Review | Hyrule Warriors: Age of Calamity

Review | Hyrule Warriors: Age of Calamity

04/12/2020 0 Por Paulo Cézar

Desenvolvedora: Koei Tecmo, Omega Force
Publicadora: Nintendo
Data de lançamento: 20 de Novembro, 2020
Preço:R$299,90
Formato: Físico e Digital (Disponível na Loja Nintendo)

A parceria entre Nintendo e Koei Tecmo não é uma novidade. Podemos começar por 2010 com o divisor de águas Metroid Other M, em seguida 2012 com Pokémon Conquest, e seguir em diante com 2014 onde surgiu a primeira parceria para uma série de jogos musou com Hyrule Warriors, inicialmente lançado no Wii U, mas que ganhou versões para o 3DS e Nintendo Switch posteriormente.  Além disso, as duas empresas retornaram anos depois para trazer Fire Emblem Warriors, que foi lançado simultâneamente no 3DS e no Nintendo Switch em 2017.

Grande parte dos jogos citados podem ser considerados um sucesso comercial, porém nenhum deles chegou perto da ambição de Hyrule Warriors: Age of Calamity, tanto no aspecto técnico, quanto no aspecto de expandir as respectivas franquias. Hyrule Warriors: Age of Calamity pode ser considerado um marco na franquia The Legend of Zelda, apesar de se tratar de um jogo do gênero Musou, o jogo é canônico e conta a história da guerra contra Calamity Ganon, que leva aos eventos  retratados em The Legend Of Zelda Breath of the Wild. Nesse sentido, é válido dizer que este jogo é uma ótima oportunidade de expansão para o universo de The Legend of Zelda, mas o jogo faz isso corretamente? Veremos isso nessa Review.

Jogabilidade


 Hyrule Warriors Age Calamity não possui “The Legend of Zelda” em seu título, e isso não é por acaso, pois o jogo se trata de um spin-off de um gênero totalmente diferente se comparado aos jogos tradicionais da franquia. Porém isso não quer dizer que este jogo não possua elementos da série, muito pelo contrário, apesar de não ser um jogo de aventura com elementos de puzzle, Hyrule Warriors: Age of Calamity pode ser considerado um dos melhores jogos do gênero Musou já feitos.

*Antes de analisarmos o gameplay temos que deixar claro que essa é uma análise sem spoilers, então não entraremos em especificidades sobre cada personagem, já os mesmos são desbloqueados ao decorrer da história.

Grande parte do marketing de Hyrule Warriors: Age of Calamity foi feito com a promessa de reviver a batalha contra o Calamity Ganon que antecede The Legend of Zelda: Breath of The Wild. E a escolha do gênero Musou foi perfeita para isso, a luta contra incontáveis hordas de inimigos é surpreendentemente viciante, e a variedade de personagens jogáveis e inimigos apenas acrescentam para o conjunto na obra. Somado a isso o jogo possui vários elementos de The Legend of Zelda: Breath of The Wild acrescentados na fórmula da franquia da Koei Tecmo, um desses elementos é a escolha de múltiplas armas diferentes, que alteram o estilo de combate do personagem escolhido. No geral, o jogo faz de tudo para não ser repetitivo, o que é uma das maiores críticas que os jogadores fazem ao gênero Musou. De certa maneira, a maior crítica que se pode fazer ao combate do jogo é quando o jogador está no controle das Divine Beasts, o controle delas na maioria das vezes não é responsivo, essas sessões provavelmente funcionaram melhor como um “Rail Shooter” onde o jogador tem apenas que mirar e atirar nos inimigos, um ótimo exemplo disso é Kid Icarus Uprising, um ótimo jogo de Nintendo 3DS.


O jogo se passa na mesma Hyrule de Breath of the Wild, porém com a diferença que você é limitado a batalhas em determinadas regiões. Sempre com objetivos pré-determinados, tais como “proteja tal ponto”, “elimine tal quantidade de inimigos”. No fim a premissa do jogo não foge muito do que é recorrente do gênero, porém a execução é excepcional. Como o jogo possuiu múltiplos personagens, não é surpresa o jogo ter um modo multiplayer, infelizmente o mesmo está apenas limitado ao jogo local, o que nos leva ao próximo tópico de nossa review.

