Desenvolvedora: BANDAI NAMCO Studios
Publicadora: BANDAI NAMCO Entertainment
Data de lançamento: 23 de setembro, 2022
Preço: R$ 249,50
Formato: Digital
Análise feita no Nintendo Switch com chave fornecida gentilmente pela Bandai Namco.
Revisão: Davi Dumont
A franquia Taiko no Tatsujin (brevemente conhecida no ocidente como “Taiko Drum Master“), já tem espaço garantido na linha de lançamentos globais da Bandai Namco há algum tempo, apesar de ter ocorrido certa hesitação em um breve período, dado o apelo tão japonês dos jogos e, numa época onde havia muitas opções do gênero rítmico em consoles, com Guitar Hero, Rock Band e incontáveis cópias, se questionava a necessidade de ter mais um sabor no mercado. Ironicamente, hoje, Taiko no Tatsujin reina praticamente sozinho, quando tantas dessas outras séries estão adormecidas.
E com todo o gás que recebe em sua terra natal, Don-Chan retorna no novo título exclusivo para Nintendo Switch, TAIKO NO TATSUJIN: Rhythm Festival, que conta com aprimoramentos e mudanças em relação ao antecessor de 2018 (TAIKO NO TATSUJIN: Drum ‘n’ Fun!).
Batucando de alegria
Estabeleçamos primeiro do que se trata Taiko no Tatsujin: Seu típico jogo rítmico, em que você tem que acertar as notas das músicas, conforme elas vão se alinhando no seu prompt de comando. Faça no tempo correto e ganhe uma nota excelente, erre por apenas um pouquinho e receba um nota boa, e no caso mandar o comando fora demais do ícone, a nota será negativa pro seu resultado. O diferencial dessa série está no instrumento que é todo composto, o tambor Japonês Taiko!
Aqui notas longas não significam segurar o comando, mas sim usar da linha constante pra batucar o máximo que puder! Notas azuis (Ka) são as extremidades do tambor, enquanto as laranjas (Don) são o centro. Ícones maiores são indicativos de apertar os dois botões correspondentes a nota ao mesmo tempo, e não há penalidades ao apertar botões entre notas, portanto sua música não será estragada e nem mesmo encerrada prematuramente por causa de sua performance.

Alguns talvez tenham até a vaga memória de ter experimentado algo similar assim nos fliperamas (de onde Taiko nasceu), com seus tambores enormes, ou mesmo acompanhado de um periférico de bongo feito de barril pra um certo jogo em um vídeo game cúbico nos anos 2000.
Nos tempos modernos, sem preocupações com o atrativo da marca, com o tom cultural da franquia e certamente sem medo de trazer uma boa dose de cultura Otaku para as massas, hoje temos opções variadas no Switch, mas o que exatamente TAIKO NO TATSUJIN: Rhythm Festival traz de novo?
Solta o som
O jogo base tem 76 músicas, divididas entre 7 categorias: Pop, Anime, Vocaloid, Variedade, Clássico, Música de Jogos e Originais da NAMCO. Muitas são icônicas pra qualquer um já imerso nos temas supracitados… alguns exemplos vão de MOONLIGHT LEGEND (primeira abertura de Sailor Moon), Night of Knights (de Touhou Project), e até um medley clássico de Super Mario Bros. do NES.
A quantidade de músicas por categoria, no entanto, é um pouco desbalanceada, com as Originais da NAMCO ocupando a maior parte da lista. E pra quem quer uma playlist variada, especialmente em comparação à TAIKO NO TATSUJIN: Drum ‘n Fun!, pode se decepcionar um pouco, pois não há grandes adições aqui, fora algumas que eram da DLC anteriormente, que são parte do jogo base em TAIKO NO TATSUJIN: Rhythm Festival (como MEGALOVANIA de Undertale e Mezase Pokémon Master). O jogo estranhamente também se aplica ao reverso, pois algumas músicas que eram parte do pacote básico em Drum ‘n Fun! agora estão restritas ao novo serviço de assinatura.

