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Desenvolvedora: Serenity Forge, Blitcatz Interactive (port)
Publicadora: Serenity Forge
Gênero: Ritmo
Data de lançamento: 20 de agosto de 2026
Preço: R$ 16,99
Formato: Digital
Plataformas: Nintendo Switch, PC, Xbox Series X|S
Análise feita no Nintendo Switch com chave fornecida gentilmente pela Serenity Forge.
Revisão: Davi Sousa
Puppergeist é um jogo de ritmo inspirado na série Rhythm Heaven e desenvolvido pela Serenity Forge. Trabalhando o conceito de explorar um “mundo dos mortos” canino, cabe ao jogador buscar seu cão realizando vários minigames no caminho.
Um pós-vida fofo

Após a morte de seu cão, a bruxinha Clara decide ir atrás dele no submundo. Porém, com um lugar dedicado exclusivamente aos caninos e sem pistas exatas de onde o seu cachorro está, ela terá que fazer várias tarefas para encontrá-lo. A jornada começa com Clara tendo que brincar com o Cérbero que guarda a entrada, e depois leva a garota a ter que fazer atividades com vários outros fantasmas de cães.
De forma geral, o tom da história de Puppergeist é leve, mas aborda um pouco questões sensíveis, como maus-tratos e a dor do luto. Em particular, conforme avançamos pelas áreas, descobrimos mais sobre os cães que comandam cada setor do submundo e também sobre o que aconteceu com Clara e seu amigo canino, além da demônio Luna, que acompanha a bruxinha.
O jogo foi inteiramente traduzido para o português do Brasil e conta com adaptações, como o uso de nomes nacionais de cães e pessoas para deixar alguns contextos mais familiares. No geral, a qualidade do texto é boa, sendo a única situação um pouco estranha a do cão de Clara ser chamado “Cão”, mas é uma forma literal de adaptar o termo em inglês, que é “Pup” (abreviação de filhote).
Hora do Cão-raokê

Puppergeist é dividido em fases, cada uma sendo um desafio de minigame rítmico diferente. Entre cada fase, temos sequências de visual novel mostrando um pouco da jornada de Clara e como ela acaba se metendo na próxima brincadeira com um cão fantasma, ocasionalmente tendo também momentos de apenas desenvolver a trama.
O mundo é disposto como um sidescroller lateral, sendo possível andar entre as áreas para acessar qualquer minigame já desbloqueado. Tendo em vista a temática canina, que também perpassa a narrativa com trocadilhos como “cãomandante”, todos os desafios envolvem alguma interação com os cães, seja fazendo carinho ou aparando o pelo de uma cachorrinha fofa. Mesmo os que envolvem outras coisas, como fazer pragas desaparecerem de um apartamento, ainda contam com um cão-guia de apoio.

Cada desafio é único com músicas em ritmos diferentes e, assim como em Rhythm Heaven, a ideia é que eles sejam simples de entender. Você não precisa fazer comandos elaborados, apenas apertar A no momento certo e captar a lógica de cada desafio, o que é apresentado em um tutorial jogável opcional antes de cada fase.
Todas as fases são acompanhadas por ilustrações 2D muito fofas que ajudam a vender o clima leve da experiência. São artes cartunescas bem animadas e cheias de personalidade, em um estilo que se mantém consistente com os momentos de história.
Uma vida breve

De forma geral, é importante ter em mente que se trata de um jogo bem curtinho. Não demora mais do que 3 horas para fazer tudo, incluindo repetir fases para ter a melhor pontuação em todas. Embora ser curto não necessariamente seja um problema, no caso específico de Puppergeist fica a sensação de que alguns aspectos poderiam ser melhor desenvolvidos.
Com a natureza curta do jogo, a trama acaba trazendo certas reviravoltas que acabam parecendo jogadas sem maiores explicações. Da mesma forma, não temos a chance de ver as mecânicas de cada jogo se desenvolverem mais, já que cada minigame é único e não há nenhuma forma de evolução com o tempo ou versão avançada do mesmo desafio.

De forma geral, os minigames são bem feitos, mas mesmo eles, em alguns casos, mereciam mais polimento, com algumas indicações de erro não tão visíveis quanto seria ideal. Um caso específico que chama a atenção é o minigame de Cabo de Guerra, que envolve apertar o botão A no ritmo da música alternando entre dois níveis de velocidade. Por conta da forma como ele é contínuo, a tendência é que o jogador acabe errando o ponto de parada, pois não há nenhum sinal indicativo disso.
Por fim, ainda considero que, em um jogo com momentos narrativos importantes assim, seria bom ter um log para facilitar a leitura caso o jogador acabe deixando algum texto passar. Nesse caso específico, não chega a ser um problema grave, pois é possível rever as cenas de cada fase, mas ainda seria útil.
Fofura e diversão garantida pelo tempo que durar

Puppergeist é um “Rhythm Heaven”-like fofo, encantador e bem-feito no que se propõe. Tendo em mente o conceito simples e a experiência intencionalmente curta, o jogo é uma grata surpresa que consegue ser interessante e divertida.
Prós:
- Ilustrações 2D muito fofas e bem animadas;
- Minigames rítmicos divertidos e simples de entender;
- Boa tradução com adaptações para português do Brasil.
Contras:
- Curta duração com subdesenvolvimento em alguns detalhes narrativos e mecânicas;
- O minigame de Cabo de Guerra termina de forma abrupta induzindo ao erro;
- Indicações de erro nem sempre tão claras;
- Ausência de log.
Nota
7,5
