Desenvolvedora:
Publicadora:
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Preço:
Formato:
Gênero:
Plataformas:
Nippon Ichi Software
NIS America
26 de setembro, 2025
R$ 209,99
Digital
RPG deação | Dungeon Crawler
Nintendo Switch, PlayStation 5, PlayStation 4, PC
Desenvolvedora: Nippon Ichi Software
Publicadora: NIS America
Gênero: RPG de ação | Dungeon Crawler
Data de lançamento: 26 de setembro, 2025
Preço: R$ 209,99
Formato: Digital
Plataformas: Nintendo Switch, PlayStation 5, PlayStation 4, PC
Análise feita no Nintendo Switch com cópia fornecida gentilmente pela NIS America.
Revisão: Manuela Feitosa
Nippon Ichi Software, a nossa amada NIS. Não só é uma desenvolvedora que faz jogos que são atemporais como a franquia Disgaea, como também é a fonte de uma dúvida que devora minha mente desde o ano passado: cadê a localização de Bar Stella Abyss, NIS America? Nunca te pedi nada.
Mas chega de divagar, o assunto da vez é outro jogo que a NIS lançou anteriormente no Japão (para ser mais específico, em fevereiro deste ano) e que agora chega ao resto do mundo localizado em um idioma que eu entenda. Estou falando do RPG de ação e dungeon crawler Cladun X3, o retorno da série Cladun após 8 anos sem jogos, com ironicamente o último jogo lançado sendo nomeado “Cladun Returns: This is Sengoku!” e sendo tecnicamente o terceiro jogo da série, ao invés do X3.

Nessa análise exploraremos um pouco sobre a franquia Cladun, o que X3 tem a oferecer para nós jogadores, um pouco das minhas opiniões que ninguém pediu sobre a NIS, e é claro, o que Cladun X3 pode ter que apeteça a fãs de dungeon crawler, especialmente com outro jogo de ação lançando bem em breve no Switch 2 e Switch.
Sem mais delongas, vamos explorar essas masmorras!
Uma masmorra clássica
Antes de tudo, acho que uns podem estar curiosos, assim como eu fiquei no primeiro trailer japonês desse jogo, mas “o que é Cladun” é uma dúvida que acaba não sendo tão incomum, por isso fico feliz em responder.
Cladun, ou Classic Dungeon, é uma franquia desenvolvida e publicada pela NIS. Trata-se de um RPG dungeon crawler — um tipo de jogo bem popular para quem tem muito tempo em mãos —, além de também contar com a pixelart majestosa que a NIS provém, e, acima de tudo, uma gameplay de ação que, embora simples, nos dá sistemas complexos que tornam divertido de abusar.

Toda a franquia teve um histórico enorme em consoles portáteis, com o primeiro jogo tendo sido lançado oficialmente no PSP, seguido pelo segundo jogo (Cladun X2) no mesmo console e eventualmente, Cladun Returns no PS Vita. Pelo fato de estarmos em um quarto jogo, indica que essa franquia é popular, mas o que torna ela única perto de outros jogos de dungeon crawler, que não são tão raros?
Simples, caro leitor: o jogo foi feito com uma filosofia interessante onde, dos personagens, às armas, aos mapas e até as músicas e histórias; tudo isso pode ser feito pelo jogador usando o “customizador” interno dele. Os personagens em pixelart até são animados com rigs próprios para os membros do corpo e afins, tornando uma customização ainda mais fácil.




