uma surpresa que eu, muito possivelmente, não teria desfrutado se não estivesse fazendo este texto. No fim, as aventuras coop mais divertidas são também as que têm mais riscos de quebrar os laços.
Prós:
- Experiência divertida que rende boas risadas;
- Direto ao ponto;
- Ousado na criatividade.
Contras:
- Dificuldade falha;
- Algumas mecânicas bem específicas não parecem estar em seu melhor funcionamento.
Nota
8,5
