Nintendo reafirma que não vai censurar jogos de desenvolvedores third party, diz que esse tipo de coisa “inibiria” a indústria

Atualmente vimos que vários desenvedores third-party (principalmente os japoneses) tem sofrido com a censura em seus jogos em algumas plataformas. A Nintendo, no caso, adotou uma nova política com o seu console híbrido onde atualmente não obriga os desenvolvedores a retirar conteúdos sugestivos de seus jogos mas sim que respeitem a classificação etária dos mesmos. E parece que ela não pretende mudar isso nem tão cedo.

Em sua 79° Assembléia Geral Anual de Acionistas, o presidente global da Nintendo, Shuntaro Furukawa, respondeu a várias perguntas onde uma dessas faz alusão à regulamentação cada vez mais agressiva da Sony sobre conteúdo sexual nos títulos do PS4. Nomeadamente, perguntou se a Nintendo pretende censurar de forma semelhante conteúdos de terceiros no Nintendo Switch.
Em resposta, Furukawa disse que a Nintendo deixaria a regulamentação de conteúdo de títulos de terceiros até classificações como CERO e ERSB.

Como alternativa, Furukawa afirmou que os pais responsáveis ainda podem usar as funções de controle dos pais do Nintendo Switch para proteger seus filhos do conteúdo sugestivo. Furukawa até mesmo disse que “outros detentores de plataformas” prejudicariam a diversidade de jogos na indústria se escolhessem “arbitrariamente” qual conteúdo de jogos deveria ser permitido no mercado.

A Nintendo, assim como desenvedores terceiros e seu software, solicita uma classificação objetiva de organizações de terceiros antes do lançamento. Se as empresas donas de plataformas escolherem arbitrariamente, a diversidade e a equidade no software do jogo seriam significativamente inibidas. Nós fornecemos controles para pais que podem ser usados para aplicar limites.

Esta resposta está em contraste com a forma como a política da Sony vem afetando muitos títulos de terceiros nos últimos anos. Vimos vários exemplos sobre conteúdos cortados no PS4 que não foram retirados do Switch como os trajes de banho de Dead or Alive Xtreme 3: Scarlet da versão de PS4, várias VN com feixes de luz nas cenas eróticas, retirada na física dos seios em Warriors Orochi 4, todo conteúdo Ecchi retirado na versão para PS4 de Omega Labyrinth Life (mudando até o nome do jogo), e muito mais.

Este nível extra de regulamentação da Sony tem assustado até desenvolvedores proeminentes. Essas novas regulamentações têm sido tão nebulosas que a Inti Creates está agora ponderando o futuro de seus jogos Gal Gun, e a Marvelous está projetando vendas menores para seus títulos com conteúdo “sexy” no futuro, fora a saída Kenichiro Takaki da Marvelous – porque ele achava que a série Senran Kagura estava sendo estrangulada pelas políticas da Sony.

VIA, VIA 2

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