Mas é claro, uma customização não significa que o jogo não consegue se sustentar nos próprios pés, e é por isso que iremos agora falar da história por trás de Cladun X3, e como ela me motivou a prosseguir com um jogo.
Convocado (contra a sua vontade) para Arcanus Cella
Embora a minha experiência com Cladun fosse nula até recentemente, do pouco que li da franquia na época que X3 havia lançado no Japão era um consenso de que “as histórias não são o foco”. E realmente, logo na introdução de Cladun X3, o jogo se preocupa mais em ser um jogo que apresenta seus sistemas e mecânicas do que uma história em si.
No entanto, fiquei chocado quando vi que, apesar de bem bobinha (algo que para alguém que jogou alguns Disgaea e os dois Phantom Brave só adiciona mais um charme a outro jogo da NIS) é bem engajante, com bons personagens e momentos que me fizeram quebrar a cara, um dos melhores exemplos sendo logo no começo do jogo, onde o pesadelo de um dos personagens da história termina com os créditos do jogo.
A história começa com o nosso protagonista, construído por nós mesmos, acordando em uma situação inusitada; apesar de não ter morrido para parar em um Isekai, você foi convocado na distante terra de Arcanus Cella por Jellia, uma garota imortal que te colocou em um tipo de jogo de matança, que visa puxar diversos vilões e heróis de diferentes mundos e colocá-los uns contra os outros. Eu tinha programado a minha personagem inicialmente para ser uma heroína sem saber do enredo, então vamos fingir que a Yuna, minha personagem da imagem abaixo, é apenas uma anti-heroína.


Mesmo com uma premissa simples, a história de Cladun X3, e mais em específico, os seus personagens ajudam a tornar a narrativa melhor. Meu exemplo favorito sendo o cavaleiro “rival” do protagonista, o lendário herói Hodrick, que carrega o trauma de nunca ter precisado agir como herói porque os esforços dos cavaleiros de seu reino derrotaram o Rei Maligno — chamado de Lord Foulplay, que aparentemente ainda está vivo.
Para encerrar, a história não é o principal ponto do jogo, mas sim a sua gameplay! O que me dá a deixa para falar de um aspecto que eu amo nesse tipo de jogo e que ele me fez perceber isso em uma escala maior:
Le numbers go up
Embora eu nunca tenha sido diagnosticado, algumas pessoas próximas de mim sempre tentam falar que eu possuo tendências neurodivergentes, e algumas delas até apontaram que meu amor por RPGs possa ser um fator. E apesar de soar estranho, tem uma certa verdade nisso, porque tem um fator em RPGs e alguns jogos de ação que me enchem de dopamina quando eu vejo na tela…
Vamos chamar esse fator de “le numbers go up“!
Mas basicamente, eu amo quando jogos me dão a liberdade de customizar aspectos do meu personagem como ataque, classes, defesa e outras estatísticas básicas que, quando focadas, podem deixar o jogo ainda mais quebrado. E em especial, amo quando apenas uma simples mudança básica já me faz dar mais dano que antes, e esse foi o aspecto de Cladun X3 que mais me entreteve por completo.

Quando fui jogar o jogo, achei que Cladun apresentaria aspectos rogue-like, e apesar de ter alguns que poderiam ser chamados de aspectos roguelite (um exemplo sendo a clara estrutura do jogo que tem uma inspiração básica em jogos como Rogue, além do fator que você retém experiência e itens quando morre em uma dungeon) o jogo é bem pesado na categoria RPG, o que na verdade é um ponto que discutirei em breve que pode acabar afastando uns jogadores.
Porém, eu acho que falar do combate do jogo não é válido sem falarmos de outro aspecto dele que é igualmente importante…
Crie, explore e abuse da imaginação!
A forma que a customização de Cladun X3 é importante já começa quando você cria o seu primeiro personagem; você vê que apesar de ter uma certa variedade, você está limitado inicialmente. Isso acontece porque o jogo possui “níveis de dificuldade” de customização, com o quanto mais difícil a customização, mais coisas você pode colocar no seu personagem, como acessórios, asas, mudança de cores específicas da paleta, etc.