Tecnicamente falando



Não é nenhum exagero dizer que Hyrule Warriors: Age of Calamity é o jogo tecnicamente mais ambicioso do Nintendo Switch, já que sua ideia é utilizar a engine de um dos jogos que se utilizam ao máximo do hardware do Nintendo Switch e ainda coloca centenas de inimigos simultâneamente na tela do híbrido. Ele consegue fazer isso? Definitivamente sim, mas com algumas ressalvas.

Age of Calamity apresenta vários problemas de performance em situações diversas. Na maioria das vezes esses ocorrem, durante os ataques especiais dos personagens ou durante destruição de cenários, pode se dizer que em 90% dos casos isso não irá afetar sua jogatina. Já com o modo multiplayer local, isso é uma história diferente, existem momentos em que o jogo fica praticamente injogável. Possivelmente estes problemas serão resolvidos no futuro, mas no momento desta análise estes problemas ainda existem.

Vale ressaltar que jogo no modo portátil é levemente embasado provavelmente pela soma de uma resolução baixa com uma técnica de anti-aliasing (técnica que visa suavizar possíveis pixels que possam ser muito visíveis). Seria interessante a opção de desativar o anti-aliasing e ter uma imagem mais nítida porém mais pixelada, no entanto isso não afeta muito o gameplay geral do jogo e a maioria das pessoas provavelmente não devem nem perceber isso. O jogo também tem um pop-in (objetos aparecem e desaparecem conforme do jogador se aproxima e se distancia deles ), provavelmente essa técnica é utilizadas para poupar performance. Isso não irá afetar sua gameplay, mas é interessante ver as maneiras que os desenvolvedores otimizaram o jogo.

Apesar de todos esses problemas técnicos Hyrule Warriors: Age of Calamity é um jogo visualmente bonito. Apesar de reutilizar assets de The Legend of Zelda: Breath of The Wild, o jogo tem um indentidade própria, com cores com mais contraste e algumas mudanças na iluminação geral do jogo.

História



Hyrule Warriors: Age of Calamity foi vendido como uma prequel de The Legend of Zelda: Breath of The Wild, e apresenta exatamente aquilo que promete. Apesar de essa ser uma análise sem spoilers é possível dizer que a história de Age of Calamity é no mínimo interessante. Se você sentiu falta de mais conteúdo com a relação a história em The Legend of Zelda: Breath of The Wild, com toda certeza Hyrule Warriors: Age of Calamity é um prato cheio para você, apesar do jogo desenvolver muito bem alguns personagens eu ainda senti falta deste mesmo desenvolvimento em outros personagens, porém ainda achei a história do jogo bem satisfatória.

Pensamentos Finais


Hyrule Warriors: Age of Calamity é uma das melhores surpresas de 2020. O jogo provavelmente é um dos melhores jogos de estilo Musou já feitos, e como é típico do gênero o jogo possuiu conteúdo para centenas de horas. A maioria dos seus problemas estão reservados na parte técnica, porém caso consiga ignorar esses problemas, o jogo é uma experiência extremamente divertida e coesa. Caso você seja fã de The Legend of Zelda ou de franquias de jogos Musou, Hyrule Warriors: Age of Calamity é uma recomendação certa.

Avaliação: 8,5 / 10

1 – Melhor vomitar do que jogar isso.
2 – Só se você quiser muito mesmo testar o jogo.
3 – Vai fazer outra coisa.
4 – Dá pra jogar no banheiro ou esperando o dentista.
5 – Só jogue se você for MUITO fã mesmo…
6 – Jogo legal pra se divertir e se distrair.
7 – Jogo divertido, mas não é nenhuma obra de arte.
8 – Jogo bom, vale bem seu tempo e dinheiro!
9 – Jogo excelente que vai deixar uma marca em você!
10 – Jogo obrigatório!

Análise feita com o código gentilmente cedido pela Nintendo Brasil.

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