Review | Fallen Legion Revenants

Review | Fallen Legion Revenants

05/03/2021 0 Por Thomas Mertens

Desenvolvedora: YummyYummyTummy
Publicadora: NIS America
Data de lançamento: 16 de fevereiro 2021
Preço: USD$ 39,99 digital, USD$ 49,99 físico
Formato: Digital e físico

*Análise feita com chave fornecida gentilmente pela NIS America

Um mundo devastado, tomado pelo miasma negro, exaurindo toda a raça humana, controlamos dois protagonistas que tentam a sua maneira se ajudarem para, dentro do possível, sobreviver e prosperar, tentando proteger o que sobrou da sociedade. Fallen Legion Revenants é o novo capítulo da série da desenvolvedora indonésia YummyYummyTummy, que embora seja sequência dos jogos Sins of an Empire e Flames of Rebellion, este não existe conhecimento prévio de seus antecessores, podendo assim servir como porta de entrada para os curiosos da franquia.

O que diabos está acontecendo?

Ok, como eu disse, temos 2 personagens principais. Rowena, uma maga (agora fantasma) que é responsável por todas as partes de combate do jogo, comandando uma tropa de “armas vivas” – os “Exemplares”. Eles são capazes de bom, não serem contaminados pelo miasma, então são perfeitos para as explorações do mundo.

Por outro lado temos Lucien, um jovem político muito bem apessoado e cheio de personalidade. No início ele parece um pé no saco, mas ao longo da história você vai gostando mais dele, e se torna facilmente seu favorito. Claro que a Rowena sendo um fantasma, sobra pra ele interagir no castelo onde se passa a trama. Ivor tenta se manter no poder, tomando atitudes… no mínimo questionáveis, mas cheio de aliados, portanto, cabe a Lucien jogar esse jogo dos tronos político cheio de acordos e promessas para recuperar o castelo.

Gameplay dual

Por mais esquisito que isso pareça, em Fallen Legion Revenants nós jogamos com os 2 personagens ao mesmo tempo. Não no sentido de controla-los simultaneamente, mas que a linha do tempo é a mesma, então a passagem de tempo é igual.


No meio de um combate, Lucien se comunica com Rowena, trocando informações que ele pode usar nas negociações, enquanto ela descobre onde mais deve ir, onde teria algo que possa ajuda-los. No final, os dois se complementam muito bem, a dinâmica disso é bem agradável.

Coletando Espólios de Guerra

Eu mencionei a parte do combate, então vamos nos aprofundar um pouquinho mais nela, que tal?

Ok, Rowena e seu grupo de Exemplares. Não sei se vocês conhecem o jogo Indivisible, mas o sistema de combate é o mesmo, onde pode ser descrito como um RPG side-scrolling baseado em ação, um pouco similar aos estilos ATB em JRPG tradicionais. Na batalha, cada guerreiro numa das posições dos 4 botões principais (menos a Rowena, que sempre ocupa o X). Podemos sim escolher a ordem deles, mas não se preocupa, a linha de frente pode ser alterada a qualquer momento. Para atacar, basta apertar o botão correspondente ao Exemplar.

Simples? Ok, que bom, por que agora as coisas complica um pouco. Cada personagem só ataca algumas vezes, e tem que esperar algum tempo para poder atacar novamente. Nesse meio tempo, ataque com os outros, mas NUNCA baixe sua guarda. Como você vai ficar parado por um tempo, cuidado com os ataques adversários, aproveite o escudo, e não esqueça do cenário.

No final de cada batalha, recolhemos um espólio que pode ser um power-up para algum exemplar, ou um item que Lucien pode precisar.

Pra não dizer que não falei da parte técnica

Começando sempre pelos gráficos, que são sempre minha parte favorita, Fallen Legion Revenants traz desenhos bem animados, feitos com qualidade num estilo estranhamente funcional: um meio termo entre anime, chibi e realismo. O que isso quer dizer? os bonecos tem rosto de anime – aqueles olhos grandes, nariz desenhadinho etc, mas as proporções não são 100% verossímeis – e as sombras e tom sur tons são muito realistas, muito corretos, algo bem comum para essa atmosfera, como em nas artes de Castelvania.

Para o som: muito legal que os personagens sejam muito bem dublados. Ajuda bastante a nos aproximar do jogo, e os dubladores fizeram um bom trabalho. Músicas e efeitos por sua vez não são nada demais, mas também não deixam a desejar.

Os controles… Bom, eles fazem o que devem fazer, mas aqui vai entrar meu gosto pessoal. Eu não gosto desse tip de mecânica de combate. um controle mínimo sobre o personagem, tentar coordenar 4 de uma vez, e ficar esperando o cooldown sem nunca poder realizar um combo decente me incomoda, mas eu entendo quem goste.

Avaliando e comparando

De uma forma geral, Fallen Legion Revenants é um jogo intrigante. A trama política por trás realmente me atraiu mais do que eu esperava, então virou minha parte favorita. Tomar decisões em um jogo e ver seu impacto é sempre legal. Aprender mais da história de cada um também é interessante. Nos apegamos mais a eles, ganhamos certa intimidade e passamos a nos importar e torcer por cada um.

Uma diferença de Fallen Legion Revenants para Indivisible é que aqui não temos aquela diferença gritante entre os estilos de jogo. É sempre dessa forma, então o aproveitamento é muito melhor, sendo bem mais agradável. Mas de resto, o combate é funcional, com cada inimigo com sua especialidade, seu defesa e vida, e aprender a quebra-las é desafiante.

Prós

  • Gráficos interessantes
  • História elaborada
  • Os dois personagens se complementando

Contras:

  • Jogabilidde que não é pra todo mundo
  • Pacing um pouco lento na progressão do roteiro

Nota final

7