Mencionei isso antes, mas a forma que o jogo pede pro jogador customizar tudo poderia ser um fator que afetaria a aparência do jogo, no entanto pelo jogo utilizar um tipo de spritework específico, que é animado com rigs, esse fator da aparência acaba sendo um dos charmes do jogo, embora possa ser um pouco estranho ver as animações primeiro quando você está acostumado com pixelart mais “padrão”.
No entanto, o aspecto que a customização do jogo mais brilhou pra mim, foi a sua mistura com o combate! O jogo possui mais de dez classes diferentes de personagens, com classes tendo uma gameplay e estilo de luta diferentes, além de dificuldades diferentes como fácil, intermediário ou difícil; separei gameplay de três personagens meus aqui para mostrar: uma guardiã que usa uma lança, um mago que usa magia e um guerreiro que usa uma faca, para vocês verem como todo o combate pode ser.
Para encerrar o tópico, por volta de poucas horas de gameplay o jogador já deve liberar um aspecto do jogo que ainda está cru nessa parte do mundo (provavelmente pelo jogo não ter sido lançado ainda), mas que é algo que eu achei necessário num jogo onde tudo é customizado: a conexão com a internet permite que você baixe outros personagens, músicas e mapas de pessoas diferentes.
A própria NIS já fez crossovers oficiais de Cladun X3 ao longo do ano com as IPs deles mesmo, mas também com IPs de terceiros, o meu exemplo favorito sendo Touhou, que inclui várias músicas e personagens. Sim, lógico que ia ter Bad Apple em algo de Touhou.
Défice de atenção
Hora de falar o maior pecado que eu cometi com um jogo que genuinamente é divertido e que não achei muitas falhas ao jogar: ele simplesmente não me prendeu como outros jogos que saíram esse ano.
Acho que o fator da customização foi um que de início me assustou (especialmente olhando para menus como o de customização de música, aquilo é insano); mas não apenas isso, Cladun X3 não exige tanto do jogador para customizar quanto ele pede do seu loop de gameplay central, que é ir e explorar as diferentes camadas das masmorras de Arcanus Cella.
Cladun X3 acaba sendo um jogo extremamente repetitivo, então se você, jogador de jogos que exigem repetições constantes como rogue-likes e até RPGs como Monster Hunter se interessar pela gameplay de X3, eu recomendo fortemente. O jogo tem um combate simples mas que pode ter suas dificuldades, especialmente em boss fights, e acima de tudo, divertir o jogador com aspectos fora do combate, como a customização e preparo de seus personagens.

No entanto para outras pessoas, que acabam preferindo jogos não tão repetitivos, ou por falta de uma frase melhor, a geração moderna que não aguenta conteúdo longo sem algo que a distraia, Cladun X3 pode ser aproveitado, sim. Mas como um jogo que você joga por sessões entre outros jogos, o que honestamente não é algo que vá valer a pena pra mim dado o preço que os jogos estão hoje em dia, um fator que não é culpa de Cladun nisso.
Resumindo esse tópico, se você gosta de RPGs de ação onde o foco é se aprimorar ao máximo pela repetição, se sentirá em casa em Cladun X3! Mas caso só seja um jogador que está esperando um joguinho simples e divertido da NIS, eu recomendaria outros jogos deles que saíram nos últimos anos.
Um descanso das masmorras
Essa análise foi mais uma que achei interessante de fazer, por ter sido um jogo que não conhecia que simplesmente caiu no meu colo. Cladun X3 me fez lembrar como o Nintendo Switch possui uma variedade de RPGs dungeon crawlers e acima de tudo, é uma boa adição ao gênero para aqueles que procuram explorar masmorras perigosas lotadas de inimigos poderosos.
Acima de tudo, esse jogo é também um deleite para aqueles jogadores que conseguem aproveitar a sua imaginação ao máximo, especialmente onde quase todos os aspectos do jogo podem ser customizados. Embora eu tenha jogado essa belezinha em um Nintendo Switch 1, e o jogo originalmente ter sido lançado antes do Nintendo Switch 2 sair, espero que a NIS pense em um patch que dê o suporte para controles de mouse, pois se tem um jogo que se beneficiaria ao máximo, seria Cladun X3.
E aqui vai um aviso para aventureiros que começaram a explorar Arcanus Cella: respeitem os sistemas de nivelamento, aprendam com meus erros.
Prós:
- Um estilo único de arte que ajuda o jogo com os seus aspectos customizados;
- Combate que, apesar de ser simples, não é fácil de dominar, mas é bem justo;
- Perfeito para os jogadores com uma boa imaginação e que sabem customizar mapas, músicas e personagens;
- Também perfeito para quem quer só baixar essas coisas feitas por outras pessoas, tendo customizações oficiais ótimas.
Contras:
- A customização pode ser um pouco demais originalmente, além de não ser liberado tudo de uma vez;
- Extremamente repetitivo.
Nota
8,5
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