Esse serviço, o “Passe de Músicas Taiko”, te dá acesso a 500 músicas adicionais entre as categorias, e pode ser assinado por períodos de 30 dias ou 90 dias, com 7 dias adicionais gratuitos na primeira compra. Músicas também podem ser compradas em pacotes de DLC na eShop com temáticas variadas como Hatsune Miku, One Piece ou Estúdio Ghibli.
Ao julgar o jogo base, 76 músicas parecem bastante, especialmente quando há vários modos diferentes para desafiar a memória muscular e o seu ritmo, e o modo online do jogo não requer que você tenha acesso as músicas extras para joga-las (embora haja a desvantagem na falta de prática na hora de enfrentar alguém). Mas não deixa de ser especialmente decepcionante que tantas músicas que já faziam parte do jogo anterior estejam presas em valores adicionais aqui.
Dito isso, é bem provável que caso você tenha um interesse superficial em TAIKO NO TATSUJIN: Rhythm Festival, alguma música da lista base irá ser familiar, e é exatamente por essas músicas que é mais recomendado começar a sua jornada de se tornar o mestre do Taiko!
Essenciais para o ritmo
O jogo tem uma nova função de treinamento, que permite que você reproduza pequenos trechos das músicas para praticar as notas, na dificuldade que bem se ajustar. Vale lembrar também que músicas mais aceleradas, mesmo no modo fácil, podem ser complicadas de acompanhar, e por isso todas tem suas classificações em estrelas, independente da dificuldade.

Como em TAIKO NO TATSUJIN: Drum ‘n Fun!, as opções de controles são vastas, incluindo o sempre confiável método de usar os botões, controles de movimento com os Joy-Cons separados para simular as baquetas e também controle via toque da tela em modo portátil. Há também compatibilidade com o periférico feito para Taiko no Tatsujin, vendido separadamente. E inclusive, o jogo sempre inicia com esse controle em padrão, e é recomendado que você troque para o seu controle de escolha antes de iniciar uma partida. É perfeitamente possível concluir uma música sem alterar essas configurações, mas as notas são ajustadas de acordo com o controle que você usa, por exemplo, com o movimento dos Joy-Cons, é muito menos intenso a quantia de notas por segundos, já que é necessário toda uma ação com seu braço até atingir a nota precisa.
DON-DON, KA-KA!
No que diz respeito a modos, o jogo traz uma narrativa com Don-Chan, com o seu novo amigo Kumo-kyun, mirando se tornar o mestre Taiko na cidade Omiko. Os episódios são contados toda vez que seu ranque sobe, conforme acumula-se pontos na conclusão de músicas e outras tarefas em dificuldades variadas, desbloqueando cosméticos, títulos para o modo online e até mais algumas músicas complicadas para agregar a sua biblioteca.
De novidade, o modo “Great Drum Toy War” é onde você pode usar itens para atrapalhar seu adversário (computador ou outro jogador), e derrotar um por um da linha de brinquedos que são equipados para dar uma ajuda na competição.

Há também o multiplayer cooperativo de até 4 jogadores simultâneos, que formam uma banda completa de tambores e as notas são distribuídas para os jogadores conforme a dificuldade escolhida.
Esses modos novos e todos os já consagrados podem ser jogados Online imediatamente através de seus sub-menus, e as partidas pela internet podem ser jogadas em modo ranqueado ou casualmente. É possível criar sua própria sala ou filtrar suas pesquisas por salas já abertas para enfrentar outros jogadores ao redor do mundo, com as dificuldades e modos de jogo que bem preferir, embora, na nossa experiência, haja uma severa falta de pessoas para nivelar as partidas no fácil e profissionais em Taiko são abundantes.
Esteja interessado em passar horas e mais horas competindo online, ou talvez só queira praticar suas músicas favoritas, pra fazer bonito na frente de colegas que vierem jogar contigo, TAIKO NO TATSUJIN: Rhythm Festival oferece um bocado, e com o tom oriental conhecido da franquia, é impossível não cair ao charme de toda a apresentação cheia de energia dos menus e os comentários constantes de Don-Chan e Kumo-kyun (claro, há opção de silencia-los, se assim preferir).

Com as tantas opções de controles, treino e customização, é um pacote quase perfeito, que só tem como deficiências a distribuição de gêneros de músicas e a escolha de não trazer no mínimo as trilhas já presentes no jogo anterior no Nintendo Switch. Mas se pudermos recomendar apenas um jogo da série no console, esse é um bom ponto de partida!
Prós
- Variedade de controles e customização;
- Excelente modo treino para iniciantes;
- Apresentação charmosa, praxe da série;
- Multiplayer robusto.
Contras:
- Restrições questionáveis com a seleção de músicas;
- Monetização externa pode ser um tanto exagerada;
- Não há suporte de idioma em Português Brasileiro;
- Implementação de HD Rumble deixa a desejar.
Nota Final:
8,5
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