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Desenvolvedora: Dev
Publicadora: Square Enix
Gênero: RPG baseado em turnos
Data de lançamento: 22 de outubro de 2026
Preço: R$ 284,90
Formato: Físico/Digital
Plataformas: Nintendo Switch 2, Nintendo Switch, PlayStation 5, Xbox Series X|S, PC
Prévia feita no Nintendo Switch 2 com base na versão demo disponível na eShop.
Revisão: Lucas Barreto
Na estranha tendência moderna de reviver um RPG mobage com um lançamento completo em consoles, a Square Enix nos revelou que o próximo a receber este tratamento peculiar seria o único, porém abandonado, Final Fantasy: Brave Exvius. Buscando adaptar os primeiros arcos de Brave Exvius em um estilo único de RPG de turno que usa os gráficos HD-2D, tivemos a revelação de Final Fantasy Resonance!
Final Fantasy Resonance está a caminho do Nintendo Switch 2, Nintendo Switch, PlayStation 5, Xbox Series S/X e PC, com um lançamento marcado para o dia 22 de outubro de 2026. Com uma demo disponível que cobre os eventos do primeiro capítulo do jogo, pude experimentar o que este vindouro jogo que usa a marca registrada do Team Asano tinha a oferecer, e confesso que tenho opiniões muito boas (e algumas para o lado negativo) para compartilhar com meus caros leitores.
Entre Visões, superbosses, uma narrativa de premissa interessante e possivelmente mais um grande acerto da equipe dos jogos HD-2D, o que será que Resonance tem que diferencia este de outros RPGs? Como o expert dos jogos com a equipe do Tomoya Asano, me sinto responsável em pelo menos trazer nossas primeiras impressões!
Proteja os cristais e salve o planeta

A premissa inicial de Final Fantasy Resonance começa no mundo de Lapis, com uma guerra que ocorreu séculos antes da história principal do jogo. Com o jogador não tendo acesso às informações que levaram àquele conflito, vê o clímax do combate, quando a Arquibruxa encara os soldados mais poderosos do Império, conseguindo então selar algo relacionado à magia dentro dos cristais daquele mundo – ou ao menos é o que dá para entender, já que a introdução é enigmática, no mínimo.
Seguimos a narrativa para o futuro distante, com séculos se passando e um novo reino no lugar que vimos há pouco ser destruído, dessa vez seguindo dois protagonistas:
Rain
C.V.: Clifford Chapin (EN) / Nobuhiko Okamoto (JP)
Um jovem cavaleiro do Reino de Grandshelt, capitão do esquadrão aéreo e filho do antigo capitão em comando dos cavaleiros, sir Raegen.


Lasswell
C.V.: Alejandro Saab (EN) / Yusuke Kobayashi (JP)
Melhor amigo e irmão adotivo de Rain, agindo como o segundo em comando do esquadrão de Rain, além de igualmente habilidoso.
De início já vemos mais deste mundo, que pega ambientações de Brave Exvius e conta uma narrativa nova, assim como aproveita o uso dos cristais, que nesta iteração do jogo representam uma balança dos elementos em todo o planeta e que, se destruídos, seriam a destruição do mundo. E logo de cara, é algo que acontece: Rain e Lasswell presenciam o retorno de cavaleiros que se identificam como os Seis Jurados, que buscam destruir os cristais de todo o mundo como uma forma de punir os nascidos no presente por sua ignorância.
Por um confronto direto entre Rain e o Veritas da Escuridão, o comandante dos Seis Jurados, o jovem cavaleiro é salvo por Fina, uma jovem que despertou do destruído Cristal da Terra, mas que parece ter perdido suas memórias no processo. Os Seis Jurados fogem, e Rain, Lasswell e Fina partem em uma aventura que busca alcançar os cristais elementais restantes sem que os Veritas acabem os destruindo.

