- Preview | Castlevania: Belmont’s Curse - 04/10/2026
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Desenvolvedora: Evil Empire
Publicadora: Konami
Gênero: Ação e aventura | Metroidvania
Data de lançamento: 15 de outubro de 2026
Preço: R$ 169,90
Formato: Físico/Digital
Plataformas: Nintendo Switch, PlayStation 5, Xbox Series X|S, PC
Prévia escrita com base na demo disponível para Nintendo Switch.
Revisão: Lucas Ferreira
A série Castlevania, depois de anos, finalmente contará com um jogo novo. O último jogo 2D da série, ‘Order of Ecclesia’, saiu para o Nintendo DS há quase vinte anos atrás, no já distante ano de 2008. Ele, aliás, pode ser conferido na coletânea Castlevania Dominus Collection, que se encontra disponível para o Nintendo Switch.
‘Castlevania: Belmont’s Curse’ será lançado agora no dia 14 de outubro. E, para preparar os fãs, sedentos pelo sangue do Drácula e em dar chicotadas em hordas de mortos vivos, a Konami fez a boa e disponibilizou uma versão de demonstração para todos os consoles. Infelizmente, não há ainda uma versão dedicada para o Nintendo Switch 2 do jogo. Mas, apesar do downgrade no visual, o principal — a gameplay — não foi afetado.
Um grande mal toma as ruas de Paris

A história tem início no final do século XV, com a leitura de uma carta do bispo Claude de Champigny, em nome do rei da França, convocando Trevor Belmont para investigar um grande mal que está assolando as ruas de Paris. Rumores indicam que um monstro está coletando almas e afugentando todos, até mesmo os corajosos cavaleiros da corte real. Trevor chega com sua filha Rose no cais da cidade e depois de uma breve explicação sobre o objetivo da missão, os dois se separam para investigar os acontecimentos. E é aí que o jogo começa.
Durante toda demonstração jogamos com a ágil Rose Belmont. Trevor, antes de se despedir da filha, entrega umas cartas de Tarô, que pertencia a sua falecida esposa. Na história, essas cartas conferem poderes arcanos especiais para Rose. Algo parecido com os golpes secundários dos clássicos Castlevania, onde tínhamos que segurar o direcional para cima e apertar o botão de ataque para lançar facas, crucifixos, água benta e outros apetrechos que coletamos pelo cenário.
Na verdade, pelo pouco que vi, acredito que as habilidades e poderes desbloqueados estarão diretamente ligados à essas cartas. A versão de teste libera cerca de meia hora do jogo e nela podemos enfrentar o primeiro boss. Derrotá-lo nos garante uma nova habilidade: o chicote. Até o final da demo, no entanto, a arma tem utilização secundária, ajudando na mobilidade de Rose pelo cenário. E, meus amigos, o parkour pelo cenário, quando adquirimos a arma é deliciosamente bom! Tudo rodando lisinho a 60fps, no Nintendo Switch 2.
Combate cadenciado

Os combates estão um pouco diferente do que estamos habituados nos jogos de Koji Igarashi. Rose conta com um dash rasteiro que permite passar para as costas dos inimigos para golpeá-los. Eu tive um pouco de dificuldade com os controles, principalmente com o botão de dash. Mas, como há a possibilidade de remapeamento, configurei a habilidade da caçadora para o botão R. Muito mais intuitivo, na minha opinião. No mais, tudo funciona de forma muito responsiva. Os comandos são precisos, e se você errar, foi por falha inteiramente sua e não do jogo.
As lutas, nesse sentido, são mais cadenciadas e requerem estratégia, fazendo uso alternado da arma principal, dos poderes arcanos e do dash, para evitar de sofrer dano. O chicote adiciona ainda mais camadas ao gameplay e, ao que tudo indica, cada nova habilidade adquirida vai tornando os combates mais performáticos. A batalha contra o Boss, na demo, é o ápice desse sistema de batalha.
É essencial compreender os seus padrões de ataque para conseguir ter sucesso. Em nada adiantará grindar para subir de nível e ficar mais forte se a forma que você ataca for descompensada e pautada pelo simples esmagar de botões.
Visual no Switch

O level design e a direção de arte já me ganharam no pouco que pude experimentar. Os cenários são absolutamente lindos. E olha que a parte disponível para o teste se passa nos esgotos.
A franquia abandona o pixel-art e abraça o visual tridimensional, mantendo a clássica jogabilidade bidimensional. É o famoso 2.5D. O design dos inimigos, do Trevor, Rose, dos cenários é tudo muito bem detalhado e com aquela aura de anime estiloso.
No entanto, a resolução, no Nintendo Switch, está muito baixa. Apresentando uma paleta de cores mais escura e um visual borrado, embaçado e sem vida, que destoa das versões dos demais consoles e de PC. Achei que faltou um pouco mais de polimento, pois creio que o primeiro Switch é capaz de aguentar uma resolução maior.
De toda forma, se pudesse escolher onde jogar, optaria pelo híbrido da Nintendo, por conta da portabilidade e do framerate estável. No mais, um upgrade “Switch 2 edition”, tão logo dará às caras.
Gostinho de “quero mais”
Quando cheguei na parte final da demonstração fui refazendo todo o percurso novamente, para descobrir alguns segredos. E não é que eles existem? Basta ficar de olho nos cenários.
A demonstração, para mim, cumpriu muito bem o seu papel: vender o jogo. Foi simplesmente frustrante não poder explorar mais, e eu não queria parar de jogar. Mas o bom é que o lançamento está logo ali. Castlevania finalmente está de volta! E, ao que tudo indica, a espera valeu a pena.