Na narrativa, vemos que é óbvio que os Seis Jurados possuem um poder vastamente superior ao dos cavaleiros e até de Fina, mas os três possuem em sua disposição um poder que vão adquirindo conforme exploram o mundo de Lapis: Visões e Espers!
Entramos em mais detalhes sobre eles em algumas notícias que vocês podem ver abaixo:
“A blast from the past”
Parte do marketing de Final Fantasy Resonance brinca com o fato de que este é o primeiro Final Fantasy em um tempo a ter uma gameplay puxada para turnos e não ser diretamente um spin-off de premissa diferente (como World of Final Fantasy). O sistema do jogo é semelhante ao presente em Octopath Traveler, misturando com uma sequência de turnos baseada em stats que é puxada diretamente de Final Fantasy X; para os familiares com RPGs de turno, há muito para ver neste sistema, mas ao mesmo tempo, nada muito complexo que não dê para entender de fato.
Em combate o jogador precisará se atentar aos seguintes aspectos:
- Ordem de turnos: os turnos são a parte mais essencial, pois determinam quem vai atacar e quando no turno, no caso de inimigos um turno pode ser interrompido com o uso de habilidades ou ao quebrar as defesas dos mesmos;
- Vantagens & fraquezas: inimigos possuem um elemento atribuído a eles, atacar com o elemento oposto a este inimigo causa uma quebra de defesa, que além de criar oportunidades para ataque, enche a barra de Limit Break;
- Limit Break: ataques especiais que todos os membros da party conseguem fazer ao tomar uma quantia de dano ou quebrarem as defesas de inimigos. São poderosas e cinemáticas, mas com poucas oportunidades de uso;
- Visões: a invocação de heróis de outros mundos, as Visões são os poderes que nossos protagonistas podem usar ao equipar um Cristal de Visão e ressoar com ele – na demo vimos Visões do Warrior of Light, Terra e Cloud Strife;
- Espers: exclusivos de Fina, os Espers são criaturas que a maga consegue fazer pactos com em determinados momentos da história, eles fornecem uma série de vantagens em combate, não se limitando apenas a dano bruto.

Todos os conceitos acima são familiares para quem jogou certos Final Fantasy, mas a forma que Resonance os aplica em combate é dinâmica, fluida e, acima de tudo, fácil de dominar uma vez que você entende o que está fazendo. Veja aqui por exemplo eu enfrentando um inimigo de nível superior ao meu apenas usando uma estratégia básica de defesa e foco específico em dano…
Volta e meia você pode ver o argumento de que “Final Fantasy deveria voltar a ser um jogo de turnos” sendo falado por alguém que dificilmente gosta de Final Fantasy. Mas, verdade seja dita, se a franquia seguisse lançando os jogos da série Resonance, contando mais dos livros ainda não re-adaptados de Brave Exvius (o jogo aparentemente só vai adaptar o primeiro livro), eu não reclamaria! O combate é muito divertido e eu claramente devorei o pouco que a demo tinha a oferecer.
Minha não-familiaridade com Lapis
Assinando meu atestado de larper, eu confesso que meu contato com Brave Exvius foi muito breve e apenas acompanhando meu amigo viciado em gachas comentando sobre o jogo na época que ele teve E.o.S. Nunca fui muito chegado em jogos desta estrutura, mas ver algo que tinha um potencial enorme, uma base de fãs ativa e um universo rico morrer é um tanto triste, então respeito muito a Square Enix tentar reviver isso no estilo HD-2D.
No entanto, muitos vão conhecer o mundo de Lapis por este jogo e nem saber que este se trata de uma reimaginação de Brave Exvius. Logo, eu penso que o marketing dele como “o primeiro Final Fantasy em HD-2D” embora verdadeiro em um certo nível, ainda vai causar certa confusão em uma galera que pensa que é um remake de Final Fantasy 1, como você pode ver em algumas postagens online.
Meu ponto aqui é: a Square acertou com Octopath Traveler 0 por ser uma forma de preservar os capítulos iniciais de Champions of the Continent em um formato novo e em um lançamento de consoles. Agora espero que Final Fantasy Resonance possa ter este mesmo efeito. Acredito que as mecânicas presentes no jogo podem agradar os veteranos de Final Fantasy a até os que gostam da franquia de maneira superficial — como este que vos fala.

O suspense do futuro
No geral, essa demo é carregada em conteúdo em termos do que você pode fazer (como maximizar as Visões com cada personagem, herdar certas habilidades, etc.), mas em conteúdo de história dá para notar que eles apenas arranharam a superfície do potencial do jogo. Entre as poucas side quests fornecidas in-game, as cinemáticas estranhamente bem animadas e o valor geral de produção, você pode perceber que este jogo tem tudo para ser um dos melhores lançamentos dos JRPGs do ano.

Ei, se não acreditam em mim, também podem experimentar a demo! Como comentei, ela aborda apenas o primeiro capítulo do jogo é você pode fazer tudo nela em cerca de 6 horas. Por enquanto estaremos no aguardo para o game e prepararemos uma análise dedicada para o seu lançamento em outubro!


